Como passar em provas de mestrado?


Como passar em provas de mestrado?

Geralmente, as provas para concorrer a uma vaga em um curso de mestrado, em uma universidade federal, são quatro: prova escrita, prova de língua estrangeira, avaliação de projeto e entrevista.

Prova escrita

A prova escrita depende basicamente de estudo. É importante verificar, no edital de seleção, a bibliografia recomendada, estudar os conteúdos e revisá-los até o dia do exame. É claro que uma boa escrita já corrobora a sua aprovação, independentemente da área de estudo. Quando eu fui aprovado no processo seletivo do mestrado, eu me dediquei bastante a essa etapa. Primeiramente eu li a bibliografia recomendada, busquei outros autores que me ajudassem a interpretar a bibliografia proposta, fiz resumos, fichamentos e revisei durante dois meses o conteúdo antes da prova, especialmente nas últimas semanas.

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Prova de Língua estrangeira

cerebro pos graduandoA prova de língua estrangeira (inglês) é uma etapa fácil para aqueles que têm nível intermediário de inglês. Já os iniciantes devem estudar um pouco mais. A minha prova foi relativamente simples, era possível o uso de dicionários e as respostas eram escritas em língua portuguesa. Eu fui aprovado nesta etapa com nota 8,6. O meu nível de inglês é bom, eu diria intermediário.

Avaliação de projeto (Pré-Projeto)

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Quando você faz a inscrição para o mestrado, você deve anexar, junto aos seus documentos, o seu pré-projeto. Eu não conhecia muitos professores da minha área de interesse, por isso, fiz o pré-projeto SOZINHO, com base na bibliografia proposta no edital. Eu busquei alguns modelos na internet, mas basicamente o pré-projeto continha capa, com o nome da Universidade, título do projeto, local e data. Na introdução, eu fiz um resumo sobre o projeto, na justificativa eu expus a minha motivação para com a minha temática e, mais especificamente, para com a minha área de interesse: LINGUÍSTICA. As próximas páginas foram dedicadas aos pressupostos teóricos e à metodologia. Essa foi a etapa mais complexa para a elaboração do pré-projeto, pois eu não sabia absolutamente nada sobre metodologia, uma vez que eu NUNCA havia feito pesquisa antes. E sinceramente? não me adiantou muito a metodologia do meu pré-projeto; eu não utilizei NADA do que eu escrevi. Na época, eu não tinha muita maturidade sobre o assunto, então, eu fiz o possível para mostrar à banca examinadora que eu tinha condições (e INTERESSE) em aprender novas abordagens e métodos que pudessem contribuir com a minha pesquisa. Mas se alguém tivesse me dito para estudar sobre pesquisa qualitativa e quantitativa, epistemologia e ontologia, eu teria me saído melhor. As páginas seguintes foram dedicadas ao cronograma de execução, e por fim as referências bibliográficas. Confesso que fiquei bastante apreensivo nessa etapa, pensei que seria reprovado, mas, para a minha felicidade, eu fui aprovado com 9,5. Acredito que essa nota foi resultado de uma boa escrita, revisei o meu texto várias e várias vezes e ainda enviei-o a alguns revisores.

(Para mais informações sobre revisão: http://andersonhander.wordpress.com/revisao-de-texto/)

LINK PARA COMPRA DO CURSO

http://criteriorevisao.com.br/compre-o-seu-curso-como-passar-no-mestrado/

OBS: Eu faço um parêntese aqui para explicar que o mestrado é um PROCESSO de maturação de ideias. É um período de grande estudo e crescimento. Por isso, não se frustrem caso o seu pré-projeto, embora seja aceito pela banca examinadora, seja criticado por alguns professores, especialmente por aqueles com a visão mais fechada em suas próprias áreas de estudo. Felizmente, eu consegui utilizar o meu pré-projeto no mestrado (apesar de modificá-lo bastante) e encontrei uma orientadora que se interessou pela minha pesquisa. Eu digo isso porque alguns orientadores podem querer orientá-lo(a) somente se lhes convir o tema proposto.

Entrevista (a hora do agora ou nunca!)

Sem dúvida a entrevista é a pior parte do processo. Eu confesso que o processo de seleção do mestrado é muito desgastante, especialmente porque ele é um processo longo, que chega a durar quase um mês até o resultado final. Se nós contarmos o período de inscrição e de preparação, o processo estende-se talvez a um ano. Depois da aprovação em todas as etapas, chega o dia da entrevista. Não acredito que a sua roupa deva ser o seu melhor atrativo para esse dia. É óbvio que vivemos em uma sociedade de aparências e que você não deve chegar a sua entrevista com trajes exóticos, exagerados ou indevidos para a ocasião. Eu fui de camisa social e de bermuda (Ok, eu cometi essa grande gafe, mas fui aprovado rsrsrs). Sentei em frente à banca, eles ligaram o gravador e a entrevista começou. A banca era composta por três doutoras. Inicialmente elas pediram para eu falar um pouco sobre o meu projeto e, posteriormente, fizeram algumas perguntas específicas sobre ele, sobre o tema que eu havia abordado, sobre a bibliografia utilizada e sobre os autores principais de minha pesquisa. Uma das doutoras trabalhava diretamente com a minha área, ela me fez muitas perguntas e conseguiu me deixar com MEDO, o que me gerou um certo nervosismo e me deixou um pouco atrapalhado ao responder algumas perguntas; eu não conseguia articular muito bem as minhas respostas. Em compensação, e para a minha sorte, eu respondi muito bem as outras perguntas. Elas perguntaram sobre a minha vida acadêmica, sobre os meus projetos na Universidade, sobre o meu interesse na área de estudo escolhida. Eu sempre estive engajado na Universidade em extensão e ensino. Participei de um projeto de extensão lecionando na UnB nos anos de 2008 e 2009, atuei como monitor de eventos, semana de extensão, e sempre tive vontade de viajar, por isso fiz intercâmbio, trabalhei em ONGs, cursei várias disciplinas de outras áreas, enfim, acredito que o meu período de graduação foi bastante produtivo e isso me ajudou a ser aprovado na entrevista, apesar do meu nervosismo, que não era sinônimo de insegurança ou imaturidade. Eu fui aprovado no mestrado de linguística da Universidade de Brasília (UNB) em sétimo lugar. A média para aprovação era 7,0, as minhas notas foram: 8,6 (prova escrita), 8,6 (prova de língua inglesa), 9,5 (pré-projeto) e 8,5 (entrevista).

como passar no mestrado?

Estou na etapa final do mestrado. A minha defesa será marcada em um mês. Às vezes, algumas pessoas dizem que não vale a pena fazer mestrado, que não é preciso de mestrado para que se consiga um bom salário, especialmente um bom salário de professor e que a carreira acadêmica não é prestigiada economicamente. O mestrado realmente não é um investimento econômico em si, mas ele tem me completado e me ajudado a refletir melhor sobre as minhas profissões (eu sou professor e revisor de textos),  a ciência que eu estudo (linguística), as minhas ferramentas de trabalho,  a minha posição como ator social nos tempos em que vivo, enfim, eu sinto-me mais consciente de minhas escolhas e eu diria de mim mesmo.

Tenho um canal no youtube com muitas dicas para quem pretende fazer mestrado, inscrevam-se e aproveitem os vídeos, compartilhe-os com os seus colegas:

Como passar no mestrado

Pesquisa qualitativa e pesquisa quantitativa: introdução

Recorte temático: dissertação de mestrado

Linguagem de textos acadêmicos

Como elaborar resumo de tcc, dissertação e tese?

Como elaborar referencial teórico?

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141 ideias sobre “Como passar em provas de mestrado?

        • Olá Anderson,
          Gostei das informações que você postou e acho que foram importantes para eu refletir antes de dar continuidade no processo seletivo do mestrado.

          • Oi Milene, boa tarde! Seja bem-vinda. Fico feliz em poder ajudar.

            Provavelmente, vou escrever muitos outros posts sobre assuntos relacionados ao mestrado. Já tenho muitos posts, também pretendo gravar vídeos no youtube para ajudar os meus leitores (tenho um gravado sobre referencial teórico).
            Muito sucesso, sempre!

          • Oi Lala, seja bem-vinda. Nesse caso, estude os clássicos de sua área, fundamente-se em seu material de estudo da graduação. A prova varia de instituição para instituição. Na UnB, por exemplo, é uma prova dissertativa, com três questionamentos a serem respondidos com base nas obras lidas.
            Saudações.

    • Muito bom esse post, estava completamente perdida na questão de como ingressar para o processo seletivo, mas vc me clareou totalmente, apesar de tentar em uma área completamente oposta à sua, depois das suas dicas preciosas eu vou focar de vez nessa nova etapa, vou esperar o próximo edital para ver o que eles vão pedir e cair dentro, acho que o mestrado nos traz sim, grandes oportunidades na área do magistério e é o que eu pretendo fazer daqui pra frente, lecionar.
      Obrigada Anderson.

    • Adorei o site, porém quero passar no mestrado de lingugem, mas tenho pouco titulos. Estou lendo bastante, confiante que vou passar. Me oriente como devo fazer para passar na prova escrita.

      • Olá Gizele, seja bem-vinda!
        Inscreva-se no meu canal no Youtube, tenho várias dicas sobre o processo seletivo de mestrado. Também tenho um curso em MP3 sobre o processo seletivo.
        Saudações.

  1. Olá Anderson, gostei muito do seu post. Estou participando de um processo seletivo e confesso que o medo atrapalha bastante! Vou fazer a inscrição e conversar com a (possível) orientadora, Fiz espanhol na Faculdade então creio que meio passo já foi dado! rs Como o processo é todo eliminatório, estou atenta ao Projeto primeiro. Logo darei mais notícias! Valeu belo post, me ajudou muito!

  2. Boa tarde, Anderson! Gostei muito do seu depoimento. Farei a prova de mestrado em Linguística esse ano e estou realmente precisando de dicas e orientações. Principalmente queria ter acesso às provas passadas a fim de ter uma noção do tipo de pergunta que encontrarei nas provas. Vc ainda tem a sua prova? Grata, Núbia

    • Oi Núbia. No meu departamento, você tem até dois dias para poder ver a prova que você faz, mas você não fica com ela, deve devolvê-la novamente à secretaria. Eu me lembro de algumas questões. A primeira, perguntava sobre Matoso Câmara Jr. e os seus estudos sobre grau e gênero – Você deveria explicar a visão de Matoso acerca desse tema). A segunda questão dizia respeito à Análise Crítica de Discurso (ADC): “Explique a relação entre texto, discurso e prática social” (acho que a questão era essa, não tenho certeza). No penúltimo processo seletivo (2011), eles fizeram uma pergunta bem específica do livro do filósofo e linguista Banveniste, a respeito da voz media e da voz passiva. A minha dica para você é: estude minuciosamente TODO o material do edital. Faça esquemas, resumos e leia em sites especializados o conteúdo antes da prova. Leia críticas de outros autores sobre o assunto que você tiver dúvida até alguns dias antes da prova. Isso me ajudou bastante. Nos primeiros meses de leitura dos livros, eu compreendia o conteúdo, mas não conseguia memorizá-los, então eu forçava a minha mente, vendo vídeos de palestras no youtube sobre linguística, lendo várias vezes os resumos que eu havia feito… Volte para nos contar a sua experiência. Sucesso.

  3. Olá Anderson, tenho interesse em fazer mestrado em Linguística. Pensei que pudesse elaborar e estudar tudo em um mês. Mas, pela sua trajetória, vejo que devo me dedicar por um período bem maior. De toda forma, obrigada pelas dicas. Ano que vem eu tentarei.
    Abraços, Claudia.

    • Oi Cláudia. Sim, é necessário maior dedicação aos estudos para aprovação no mestrado. Além disso, é importante rever conceitos e conteúdos porque eles serão fundamentais a sua pesquisa.
      Abraço.

  4. Olá, ótimo post
    Mas me diz: Por que sou excelente em provas de concursos, de Pós, etc e péssima nas de Mestrado?

    • Boa tarde Mirian!
      Eu faria a mesma pergunta a você, mas inverteria o “péssimo em provas de mestrado” por “péssimo em provas de concursos” eheheh.
      O caminho para a carreira acadêmica é científico e isso requer um senso mais investigativo. A maneira pela qual nós pensamos na academia é um pouco diferente (eu não acho que deveria ser) da maneira pela qual nós estudamos para concursos. No caso de algumas bancas, o que é mais valorizado é a memória e não o pensamento/reflexão. Há um texto em meu blog (Funes, o Memorioso – do Borges) que faz crítica a isso. Eu acredito que algumas disciplinas fundamentais à construção desse senso não nos são ensinadas porque muitos professores não são pesquisadores ou desconhecem-nas. A própria maneira pela qual nós lidamos com a aprendizagem é problemática: filosofar/refletir é “no boteco”, na escola, “é decorar”. Além disso, é bastante comum, por exemplo, a associação no Brasil do cientista ao louco ou uma certa resistência/deficiência na escola a respeito do conhecimento científico. Eu, por exemplo, não aprendi na escola e na universidade muitas questões sobre metodologia, filosofia e ciência como: epistemologia, ontologia, lógica… Eu também não fiz pesquisa na graduação, apenas na pós-graduação. Por fim, o arquétipo do cientista em nossa sociedade é de um sujeito na área de exatas e, no caso de humanas, isso é um problema, especialmente se esbarramos em nosso caminho com conceitos absolutos a respeito de o que é língua/cultura. A impressão que muitos têm é de que um linguista, por exemplo, não é um cientista como um químico. No entanto, ambos fazem ciência.
      O futuro mestrando, acadêmico, deve compreender essas questões e elas serão cobradas de alguma maneira em processos seletivos de mestrado/doutorado por meio de prova escrita, prova oral e elaboração de pré-projeto.

      Espero ter ajudado.

  5. Professor Anderson, bom dia

    Que bom que tem pessoas que dividem o conhecimento e experiências de vida com as outras pessoas. Pois bem, me chamo Pedro Henrique e vou iniciar o processo de seleção para mestrado profissional em gestão pública – UNB Campus Planaltina, edital 1/2014. Como o que aconteceu como você, estou muito preocupado com a prova escrita, prova oral, pre-projeto, e estou trabalhando com prioridades tendo em vista que tenho que entregar o meu pré-projeto na inscrição que vai até 07/03/2014. Nem comecei a fazê-lo. Ainda estou naquela fase terrível de escolher o tema, querendo que seja pertinente e interessante. Gostaria de saber se há um modelo que a UNB utiliza ou poderia indicar uma estrutura de pré-projeto? em relação a prova escrita, no edital, tem 3 obras a ser lidas. Mas não diz com serão as perguntas, somente informa que 30% da nota será da redação e os outras 70% não diz se serão questões objetivas, mas acredito que seja. Como foi sua prova de mestrado as questões de múltipla escolha com 4 ou 5 alternativas? Em relação a prova oral, vou deixar por último, pois preciso passar nas anteriores para chegar nesta fase, mais digo que suas dicas valeram bastante para todas as fases. Participar de um processo de mestrado já é emocionante e ter a expectativa de ser aprovado gera muita energia e adrenalina. Gostei de suas informações e irei compartilhar com outros colegas que sonham também em realizar um mestrado na UNB, Se puderes nos passar mais informações e/ou nos orientar ficaremos gratos.

    Pedro Henrique
    INSTITUTO FEDERAL DE BRASILIA

    • Pedro, saudações!
      Fico feliz em compartilhar as minhas experiências com os meus leitores e, especialmente, quando recebo algum feedback, isso me motiva bastante a continuar escrevendo.
      Sobre o pré-projeto, não há modelo padrão, inclusive, porque cada departamento adota os seus próprios padrões. O próprio processo de avaliação em si não deve seguir o mesmo padrão em todos os departamentos. Sobre as questões de múltipla escolha, não posso dizer-lhe muito, pois a minha prova de conhecimentos foi discursiva. Sugiro que você atenha-se ao edital, estude-o.
      Volte para contar-nos a sua experiência.
      Desejo-lhe muito sucesso!

  6. É muito bom encontrar pessoas que compartilham suas experiências. Já participei do processo e de mestrado e não obtive a média esperada para aprovação na escrita ( fiquei com 5.3 e a média é 7.0). Você poderia dar mais informações sobre elaboração da prova discursiva? O melhor caminho é citar os autores relacionados à questão que foi pedida e compará-los?
    Um abraço, Roseli

    • Oi Roseli! Boa tarde!
      Obrigado pela visita. Fico feliz em participar dessa troca. E obrigado por compartilhar conosco também a sua experiência.
      Sobre a prova discursiva, não adianta, o ideal é fazer vários resumos das obras indicadas no edital e estudar minuciosamente todo o conteúdo, inclusive, porque você precisará dessa bagagem durante o mestrado.
      Você deve ter percebido, em seu processo seletivo, que não há muitas questões na prova de conhecimentos linguísticos (discursiva). No meu caso, por exemplo, havia apenas três questões, mas as questões eram muito específicas. Acredito que a intenção deles é averiguar se você leu os livros indicados, se você consegue desenvolver uma ideia, refletir… não é necessário fazer aquelas citações como em artigos científicos, conforme as normas da ABNT e etc, mas se você puder e conseguir refletir sobre as ideias de determinados autores, compará-las, isso é ótimo. Deixe claro, em suas respostas, como as ideias desses autores relacionam-se à concepção da linguística como ciência, especialmente, no caso de Saussure. Se for o caso, vá além e relacione o assunto com a noção de metodologia…
      Eu me lembro de quando fiz a minha primeira prova e havia uma questão tão específica, de uma página que eu não cheguei a ler (pulei) a respeito do livro de Benveniste: Problemas de Linguística Geral I. Eu não fui aprovado, na primeira vez que participei do processo, por causa dessa questão. Com certeza, algumas seleções são mais fáceis do que outras… mas… não sugiro que você “pague para ver”, estude toda a bibliografia do edital.
      Muito sucesso!
      Abraço.

      • Valeu pela dica! Tentei prova de Mestrado em Educação e pasme, não tinha bibliografia indicada. A orientação dada é o que você tem e traz de sua trajetória de estudos e pesquisas.Então é um “chute” no escuro, às vezes parece “pegadinha” quando você se depara com um assunto que não esperava e querendo ou não é sobre ele que se tem que falar. Como por exemplo tipos de provas aplicadas pelo governo federal nas esferas estaduais e municipais. E aí, se fala o quê? É ou não é complexo demais. Um abraço,
        Mas vou tentar de novo.
        Roseli

  7. Primeiramente meus agradecimentos por compartilhar suas experiências e parabenizá-lo pelas conquistas. Anderson estou aguardando o edital para participar da seleção de mestrado na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e desde muito me sinto inseguro e por mais que eu conheça os texto e já tê-los lidos não me sinto preparado para o processo, mesmo alguns amigos falando que eu vou me sair bem. Escolhi concorrer a uma vaga na linha da pragmática, por ter sido a que mais me identifiquei, e pesquisar os jogos de linguagem presente nas relações comerciais (compra e venda de produtos e serviços) nos grandes centros urbanos. Minha escolha teve como base o fato de ter uma experiência muito grande na formação dos profissionais de vendas no varejo. Sei que meu trabalho seria interessante, principalmente se puder desvendar formas de mediar essas relações de forma a evitar conflitos e ajudar ao consumidor a fazer suas escolhas sem se deixar envolver pelas técnicas aplicadas pelos vendedores e trabalhar o homem de vendas de forma que seu discurso seja mais produtivo sem fugir da realidade do mercado nem das reais necessidades do seu cliente. estou inseguro, principalmente, por ficar em dúvida se o fato do meu material de estudo não está diretamente ligado à educação seja um empecilho ou um fator que faça a banca examinadora torcerem a cara.
    O que você acha? será que meu projeto de estudo pode ser algo interessante? Como posso realizá-lo?

    • Cássio, boa noite! Obrigado pela visita!
      Não veja a sua “insegurança” como um “problema”. Você pode tirar “proveito” dela se compreender que o seu pré-projeto de mestrado e o processo seletivo em si são apenas uma etapa de todo esse processo, que, inclusive, não se encerra com a obtenção de seu título, muito pelo contrário, pode estender-se por um doutorado…
      Há muitas produções, na área de Letras, em educação, mas pesquisa não precisa restringir-se a isso, há outros ramos da sociedade que necessitam de pesquisas em diversas áreas da linguística. Em minha pesquisa, por exemplo, decidi investigar processos interacionais e discursivos na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal para pesquisar como o usuário do metrô compreende “cidadania” a partir de interações. Então, fique tranquilo, pois o fato de o seu trabalho não estar diretamente ligado à educação não é um “problema”. Você deve, no entanto, justificar a relevância social de seu projeto. Atenha-se, também, aos aspectos linguísticos de seu estudo, pois o seu título não será de mestre em sociologia ou administração. Embora a língua possa ser compreendida (e na minha opinião DEVE ser compreendida) em uma perspectiva dialética com a sociedade, qual é o aspecto estritamente “linguístico” de seu trabalho?
      Volte para nos contar a sua experiência.
      Abraço!

      • Obrigado pela atenção, fico feliz e mais tranquilo e sei que posso demonstrar a relevância do trabalho ao demonstrar que o mesmo facilitaria a comunicação, a partir do conhecimento, dos treinadores de equipes de vendas e do próprio lojista que que perceberia que a chave do sucesso comercial pode está na comunicação direta com o cliente consumidor.

  8. Oi Anderson, pretendo participar do processo seletivo de mestrado em educação, mas confesso que estou insegura, pois não há qualquer referencial bibliográfico para estudar antes da prova. Conto com o apoio de alguns professores, mas mesmo assim não me sinto confiante. Fico feliz cada vez que encontro uma pessoa disposta a compartilhar suas experiências (e isso é raro), principalmente, porque é comum encontrar colegas que já participaram da seleção mas que não querem te dar nenhuma dica por puro egoísmo.

    • Oi Laura, fico feliz em poder ajudá-la. E o meu blogue também é, com certeza, um espaço de trocas de experiências. Não vejo o menor problema em compartilhar as minhas vivências. E o melhor é ter essa troca, esse espaço para receber feedback daqueles que terão ou tiveram experiências similares, divergentes… isso me completa. Há alguns alunos e pesquisadores na academia não muito “acessíveis” e acho isso “PODRE”! Eles querem teorizar, teorizar e guardar o que eles pesquisam e sabem para eles mesmos, por puro egoísmo e esquecem-se de sua importância para a sociedade (extensão).
      No seu caso, acho que eu também me sentiria muito inseguro em participar de um processo seletivo sem material de apoio para estudo. Acredito, porém, que você pode guiar o seu estudo pelos clássicos da pedagogia, além de estudar sobre METODOLOGIA. Não haverá uma prova de metodologia, mas é extremamente importante que você saiba o que é ciência, história da ciência, compreenda a diferença entre pesquisa qualitativa e quantitativa, grupo focal, entrevistas, pesquisa de campo… Esses conteúdos irão auxiliá-la em suas respostas na prova discursiva e durante a elaboração de seu projeto e no processo da entrevista.
      Muito sucesso!
      Abraço.

  9. Um abraço,
    sua publicação muito vai me ajudar pois eu pretendo cursar MESTRADO futuramente.

  10. Boa tarde Anderson achei ótimo seu post sobre me o mestrado tirou muitas duvidas, mas gostaria de saber como faço para escolher o tema para o pre projeto, pensei em fazer algo sobre obesidade Infantil, pois meus trabalhos acadêmicos são voltadas para isso.
    O meu mestrado e em saúde publica clinica, estou meio que perdida no projeto, poderia me dar alguma dica.
    Agradeço desde já pela sua atenção
    Vivian Seabra

    • Oi Vivian, fico feliz em poder ajudá-la. Seja bem-vinda.
      Sobre o tema, escolha-o a partir de sua motivação/interesse. Se você já fez pesquisa na área de obesidade, isso poderia ajudá-la bastante. O tema no mestrado não precisa ser um assunto “inédito”, apenas no doutorado. Além disso, a escolha do tema deve ser relevante para a sociedade e você terá de justificá-la em seu pré-projeto.
      Verifique o Currículo Lattes dos professores de seu departamento para ver se algum deles trabalha nessa área. Eu, por exemplo, sempre me interessei por questões relacionadas à cidadania, direitos sociais e cultura brasileira. O meu projeto foi aprovado, mas eu não possuía um professor orientador quando entrei no mestrado. Na minha busca por um professor orientador, somente um deles quis me orientar. Alguns outros chegaram a propor que eu associasse o meu tema à continuação das pesquisas deles. Mas eu estava interessado em investigar cidadania em um contexto institucionalizado, que, no caso, referia-se à Companhia do Metropolitano do Distrito Federal.
      Espero ter ajudado.
      Volte para compartilhar conosco a sua experiência.
      Abraço.

  11. Congratulatons, Teacher Anderson! You are helping so much your co-citizens and promoting a best sense of wolrd colaborator of science. Please keep your focus; that action makes you a true Phylosophy Doctor. Receive my respects and admirations.
    Sincerely,
    Campos.

  12. Olá, Anderson! Estou impressionada com a sua boa vontade de orientar-nos sem cobrar nada. Aliás, acho mesmo que o saber sem ser compartilhado de nada vale mesmo. Hoje em dia ninguém ensina nem orienta ninguém sem ser agendando ou cobrando… Muito bem pela sua boa ação! Tenho certeza de que você terá retorno em dobro e vai brilhar muuuuuito nessa vida! Eu também estou no mesmo caminho de todos aqui e já estou começando a estudar para o mestrado da UNB, mas não estou nem determinando em minha mente em qual deles vou passar. Quero estudar com muita calma para não gerar tensões antecipadas. Penso que desde o momento do estudo e da preparação para a prova do mestrado devemos ter muita tranquilidade e prazer. Isso foi o que pude interpretar também de tudo o que você escreveu aqui para nós. Mais uma vez, parabéns! Seu texto é muito acessível… Obrigada.

  13. Acabei esquecendo de expor minha dificuldade. Pretendo ingressar no mestrado, mas não estou conseguindo descobrir o que exatamente eu quero pesquisar, estudar, abordar… O que devo ler para clarear as ideias na escolha, além da teoria indicada na bibliografia. Como faço para definir o que eu posso pesquisar, o que seria plausível? Vontade tenho muita, estou consciente de que só isso não basta.

    • Marilena, o que motiva o pesquisador, em minha opinião, é a curiosidade, o fato de ele desconfiar de algo e sentir-se motivado a aprofundar o seu “objeto de estudo/dúvida”. Muitas coisas seriam plausível de serem estudadas, mas isso depende de sua área de estudo. Pense, por exemplo, que estudo seria relevante para a sociedade hoje. Converse com professores universitários. Essa conversa poderá definir uma futura orientação. Você também pode cursar alguma disciplina do mestrado (como aluna especial) antes de iniciar o curso.

  14. Tentei pela quarta vez na Linguística, na Unb e não consegui. Estou muito triste, mas não irei desistir. E sempre caio na prova de conhecimentos. Muito difícil! parabéns pelos posts e vou seguir suas dicas! Abração!

    • Hugo, boa noite! Seja bem-vindo!
      Eu também fui reprovado, em minha primeira tentativa, na prova de conhecimentos. Eu trabalhava muito, na época, dando aulas particulares e não tinha como me manter de outra maneira. Tive de parar um pouco a minha rotina para conseguir estudar. Eu sugiro que você se organize melhor… depois que eu reprovei, eu “parei” cerca de 6 meses para estudar, o que foi suficiente para rever conceitos, fazer fichamentos, resumos…
      Muito Sucesso!

  15. Olá Anderson! Confesso que estou um pouco angustiada com a prova que de Linguística que farei daqui a duas semanas para o ingresso no mestrado. Eu não tenho ideia de como serão as questões da prova. Já sei que devo responder a 3: uma referente à linha de pesquisa, uma de caráter geral, e por último, uma questão comum às duas linhas de pesquisa do programa. Na graduação, participei de iniciação científica durante três anos. Eu já havia feito a leitura de um dos livros recomendados. Não tive muita dificuldade em fazer o projeto tbm. Mesmo assim estou insegura em relação à prova escrita. Os outros dois livros são bem complexos.

  16. Bom dia Anderson,
    gostaria de tirar uma dúvida e acredito que você seja a pessoa certa para isso. Li alguns artigos com o intuito de entender a sutil diferença entre INTERAÇÃO e INTERACIONISMO e no entanto as dúvidas permanecem e a cada novo autor que leio bate o desconforto em não apropriar-me dos termos. Afinal, existe essa diferença ou trata-se da mesma coisa?
    Atenciosamente.
    Cassio Murilo

      • parece que não consegui me fazer entender. O que eu gostaria de perceber é onde está a diferença entre os termos, quando um ou outro deve ser usado?

      • Cássio, mil desculpas. Visualizei a sua dúvida pela ferramenta de administração do blogue e a mensagem apareceu “cortada”. Pensei que você não tivesse escrito o seu questionamento. Houve um mal-entendido em nossa interação rsrsrs.

        Vamos lá. Interacionismo parece-me termo mais acadêmico para referir-se à corrente de estudo cujo foco está nas interações. Inclusive, há o termo “interacionismo simbólico”, o qual surge com a Escola de Chicago, você deve ter lido algo sobre.

        O termo interação, embora seja muito utilizado pelos sociointeracionistas, é termo mais genérico, mas adquire o seu valor conforme a área em que é mencionado. Acredito que esse termo, utilizado por um sociolinguista, ou no caso das referências de interação relativas a Ervin Goffman ou Vygostky (construtivismo), tem teor mais específico, já que as “interações” seriam compreendidas, nesse âmbito, a partir de uma série de conceitos específicos que são compartilhados por um grupo de estudiosos/comunidade científica, embora possa, no caso de estudo interdisciplinar, dialogar com outras áreas.

        O interacionismo é um ramo de estudo, relativo às relações humanas, de interesse linguístico, sociológico, pedagógico. Inclusive, há uma teoria de aprendizagem intitulada “sociointeracionismo”.

        Na linguística, faz sentido pensar as interações, em relação à língua, com base em práticas sociais e discursivas dos interagentes (ou atores sociais). Acho mais fácil fazer essa “ponte” para compreender as interações, especialmente quanto à enunciação, linguagem verbal e não verbal. Mas você pode compreendê-las, a partir de práticas contextualizadas, em determinada cultura ou organização social, cujas regras permitem negociação de sentido no processo de comunicação.

        Parece-me que interacionismo está, academicamente falando, de maneira mais abrangente, para “estudos interacionais” assim como interação está, de maneira mais específica, para negociação de sentidos. Suponho que o interacionismo refira-se a abordagem para compreender as interações.

        Consegui responder a sua dúvida?

        Abraço.

        • Obrigado Anderson, você está totalmente certo e vai de encontro com o que eu tinha lido mas não estava entendendo. É, realmente precisa-se de um olhar experiente para que elucidemos algo que a principio nos incomoda. Abraços!

  17. Olá, fiz o processo seletivo, mas tive muita dificuldade no pre projeto, fiz com a cara e coragem, pois não tinha ninguem para me orientar, resultado reprovei na minha primeira tentativa, gostaria de um email seu para tirar algumas duvidas, é possível? abraço e parabéns pela sua conquista.

  18. Oi professor! Eu farei a prova dentro de pouco tempo. É minha primeira tentativa. Estou escrevendo meu pré-projeto agora e estava me sentindo muito inseguro. O seu artigo ajudou a me sentir mais seguro. Muito obrigado professor!!!! Forte abraço.

  19. Pingback: Como passar em provas de mestrado? | Me. Anderson Hander

  20. Primeiramente Parabéns Anderson, muito bom o seu post! Gostaria de saber aonde eu posso encontrar as provas antigas de mestrado em direito da UFBA? Principalmente as de proficiencia em ingles p q eu possa me basear. Saberia me informar? Grata.

    • Manuela, bom dia!
      Os departamentos só fornecem os exames no dia de visualização das notas. Não há liberação para as outras pessoas consultarem, como ocorre com provas de concurso (pelo menos no meu departamento foi assim). Acho que dificilmente você encontrará as provas pela internet. Mas o nível não é tão elevado não…

  21. Vc tem sugestões de estudo para seleções que não indicam a bibliografia? Tentar estudar conceitos e principais abordagens é uma boa?

    • Oi Lívia. Seja bem-vinda!
      Nesse caso, sugiro que você estude os clássicos e os autores mais citados em estudos desenvolvidos em uma determinada área. Procure também referêmcias no site da instituição, na seção relativa à oferta de disciplinas. Verifique na disciplina do curso introdutório da Universidade, as bibliografias sugeridas, isso pode ser uma solução 😀
      Muito sucesso para você!

  22. Anderso, em algumas universidades as provas de língua estrangeira pedem resumo, qual o modelo mais adequado?

    Abraços

  23. Amei a pastagem , me esclareceu muita coisa, semana que vem faço a prova de proficiência em língua estrangeira, mas confesso que mesmo é temerosa com a prova escrita que será no fim do mês, textos teóricos são meu carma, mas enfim, tentemos, minha linha de pesquisa é literatura, mídia e cultura

  24. Olá, Anderson! Muito obrigada pelas dicas! Pretendo fazer mestrado em 2017 na área de educação para surdos,mais especificamente Linguística Aplicada no ensino da língua inglesa…
    Tenho uma curiosidade, o mestrado tem como foco profissional ministrar aulas em universidades ou eu posso utilizar o mestrado fora de sala de aula?
    Tenho um “obstáculo” em meu caminho… Infelizmente na época da faculdade eu não investi em publicação de artigos e projetos… Investi muito em cursos de LIBRAS e fiz um voluntariado, entre outros cursos. Esse ano farei uma pós graduação na área de LIBRAS. Você acha que eu tenho chances de ser aprovada na entrevista? Estou um pouco receosa… quero muito fazer um mestrado porque eu gosto de estudar… Abraços!

    • Apenas complementando… sou formada em Letras Português/Inglês, fiz intercâmbio no Canadá e trabalho em uma escola de inglês no departamento de testes. Aplicamos testes específicos para applications nos EUA (TOEFL/TOEIC, GRE, Testes de Suficiência para mestrado e doutorado, USMLE, ECCE e ECPE, etc…) isso ajuda para a entrevista de mestrado ou a banca prefere o pessoal que mais publicou artigos entre outros? Abraços!

      • Isabela, boa tarde!
        Seja muito bem-vinda! Com toda a certeza, você tem muitas chances de usar as suas experiências para ser aprovada no mestrado, especialmente na entrevista. Eu também não tinha artigos publicados quando fui aprovado.

        Intercâmbio, serviço voluntário etc. podem ser utilizados ao seu favor, mas você precisa dizer isso para a banca durante a entrevista, quando eles deixarem (e se eles deixarem) algum espaço para você dizer.

        O mestrado com certeza é uma formação para a ciência (já ouvi dizer que existe mestrado com enfoque para o mercado de trabalho no Brasil). Se você não quer seguir carreira acadêmica, o mestrado pode ser interessante como experiência. Se você tiver a intenção de ser funcioncária pública, o mestrado pode lhe ser útil, se for na sua área de trabalho, mas não seria interessante dizer isso para a banca examinadora.

        Saudações.

  25. Olá, Anderson!

    Tenho duas dúvidas que me atormentam um pouco:
    – Na hora da entrevista a banca avalia meu currículo, certo? Existe a chance deles questionarem ou até me reprovarem por causa do lugar que eu fiz a minha graduação?
    – Essa dúvida é mais sobre o currículo lattes: Eu fiz alguns cursos MOOC, em plataformas como o Coursera, por exemplo. Esses cursos são válidos de colocar no currículo lattes? E os professores consideram alguma coisa deles, nem que seja um interesse pelo estudo?

    Um grande abraço e parabéns pelas dicas!

    • Sérgio, boa tarde! Seja bem-vindo.
      Com certeza, a banca estará com o seu currículo nas mãos no dia da entrevista. Acredito que eles irão olhar o seu currículo. Não acredito que você poderia ser reprovado em virtude do local onde você tenha estudado. Tenho colegas de universidades e faculdades não muito renomadas que foram aprovados no mestrado.
      Sobre os cursos, não tenho conhecimento específico sobre este que você mencionou. Pense o seguinte: o que poderá ser relevante em seu currículo para que você o apresente à banca? Eu fiz muitos cursos, inclusive cursos no SEBRAE, SENAC, alguns sobre empreendedorismo. Eu acho que qualquer experiência é válida, mas, caso vc não tenha muitas experiências em sua área, não sugiro que você cadastre vários outros cursos aleatórios. Mesmo que tenha muita experiência em sua área, também não sugiro que você cadastre muitos cursos aleatórios, pois o lattes é uma vitrine para a sua área de atuação. Experiências genéricas são bem-vindas: intercâmbio, serviço voluntário…

  26. olá gostei do seu site, por gentileza me esclareça umas duvidas cruéis quero muito fazer mestrado em língua aplicada e estudos linguísticos.

  27. Bom dia!
    Anderson, parabéns pelas suas significativas publicações.
    Venho por meio deste, externar uma ansiedade que está me consumindo, já que, o resultado da minha prova escrita sairá amanhã.
    Me submeti a um processo seletivo de metrado em formação de professores pela UEPB. Foi pedido um texto dissertativo-argumentativo, o meu receio no momento é que me preocupei muito em demonstrar que havia lido as referências propostas, tentando relacionar o assunto com teorias/teóricos que estavam nos livros e não me atentei muito na estrutura do texto solicitado. Isso poderia me desclassificar do processo? O que acha?

    • Olá. Saudações.
      Isso depende dos critérios de avaliação deles. Pode ser que um dos critérios seja o desenvolvimento do gênero textual em si. O edital menciona alguma coisa nesse sentido? Acredito que você não será desclassificada, se, de fato, tiver trazido argumentos para convencer a banca de que você leu o bibliografia proposta por eles.
      Volte para compartilhar a sua experiência.
      Sucesso.

  28. Olá!
    Eu vou tentar o mestrado esse ano (na área de moda/arte/cultura) estou começando escrever o meu pré-projeto com base na minha monografia de Trabalho de Conclusão de Curso porque gostaria muito de desenvolvê-la de uma maneira mais séria/extensa no mestrado.
    Estou usando o edital do ano passado da Universidade que estou interessada em ingressar como base para começar a fazer/escrever esse projeto. Isso é recomendado? Porque acredito que esses editais não mudam tanto de um ano para o outro…

    Uma outra pergunta, eu vir de uma faculdade particular pode me atrapalhar em conseguir uma vaga de mestrado em universidade federal?

    Parabéns pelo blog foi um grande achado e está me ajudando muito!

    • Oi Bruna, seja bem-vinda.
      Acredito que o melhor que você pode fazer mesmo é se preparar com base no edital do ano anterior até que eles forneçam algum outro edital.
      Quanto ao fato de você ter feito graduação em Universidade particular, não há problema algum quanto a isso. Acredito que o que, de fato, pesa é a sua experiência desenvolvendo pesquisa. Prepare-se e mantenha-se confiante.
      Sucesso 0/
      Saudações.

  29. Parabéns! ! Quanto conhecimento e informações sobre mestrado encontrei na sua página. Gostaria de saber se o meu tcc pode ser usado para o processo do mestrado? Como poderia adaptar? Grata.

    • Oi Guadalupe, seja bem-vinda.

      Pode ser adaptado sim. Você pode ampliar a sua pesquisa ou enfocar algum aspecto de sua pesquisa que tenha sido tratado de maneira mais genérica. Precisará reformular objetivos, métodos. Mas reflita se, de fato, vale a pena ampliar a sua pesquisa ou se não seria interessante buscar por um novo tema.

      Saudações.

      • De coração muito agradecida pela sua resposta.E sobre carta de intensão você tem algum post?Estou tendo muito trabalho ara redigir.Grata.

          • Quero dizer que não poderá utilizar exatamente o mesmo material, terá de reformulá-lo. É um caminho que depende de sua compreensão sobre metodologia científica. Posso fazer um vídeo no Youtube sobre isso, explicando. Assine o meu canal e postarei nesta semana sobre.
            Saudações.

        • Olá, boa tarde!
          Ainda não fiz um post sobre isso. Vou anotar em minha lista de futuras publicações.
          Saudações.

  30. Suas orientações de como elaborar um projeto para o Mestrado e de como passar em provas de mestrados foram como luz para mim nesse momento em que decidi em me dedicar pra conseguir ingressar em um, porém, depois de tudo que li, confesso que fiquei um pouco desanimada. O que diz, quanto à possibilidade de alguém que se formou há 6 anos, que não tem pesquisas, nem participações em congressos, nem publicações(talvez terá 01 até o dia do mestrado), de ser aprovada em um mestrado?

    • Oi Adriana, boa tarde!
      É possível, sim, mas é mais difícil. Se se preparar bem e conseguir justificar as suas intenções para a banca…
      Saudações.

  31. Boa Noite Prof. Anderson.
    Gostaria de saber o que podemos ir estudando antes da aprovação dos documentos.
    E quanto a documentação o que se deve anexar ao curriculum e o que pode nos desaprovar nessa etapa.
    Obrigada.

    • Olá. O conteúdo depende de cada edital. Quanto à documentação a ser anexada, isso, também, depende da solicitação do edital, mas cópias de diplomas, certificados, congressos, cursos… Eu cheguei a anexar documentos que comprovavam estágio, carta de recomendação de professores e até de uma OnG onde eu trabalhei.

  32. Olá
    Tudo bem?
    Vi seu vídeo e foi muito bom para mim, é exatamente o que passei e vou passar novamente….gostaria de saber o quanto de tempo você estudava por dia e também como se organizava para ler as referências bibliográficas.

    Grata!

    • Olá Fernanda. Seja bem-vinda!
      Eu me organizei por semana em um período de 6 meses (eu leio muito rápido, porque sou Revisor de Texto). Ao menos 3 vezes por semana eu estudava. Fiz uma leitura muito específica das obras (sem cronometrar hora de estudo), fazendo fichamentos/resumos, e, ao menos três vezes por semana, eu retomava os meus resumos para fixar o conteúdo (isso funciona muito comigo). Em um dia, eu passava uma tarde inteira lendo e, à noite, retomava o conteúdo. Aos finais de semana, quando eu tinha mais tempo, eu me dedicava mais ainda, tentava buscar compreender qualquer minúcia nos textos, especialmente referência a outras correntes científicas e a conceitos que são de outras áreas.
      Vou fazer um vídeo no Youtube sobre como eu me organizo para estudar. Confere lá depois.
      Muito sucesso para você!

    • Oi Wellinggton. Seja bem-vindo!
      Eu fiz uma especialização no Ceub. Os meus professores eram os mesmos da UnB, a qualidade de ensino era a mesma. Eles só não cobravam tanto como na UnB. Eu gosto do Ceub, acho uma boa universidade. Mas isso depende muito mais do conceito de determinado curso em uma universidade. Há cursos considerados muito bons no Ceub, como Direito. Na UnB, por exemplo, o curso de antropologia é um curso muito bom também, considerado 5 estrelas… Isso é muito variável.
      Eu gosto muito da biblioteca do CEUB e da infraestrutura, de maneira geral. Além disso, eu sei que eles têm algumas revistas científicas e se esforçam bastante para manter a qualidade das publicações.

      Saudações.

  33. Olá,Mestre!
    O seu blog tem me ajudado muito.
    Estou pretendendo fazer mestrado em linguística.Tenho graduação em língua portuguesa e respectivas literaturas.Qual é o curso que devo fazer para eliminar a prova de proficiência? Não sei quase nada de Inglês. Desde já, agradeço.

    • Seja bem-vinda, Júnia.
      Inscreva-se em meu canal no youtube, compartilho mais material sobre o mestrado lá (https://www.youtube.com/channel/UCgtnX_eDSCFCb4yI4GQ-3Ww). Se você quiser sugerir algum vídeo, esteja à vontade.
      Em relação à eliminação da prova de proficiência, isso depende de instituição para instituição e do ano de publicação do edital. No caso da UnB, eles têm um exame no Let anual de proficiência de Línguas, que, inclusive, pode ser convertido, de acordo com a sua pontuação, em créditos equivalentes a disciplinas de idiomas (eu não acredito que algum curso de inglês, Thomas etc. elimine a prova de proficiência), mas eu não tenho certeza se boa pontuação nesse exame elimina a prova de Língua Inglesa (mas a prova é bem simples, você pode utilizar dicionário).
      Sucesso!

  34. Professor, parabéns pelo site! Neste ano irei participar pela primeira vez de uma seleção de mestrado (poslit- Unb) Estou lendo as obras recomendadas pelo edital, mas ainda não delimitei tanto o meu tema :(. Confesso que estou perdida, mas crente de que conseguirei.

    • Oi Aline, tudo bom?
      Eu estimo sucesso para você no processo. Compartilhe conosco a sua experiência. Assine o meu canal no youtube, estou fazendo vários vídeos para ajudar as pessoas nessa etapa, tenho muita coisa por vir (se tiver alguma sugestão de vídeo, é só deixar a indicação aqui).
      Saudações.

  35. Ótimos vídeos Anderson. Bom, já sou aluno especial de uma Universidade Particular. Estou cursando a segunda matéria nesta mesma, e ao mesmo tempo tbm cursando outra em uma Federal. Percebi gde diferença entre ambas. Minha dúvida é sobre meu projeto; Já o tenho feito, quero falar sobre a relação dos pais com a escola e uma possível interferência dos pais que reflete na escola. Como posso saber se isso pode ser interessante para determinados professores? Li alguns Lattes, mas não vi nada de específico. Em que “linha” este meu projeto poderia se encaixar?

    • Gabriel, seja bem-vindo.
      Às vezes, é difícil compreender o que seria relevante de investigar cientificamente quando não temos, ainda, muita experiência como pesquisadores. Muito pode ser feito em um trabalho acadêmico. Eu sugiro que você encaminhe vários e-mails aos professores do departamento fazendo este questionamento. Algum deles poderá respondê-lo e serão respostas mais “direcionadas”.
      Saudações.

  36. Pessoal, estou formulando um curso em formato MP3 sobre como ser aprovado em processo seletivo de mestrado (para que você ouça enquanto estiver em seu carro, enquanto estiver voltando do trabalho em seu celular), uma complementação com 16 seções bem detalhadas dos meus audiovídeos no Youtube. Inscrevam-se em meu canal do youtube, eu sortearei até o mês que vem uma pessoa a quem darei, gratuitamente, acesso ao curso. O valor é simbólico e as dicas são FUNDAMENTAIS PARA QUE VOCÊ SEJA PROVADO EM PROCESSO SELETIVO DE MESTRADO.

  37. Olá Anderson!
    Cara, curti muito o conteúdo do post. Eu busquei no google, por dúvida corriqueira, “QUAL O CONTEÚDO DE UMA PROVA DE MESTRADO?” E, fui redirecionado em um dos links pra tua page.
    Primeiramente, você escreve de forma bem clara. Em segundo, o que mais me envolveu em sua postagem, foi sua maneira de compartilhar os conteúdos da prova, requisitos e critérios, intercalando com sua experiência no processo. Um empirismo de tirar o fôlego, deixando a leitura muito mais envolvente, emocionante e com um peso de veracidade! (Rsrsrs…)
    Pretendo ingressar também num processo seletivo desses, mas, por conta de questões pessoais ainda estou impedido para tal.
    Obrigado pelo compartilhamento. Muito sucesso, luz e paz pra ti!
    Grande abraço.

  38. Caro Mestre,

    Inicialmente, preciso dizer que suas publicações são muito encorajadoras e didáticas. Bem, irei me submeter a uma seleção de mestrado em Letras nos próximos meses. Tenho uma rotina de trabalho muito pesada e sou meio procrastinador rsrs! O edital traz 09 obras para serem lidas. Admito que a leitura tem sido difícil. Creio que minha pergunta já tenha sido feita anteriormente, mas gostaria de saber se há possibilidade de ser aprovado na Prova Escrita (Discursiva) sem citar os autores ou ainda, sem ler as obras na íntegra? Agradeço antecipadamente.

    • Ruy, ótima pergunta!
      Você não precisa fazer citações diretas (isso é quase impossível) em sua prova (mas se você conseguir :D, por que não?). Citações indiretas serão bem vindas ou, simplesmente, referenciar uma ideia e direcioná-la a um autor também é interessante (lembre-se, ao menos, sugiro, o ano de publicações das obras. Obviamente, você não precisa se lembrar das páginas. Há casos em que você pode citar algum autor, somente, para referenciar a sua ideia e pronto).
      Em relação à leitura das obras, na íntegra, confesso que este foi o motivo de minha primeira reprovação. Talvez a questão seja a qualidade de sua leitura e não, simplesmente, o fato de ler a obra na íntegra, porque isso pode não significar nada. Se você tiver pouco tempo, tente ler resumos críticos sobre a obra, isso poderão ajudá-lo, acredito.
      Volte para compartilhar a sua experiência.
      Saudações.

    • Miriam, seja bem-vinda. Ótimo questionamento.
      Nesse caso, fundamente-se nos clássicos estudados durante o período de graduação (toda grande área de uma ciência tem “ramificações”. Estude e compreenda cada uma dessas “ramificações”. Ex: LINGUÍSTICA (Ciência) –>: SOCIOLINGUÍSTICA (ramificação)). Consulte as apostilas, livros e materiais que você adquiriu durante a sua graduação, eles serão fundamentais para o seu estudo.
      Muito sucesso e paz!

  39. Olá Anderson, gostei sua postagem vídeo e também o curso que vc esta promovendo que quer mestrado em qualquer universidade! A sua ideias muito bom!!!

    • Seja bem-vindo, Abel. Fico feliz em contribuir para facilitar o acesso à educação no Brasil.
      Saudações.

  40. Boa tarde!
    O mestrado que estou tentando não tem pre-projeto porém pede uma introdução do problema. Você consegue me auxiliar com a escolha do problema a ser investigado?

  41. Oi, Andeson!

    Em primeiro lugar, parabéns pelos vídeos! Estão me ajudando muito para as minhas entrevistas de mestrado que serão daqui a algumas semanas! O problema é o medo delas!! Hehehe Mas o que está gerando mais medo é o seguinte, não tirei uma nota muito boa no pre-projeto. A nota da prova foi boa, mas a do projeto ficou bem na média pra não ser eliminada… Isso pode influenciar muito na entrevista? E quais pontos principais indicados pra colocar na apresentação do projeto?

    Obrigada por todas essas dicas e videos!

    • Oi Mariana. Seja bem-vinda.
      Fico feliz em contribuir e ajudar :D.
      Se a sua nota em relação ao pré-projeto não foi tão alta, prepare-se para a defesa de seu pré-projeto durante a entrevista. A banca, com certeza, fará muitos questionamentos sobre as incoerências e problemas de seu projeto. O problema é que você não deve saber quais são esses problemas, porque eles não dão um feedback do pré-projeto corrigido.
      Acredito que, na defesa, durante a entrevista, você deve ter de se preparar para questionamentos relativos ao seu pré-projeto. Se houver uma etapa em si relativa à apresentação do pré-projeto, não ultrapasse os 30 minutos de apresentação (é claro que isso varia de acordo com o edital), apresente em slides os tópicos básicos de seu pré-projeto, de acordo com o edital, ex: Introdução, Justificativa, objetivos, referencial teórico, metodologia, cronograma e referências.
      Muito sucesso!
      Saudações.

  42. Amigo, estou fazendo um pré projeto e estou encontrando muitas dificuldades vou disputar um mestrado no dia 12/11/2016, estou fazer sozinho. A minha maior dúvida é sobre montar o projeto, por que foi pedido para realizar o projeto de acordo com um roteiro daí estou com dúvida, por que pesquisei e encontrei outros exemplos.

    Leia ai pra ver

    os projetos sejam elaborados com base no seguinte roteiro: delimitação do objeto e do problema, referencial teorico, objetivos e justificativa da proposta, publico alvo, ações previstas para a intervenção prática, estrategias de avaliação dos resultados esperados e referencias bibliograficas.

    Na elaboração do projeto sigo essas etapas mesmo? não?

    • Oi Luiz. Geralmente, os editais têm um roteiro do projeto. Não há uma lógica universal a seguir em relação aos tópicos. Mas os tópicos que você propõe fazem sentido. Eu apenas acrescentaria cronograma.
      Saudações.

  43. Olá Anderson!
    Gostei muito dessa sua matéria. Acho que muitos que ingressam nas carreiras acadêmicas têm medo dos processos seletivos. É um carma que desenvolvemos na ansiedade dos Vestibulares (hoje ENEM, para muitas universidades) e que vai se propagando por todos os outros níveis dos processos avaliativos onde o “desconhecido” sempre atormenta mais que o necessário. Assim sendo, matérias como essa que você fez é de extrema importância no descarrego das tensões que um novo processo, de nível mais elevado traz aos concorrentes, principalmente aos “marinheiros de primeira viajem” em cada nível.
    Estou próximo ao dia da prova teórica e tenho umas dúvidas relacionada a forma como devo responder as questões: tenho que referenciar a minha escrita tal como nos trabalhos científicos? Minha dúvida é porque ficaria muito difícil lembrar datas ou nomes muito complicados. Ex.: (NIETZSCHE, 2016). Outra duvida é em relação as questões mesmo. São questões generalistas, onde se trabalha com vários autores da bibliografia sugerida ou pode cair questão referente a um único conceito trabalhado por um determinado autor da bibliografia sugerida?
    Agradeço desde já pela matéria acima e pela resposta, se possível!
    Abraço!

    • João, seja bem-vindo.
      Fico feliz em contribuir de alguma forma com a nossa sociedade.
      Em relação às provas, seria muito difícil fazer citações, para fundamentar as respostas de sua prova, como as de um trabalho acadêmico. Então, a escrita poderá ser “mais solta”. Você precisará, apenas, citar o nome do autor, não precisa lembrar ano etc. Até porque não há um espaço relativo às referências ao final de sua prova, então, nem faz sentido citar ano, página, porque a obra em si não será mencionada (a não ser que você a introduza entre parênteses).
      As questões às vezes são genéricas, às vezes bem específicas, isso depende do ano, do Programa de Pós-graduação.
      Saudações.

  44. Primeiramente gostaria de parabenizar pelo seu vídeo, sem dúvida ajudou muito. Estou em busca do mestrado, na verdade por realização pessoal, porém tenho dúvida em qual área me especializar, sou graduado em música e pós graduando em ensino Musical e ensino de artes, no mestrado gostaria de fazer em história ibérica, ou então em educação, gostaria de saber sua opinião em relação ao mestrado em educação, se você acha que é uma boa opção tanto na aquisição de conhecimento, como também na questão financeira (área de trabalho) além disso eu estou com planos de dedicar o ano de 2017 para estudar inglês e também português (preciso muito melhorar minha escrita) bem como a produção da dissertação, já fiz dois artigos científicos e mesmo assim sinto dificuldade. Pra finalizar você acha interessante já ir tentando alguns processos seletivos para saber como é ( já que nunca passei por um e confesso que tenho grande receio é total certeza que não estou preparado) ou se é melhor fazer uma boa preparação antes de passar pelo processo. Desde ja agradeço muito.

    • Oi Leandro, seja bem-vindo.
      Vale a pena participar de processos seletivos para adquirir experiência, sim. Eu acredito que quanto mais experiência você vivencia, mais “bagagem” você leva na vida. Veja o que você pode retirar de positivo dessa experiência (e como você pode fazer isso). Você terá algum tempo para se dedicar? Ao menos buscará ler a bibliografia sugerida? É preciso que você se envolva, minimamente, para que essa experiência seja aproveitável e lhe sirva no futuro (se você tiver tempo e dinheiro para investir nisso, por que não?).
      Saudações.

  45. Bom dia Anderson!

    Fico grato com a presteza do envio. Espero sim manter o contato, até para que tenha o feedback sobre os resultados do seu trabalho.

    Gostaria de aproveitar este canal aberto para algumas orientações (caso perceba que o melhor canal seja o site eu transcrevo a mensagem nele).
    Vou resumir a minha situação para que entenda o meu pedido de orientação.

    Tenho por formação a Odontologia. Terminei a graduação em 2005, pela Federal de Uberlândia.
    Quando decidi pela Odontologia, não tinha noção alguma do que era ser realmente um “Cirurgião Dentista”. O curso me chamou a atenção a princípio por causa de um amigo da época que fazia e o admirava muito. Talvez tenha sido esta admiração a mola propulsora para o meu empenho para ingressar no curso.
    Tudo para mim foi muito novo (como deve ser para todo ingresso na Universidade!). Venho de uma família simples e sou o primeiro a frequentar o ensino superior. Por isso comento sobre minha falta de referência e as “alienações” sobre a vida universitária. Fui aprendendo vivendo.

    Na época em que frequentei , o curso tinha um formato mais para formação clínica. Existia focos de pesquisa se consolidando na estrutura, porém não era divulgado e para poucos interessados. (acho que tenha sido aí o início da minha falta!). Queria sair da faculdade como Clínico, nunca tinha me passado pela cabeça nada que se referisse à Educação (como Mestrado ou Doutorado). O curso não exigia projeto de pesquisa e sua apresentação para conclusão do curso (Hoje os moldes se atualizaram). O que quero dizer é que não fui apresentado e nem estimulado às pesquisas, a CIÊNCIA!

    No decorrer dos anos foi me inteirando sobre a profissão e me dedicando (mentalmente, fisicamente e financeiramente) a ela. Tive uma birra muito grande com relação à graduação com respeito a provas e a necessidade de “decorar” conteúdos que fiz um trato comigo mesmo, de nunca mais fazer provas. Segui por um caminho de busca de conhecimento através de livros (que são a grande realidade hoje em minha vida) e congressos, até optar pela realização de uma especialização na área onde tenho mais aptidão e também para onde meu interesse intelectual me guiou. Com a realização da especialização foi ficando cada vez mais latente o interesse pelo ensino, em repassar o que tinha lido e me habilitado a realizar. Anos após a conclusão, fui convidado a fazer parte do corpo de professores do mesmo curso de especialização, realizando treinamentos em manequins e auxiliando nas práticas clínicas. Foi a experiência mais sublime que pude sentir em minha vida profissional…. orientar e construir um profissional, lapidá-lo, encorajá-lo a se superar. Foi uma experiência única e gratificante.

    Percebi que para dar prosseguimento ao meu objetivo, deveria retornar à Universidade e percorrer este trajeto que, a princípio, foi descartado e não cogitado.
    Porém percebi o quanto estou em defasagem ao que é necessário para o ingresso ao Mestrado. Meu curriculum é muito pobre para a ciência. Nos últimos anos consegui com um grande Professor da minha área a oportunidade de publicar alguns casos clínicos em sua revista, porém de alcance regional, que hoje seria meu único “diferencial” (e pelo que tenho estudado para a seleção do Mestrado, valem quase nada!!!!). Me matriculei em uma especialização em Docência Universitária (que farei este ano!) para me subsidiar de informações e ferramentas para melhorar meu curriculum e me possibilitar ter mais confiança em publicar artigos.

    Decidi, então, me preparar para encarar o Mestrado com a maturidade que os anos de Odontologia me proporcionaram. Porém tenho dúvidas (Muitas) a respeito do Mestrado, que nunca tive a coragem e a liberdade de compartilhar com ninguém. (Conheci você através do google, acessei sua página e ouvi um áudio postado no Youtube, sobre como passar no mestrado. A maneira como abordava e a verdade com que transmitia sua experiência me fez sentir seguro e a vontade para entrar em contato contigo para tentar aclarar meus questionamentos.)

    Minha dúvida a você é a seguinte…. O meu interesse hoje pelo Mestrado é a possibilidade de apender as ferramentas para ministrar aulas. Hoje eu não tenho o interesse na Pesquisa ou em me tornar Cientista (tenho a convicção de que meu pensamento está repleto de pré-conceitos e ignorância, que com o transcorrer do curso serão elucidadas). Quero muito acompanhar os alunos para que desenvolvam plenamente sua arte, aliada e alicerçada solidamente da Ciência (talvez por isso eu mesmo sendo professor, um Mestre, eu possa estar também fazendo Ciência).
    Estou perdendo tempo em querer o Mestrado para dar aulas? Estarei tirando a oportunidade de outro colega que tenha o desejo e a vocação para a Ciência?
    A princípio, adquiri 3 dos 4 livros sugeridos pela instituição (quero prestar na Federal de Goiás) e estou estudando os mesmos. Agora com suas orientações poderei me nortear com mais segurança e conforto. Tenho consciência de que este caminho que decidi seguir será árduo e me tirará totalmente da minha “zona de conforto”, mas me sinto confiante que dará certo em algum momento.
    Para encerrar gostaria de saber sua opinião sobre a validade de ingressar como aluno ouvinte/especial. A Pós da UFG abrirá vagas a partir da segunda quinzena de fevereiro. Estou muito interessado até para entender onde estou querendo me meter kkkk, e ter a oportunidade de estar lá dentro e de me fazer ser conhecido. Gostaria de saber se é uma possibilidade que me ajudará a “facilitar” no processo de seleção de orientador e linha de pesquisa.

    Peço perdão pela extensão do meu resumo (kkkk), porém como disse anteriormente, você é uma voz de quem esteve dentro e sabe os “caminhos das pedras”
    Aguardo suas ponderações!
    Um forte abraço e sucesso em sua caminhada!

    Att.

    • Oi Eduardo! Seja bem-vindo. Espero que o meu curso traga muitas reflexões para você e lhe traga clareza sobre como entregar no mestrado e desenvolver pesquisa.

      Obrigado por compartilhar conosco a sua história, eu acredito que ela é muito inspiradora para outros leitores, então, esteja à vontade para relatar as suas experiências aqui.

      Eu entendo a dificuldade que você relata em relação ao afastamento de uma formação mais científica. Isso é muito comum nas universidades, ainda mais em cursos como o seu, que têm um viés mais prático, acredito. Outra questão, a maneira pela qual os profissionais de sua área pensam ciência, também, é um pouco diferente (os trabalhos são mais práticos, menores, mais diretos, não há toda aquela discussão como em algumas áreas de humanas). É preciso que você esteja atento aos paradigmas científicos de sua área.

      O fato de, na época de sua graduação, o curso não ter esse formato para elaboração de TCC, etc. é interessante. Algumas áreas solicitam que o estudante de graduação elabore projeto, um produto e não um TCC ou TCC em formato de artigo (como tem sido “moda” em muitas universidades hoje). Isso revela, ao meu ver, que algumas áreas têm formação mais aplicada (e, mais uma vez, o mestrado, nesse caso, acaba sendo o primeiro contato, de fato, com o universo científico para estudantes).

      As publicações em revista que você mencionou (especialmente no caso de publicações em revista científica) já o coloca a frente em relação a outros candidatos. Eu mesmo entrei no mestrado sem ter publicado nenhum artigo. Então, mesmo que você acredite que o seu currículo é “pobre”, as suas publicações já constituem um grande diferencial.

      Sobre o seu questionamento central, eu posso dizer a você que os pilares da universidade são: 1 (pesquisa); 2(ensino) e 3(extensão). O fato de você querer trazer mais enfoque ao ensino não deve retirar o interesse dos dois outros pilares. O ensino universitário, necessariamente, tem ligação com a ciência. Então, você terá, também, de se tornar um pesquisador/cientista para, também, lecionar (ensino). A extensão, nesse caso, seria o fato de levar à sociedade o conhecimento produzido na universidade (por meio de projetos etc.). Então, necessariamente, você deve aguçar esse interesse pela pesquisa para que você se torne, também, professor universitário.

      Acredito que a experiência como aluno especial lhe trará muito crescimento. Como a sua área é mais “técnica” e a área de saúde, de maneira geral, também, ou seja, é mais aplicada, acredito, você terá essa formação de cientista, mas talvez nem tenha consciência sobre isso, porque as pesquisas, como disse, são mais práticas e, muitas vezes, não há uma reflexão sobre o que é ciência, sobre perfil de cientista etc. nessa área.

      Saudações.

  46. Olá Anderson blz? vi seu vídeo e achei super bacana. Então cara ! eu já sou professor na área de geografia desde de 2010, e agora estou querendo fazer um mestrado, mais a realidade é que não sei nem por onde começar, percebi que você poderia me ajudar a ter uma direção, ou seja, me explicar por onde começar.

    gostaria de te perguntar, qual a primeira coisa que devo fazer???

    • Fabrício, boa tarde!

      Desculpe-me a demora para lhe responder. Estou, sempre, muito atarefado com as minhas atividades de Revisão de Texto.

      No seu caso, especificamente, eu sugiro que você adquira o meu curso “Como passar no mestrado”. Por quê? Compartilho toda a minha experiência, por meio do vídeo, durante o ano em que me preparei para participar de dois processos seletivos de mestrado. Eu, também, compartilho algumas informações com base nas experiências de alguns clientes meus que obtiveram (ou não) sucesso em processo seletivo de mestrado (ofereci/ofereço consultoria para muitas pessoas).

      Veja, detalhadamente, a descrição do meu curso:

      http://criteriorevisao.com.br/como-passar-em-provas-de-mestrado/
      (Se houver interesse, escreva-me e lhe informo a forma de pagamento. O curso será enviado por e-mail e está em formato MP3).

      Acredito que o curso é um bom investimento, especialmente, para iniciantes. Além disso, eu, também, estou à disposição para responder, por meio de meu blogue, a qualquer questionamento seu em relação ao mestrado.

      Saudações.

  47. Olá Anderson! Obrigada por compartilhar informações tão preciosas!
    Sou nutricionista e pretendo me candidatar ao mestrado em nutrição pela UECE. No edital eles falam o assunto que irá cair na prova específica mas não sugerem nenhuma literatura. Eu posso enviar um e mail a instituição solicitando sugestão de literatura ou seria inconveniente? Lá no edital (no caso o do ano passado)diz o seguinte:

    7.1 FASE I (eliminatória e classificatória) Esta fase é composta pela prova de Conhecimento Específico. Serão aprovados nesta fase os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 7,0 (sete). Realização da prova: 10/11/2016 (segunda-feira, 13h -17h) Divulgação do resultado: 24/11/2016 Prazo para recurso: 25/11/2016 Divulgação da análise do recurso: 28/11/2016 Divulgação do cronograma de entrevistas: 29/11/2016

    7.1.1 Prova de Conhecimento Específico Prova de conhecimento específico: os candidatos receberão um artigo científico em língua portuguesa, contemplando um ou mais temas apresentados no item 7.3. As questões serão abertas e exigirão respostas sucintas e objetivas.

    7.2 FASE II (classificatória) Esta fase será composta pela Prova de Inglês, Entrevista e Avaliação de Currículo. Será atribuída nota de 0,0 (zero) a 10,0 (dez) em cada avaliação. Data da prova de inglês: 11/11/2016 (terça-feira, 14-17h) Entrevista: 30/11/2016 a 02/12/2016 (calendário divulgado previamente em 29/11/2016) Avaliação de currículo: 30/11/2016 a 02/12/2016 (sem a presença dos candidatos) Divulgação do resultado: 09/12/2016 Prazo para recurso: 12/12/2015 Divulgação da análise do recurso: 14/12/2015 Homologação do resultado final: 16/12/2015
    7.2.1 Prova de Inglês A prova consistirá de um texto científico em inglês, em conformidade com temas dispostos no item 7.3. As questões serão abertas, exigindo respostas curtas e objetivas em português. O candidato deverá demonstrar compreensão (interpretação e tradução) do texto. Durante a realização do exame será permitida a utilização de dicionário impresso. Não serão admitidos uso de equipamentos eletrônicos, tradutores, computadores e similares. A prova valerá como proficiência para os que lograrem rendimento igual ou superior a 70%.
    7.2.2 Entrevista
    Será realizada entrevista individual para cada candidato com a comissão de seleção em horário previamente estabelecido. A entrevista abordará aspectos técnico-científicos por meio de roteiro semi-estruturado.
    7.2.3 Avaliação do Currículo Lattes:
    A avaliação corresponderá à pontuação dos itens comprovados, conforme formulário próprio do CMANS, preenchido pelo candidato (Anexo 2). Os documentos devem ser apresentados, seguindo ordenação do formulário e separados por folha divisória, com título indicativo de cada item.
    7.3 DOS TEMAS PARA ESTUDO DA PROVA DE CONHECIMENTO ESPECÍFICO E DE INGLÊS
    1. Epidemiologia nutricional 2. Segurança alimentar e nutricional 3. Avaliação e recomendações nutricionais 4. Nutrição Materno Infantil 5. Nutrição em doenças crônicas não transmissíveis 6. Análise e composição de alimentos

    Espero que possa me ajudar! obrigada!

    • Priscila, boa tarde!

      Seja bem-vinda. Nesse caso tão específico, eu sugiro que você solicite um serviço de consultoria comigo (andersonhander@gmail.com), assim, poderei analisar o seu edital e refletir melhor sobre o seu processo seletivo em si. Além disso, dessa maneira, você, também, me ajudará. Eu, também, ofereço um curso em MP3 em que compartilho todo o conhecimento que adquiri em relação a processo seletivo de mestrado, oferendo consultoria e, também, em relação ao período em que me preparei para participar de dois processos seletivos:

      http://criteriorevisao.com.br/como-passar-em-provas-de-mestrado/

      Saudações.

  48. Olá! Visualizei o seu vídeo no youtube e gostei muito das suas dicas. Msc. voçê falou que na época que tentou pela primeira vez o mestrado não dedicou-se suficientemente para passar no processo seletivo e, também trabalhava muito (três trabalhos),[…]. Bom! eu estou terminando a graduação agora e não trabalho ainda, essa questão de trabalho influencia no quesito pesquisa quanto a seleção? E como eu posso me “encontrar” na seleção do mestrado (mim sinto como se estivesse caindo de paraqueda)? Não sei nada. O que sei é que tenho muita vontade e quero ser pesquisadora atuante. Desde já agradecida

    • Olá, Maria Quitéria. Seja bem-vinda!
      O fato de você trabalhar poderá atrapalhá-la, sim, em seu processo seletivo. Especialmente, caso o trabalho consuma muito de seu tempo. A banca examinadora poderá fazer algum questionamento em relação ao seu trabalho, pois, dependendo de sua universidade, as aulas do mestrado poderão ser distribuídas em período matutino, vespertino… Se você trabalhar pela manhã, como frequentará as aulas do mestrado? Esse tipo de questionamento poderá ser feito no dia de sua entrevista. No meu caso, eu trabalhei durante o mestrado, o que foi, com certeza, mais desafiador, mas eu me organizei bem e trabalhava somente meio período.
      Eu sugiro que você adquira o meu curso, caso sinta-se perdida em relação ao processo seletivo em si.
      Muito sucesso.
      Saudações.

  49. Olá Ms Anderson.
    Após 15 anos ter concluído a graduação, e atuando em escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio, decidi e me inscrevi no processo de seleção para o Mestrado.
    Estou me preparando há um ano para o grande dia que está por vir: Domingo. “Bateu uma ansiedade”, então descobri sua postagem e assim que terminar meu comentário, irei visualizar os vídeos que você recomendou.
    Embora eu esteja “entrando em pânico” pode até ser normal. Estarei “perturbando-o” constantemente (é uma característica pessoal) pois será a minha primeira experiência nessa área.
    Antecipadamente, meu muito obrigado!!!

    • Seja bem-vinda, Rivânia.
      Volte para compartilhar a sua experiência conosco!
      Estou à disposição.
      Saudações.

  50. Olá , Anderson Hander.
    Quero agradecer pelos belíssimo trabalho, cada vídeo áudio, está tirando várias dúvidas, como você, eu também reprovei no primeiro processo seletivo que tentei, trabalho e nem sempre tiramos o tempo necessário para os estudos.
    Ambos os processos que me interessei tem prova dissertativa e proficiência, nas Universidades quando sai o edital o tempo é curto para estudar os artigos, que serão descritores para a prova, nem sempre o edital do ultimo processo oferece a bibliografia para termos uma base no que procurar, em que estudar, no meu ponto de vista é onde acabamos escorregando e reprovando, cabe cada um fazer a sua parte, com ajuda do cronograma de estudo e claro, nos bondosos editais rsrs
    Com sua ajuda e determinação sei que irei conseguir.

    Parabéns, sucesso!!!

    Atenciosamente

    Edna Nascimento.

    • Edna, fico feliz que o meu curso esteja lhe ajudando. Volte para compartilhar conosco a sua experiência!
      Estimo-lhe muito sucesso.
      Saudações.

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