Estudos culturais

Compartilho com os meus leitores os slides que elaborei a respeito de um trabalho sobre os estudos culturais.

Link para download: Estudos Culturais

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Andréas lubitz: Germanwings

Morro de medo de viajar de avião. No início, sentia-me um “super-homem” nas alturas, mas, hoje, um pouco mais velho, valorizo muito mais a minha vida rsrs. Uma das últimas viagens que fiz me marcou bastante, peguei uma turbulência que durou mais de 30 minutos. Desde aquele voo, voltando do Panamá, temo demais viajar.

Cada vez que vejo uma notícia de catástrofe aérea, imagino que a minha próxima viagem será o meu fim rsrs. Quando o avião decola ou pousa, a primeira coisa que penso é naquela famosa afirmação de que os aviões, praticamente, só caem nesses momentos do voo.

O maior problema hoje, pelo que tenho visto, continua, como as estatísticas apontam, não sendo problemas técnicos em si nos aviões. Embora eu não acredite muito rsrs, os aviões são meios de transportes seguros. Nós não podemos, no entanto, prever as falhas humanas…

Grande sertão: veredas traz, entre outros assuntos, uma discussão muito reveladora sobre essa questão, o medo do desconhecido. Quem leu a obra deve se lembrar dos dizeres: “viver é muito perigoso”. A noção de risco coloca-nos à prova, hoje, constantemente. A sociedade contemporânea vive assombrada pelo desconhecido, e não é por acaso que há tantas investimentos em seguros.

Estamos tão especializados em nossos próprios estilos de vida que, por algum momento, é inculcada em nosso consciente, seja em virtude do discurso da fé, das relações sociais, bem como do discurso de consumo, a ideia de que nós precisamos nos “armar” contra os diversos riscos que nos circunda, afinal, ninguém “vive para sempre”, “é preciso investir no futuro, cuidar de nós mesmos e de quem nós amamos”.

De qualquer maneira, e do jeito que as coisas andam, eu acredito, de fato, que nós precisamos nos proteger, especialmente de algumas pessoas na sociedade. Sei que existem pessoas maravilhosas pelo mundo, e já encontrei diversas dessas pessoas, algumas, inclusive, já me ajudaram bastante.

Mas eu já encontrei cada tipo de gente que um pessimista constataria que viver é um verdadeiro martírio. Por essa razão, sempre fico com pé atrás com as pessoas. E faço essa afirmação, inclusive, porque as pessoas mudam e são muitos vulneráveis aos mais diversos estímulos.

Fiquei muito chocado quando soube que o piloto da Germanwings, Andreas Lubitz, decidiu pelo fim da sua própria vida bem como dos tripulantes do voo o qual ele era, profissionalmente, também, um dos responsáveis. Muitos disseram que ele cometeu suicídio, mas não acredito que seja possível cometer suicídio e decidir pela morte de mais de 170 pessoas.

Sei que a natureza do ser humano é muito diversa e que há todo tipo de gente por ai, estejam elas em um padrão social aceitável ou não. Aqueles que têm problemas e não estão à margem da sociedade, em um sanatório, ou em alguma instituição de recuperação psicológica, têm, ou deveria acreditar que têm, no entanto, responsabildiade social pelos outros, seja em relação ao que se diz bem como ao que se faz.

Imagine o sofrimento dos tripulantes desse voo. Fico me imaginando no lugar deles. E o pior, imagine o momento em que eles souberam, de fato, que iriam morrer? (Há casos de catástrofes aéreas, em que as pessoas morrem antes mesmo do “momento fatal” e não chegam a sofrer, de fato, por mais do que segundos).

(Confesso que não tenho muito maturidade para lidar com a morte e acredito, com um coração bobo e esperançoso de menino, que a morte está bem longe de mim, especialmente nesses casos repentinos.)

Vivemos o século da subjetividade. O individualismo nunca se opôs tanto à coletividade. As ideias de Freud sobre a psiquê humana anunciaram o homem contemporâneo e o lugar privilegiado de seu ego.

Os direitos sociais se opõem aos direitos coletivos e o indivíduo torna-se produto comercializado de si mesmo. Não é por acaso que Andreás afirmava que “ainda seria conhecido em todo o mundo”, afinal, a sua subjetividade adquiria status universal: “egofundamentalismo”.

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Viver no Brasil

Decidi comentar uma lista, que circula nas redes sociais, sobre os problemas, mencionados por estrangeiros, de viver no Brasil.

1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me”, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

Concordo plenamente. Não é por acaso que costumamos falar que aqui há muita “panelinha”.

O Brasileiro não tem noção de o que é civilidade. As pessoas não respeitam as normas de convívio social. Eu diria que, nessa terra, tudo o que se planta se dá, é o “samba do crioulo doido”. A nossa cultura constitui-se muito fragilizada em questões básicas de educação e de respeito ao outro ou na garantia de direitos mitigados em função de políticas assistencialistas.

2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

Concordo plenamente com essa afirmação. As relações de poder por aqui são “muito engajadas”, mas é preciso ter “cacife” para impor a superioridade, dar um jeito ou dar um “jeitinho”. A diferenciação no Brasil, antagonicamente, funciona como justificativa para que as relações de poder configurem-se como as mais assimétricas possíveis. E isso ocorre em detrimento de um sentimento nacional, uma diferenciação dos demais. Afinal, quem quer ser “ralé”?

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

Concordo em parte. Outro dia estava em uma parada, às 6 horas da manhã e percebo uma mulher jogando, livremente, o seu lixo, pela rua. Detalhe: havia pelo menos duas lixeiras ao lado dela. Essa cena é constante. E as cidades brasileiras de fato são sujas.

Por outro lado, não acho que seja da conta de estrangeiros as questões relativas à preservação de nosso país. Temos políticas de preservação sim. E o Brasil está bastante engajado nessas questões. Os países ricos já devastaram quase todo o planeta e agora surgem com esse discurso politicamente correto? Eles não têm mais o que cuidar e por isso querem cuidar do que é dos outros, afinal, todos serão afetados no mundo globalizado, por isso, a Amazônia “é de todos” e essas questões devem ser discutidas conforme a Organização das Nações Unidas, não é verdade? (Ridículo).

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

Concordo. A resistência à corrupção nesta nação é muito alta. Vejam o caso do Color, reeleito…

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

Concordo. Já ouvi muitas críticas sobre o Brasil, nesse sentido, no exterior. Somos um país muito vaidoso, de uma maneira negativa. E a obsessão pelo corpo gera uns padrões, especialmente para as mulheres, bizarros. Nesse sentido, surgem mulheres frutas, completamente “deformadas”.

Os brasileiros acham que são genuinamente artistas e isso surge de uma influência Hollywoodiana muito forte. As pessoas olham muito umas para as outras aqui e intitulam os seus semelhantes como “feioso, bicho feio”, fora as comparações com animais. Isso é completamente irritante. Sinto-me vigiado o tempo inteiro no Brasil. Outro dia, por exemplo, ouvi um julgamento de uma professora, sem ao menos pedir a opinião dela, sobre o meu peso.

Estamos entre os primeiros no ranking de cirurgias plásticas. Essa necessidade de afirmação na TV, no futebol ou em qualquer lugar que não seja na escola, é bastante típica de nosso discurso: “garota eu vou pra California […], vou ser artista de cinema”. Os valores no Brasil são mediados pela tonalidade da pele do e pela beleza. Os brancos e bonitos devem estar na TV e a população acredita, de fato, que eles devem pertencer às classes mais altas e ocupar as regiões das cidades mais valorizadas, afinal, “o resto é resto”.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

Concordo plenamente. Somos uma cultura muito machista. O homem brasileiro deve ser um animal, quanto mais selvagem, mais homem ele é considerado.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

Concordo plenamente. Não há limites nessa nação sobre a coletividade, pois as várias vozes sociais são validadas, invadam elas o espaço alheio ou não, sejam elas vozes de bandidos, corruptos ou não.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

Concordo plenamente. Sou empresário e tenho SÉRIOS problemas quanto a isso, especialmente em relação a pagamentos. Hoje desenvolvi estratégias para não receber calotes e para evitar a lentidão dessa gente preguiçosa e aproveitadora. Mas, mesmo assim, sempre deparo-me com alguém mendigando por um serviço que não pagou, alegando que não possui dinheiro e que não tem condições…

A prestação de serviço no Brasil é um lixo, especialmente, em Brasília. Nunca vi uma cidade com atendimento tão ruim! Deve ser cultura de nossa burocracia no serviço público.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

Concordo plenamente. Os ricos, no Brasil, são considerados minorias e têm direitos, assim como as outras minorias. É a cidadania diferenciada para gerar sempre mais diferenciação e não igualdade! Eles têm até bancos diferenciados: Itaú personalité, por exemplo.

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

Concordo. Isso revela a necessidade do domínio do turno nas conversações para imposição de poder.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

Concordo. O Brasil constitui-se de grandes condomínios fechados e destinados à segurança. Até as cidades no Brasil são diferenciadas para categorias diferenciadas de cidadãos. As pessoas também perderam a noção completa dos espaços públicos, que tornam-se privados. As pessoas estacionam descaradamente em locais proibidos ou transformam esses espaços em locais privados.

Em Brasília, na L2 norte, próxima à Casa Thomas Jefferson, há uma parada e ao lado há uma placa ENORME indicando que é proibido estacionar. Infelizmente, os brasilienses não têm o menor respeito ou noção sobre o impacto desse ato. Já perdi várias vezes ônibus em função de haver uma fileira enorme de carros ao lado da parada, impedindo a minha visão. Já denunciei os carros, anotei as placas, citei a instituição, mas essas práticas continuam.

Se pensarmos na arquitetura de Brasília, esta cidade foi planejada para poucos. Ela não foi planejada para pedestre. Se você morar na Asa Norte ou Sul e não tiver carro, provavelmente, se você costumar tramitar entre a W3 e a L2, será assaltado entre as passagens públicas subterrâneas (fora o cheiro de fezes daqueles que não tiveram o seu espaço legitimado nesta cidade, não têm nem banheiro e decidem morar nesses espaços públicos) ou será atropelado no eixo, na parte de cima.

Não há respeito no trânsito e ao pedestre. Em Brasília, as faixas de pedestre ainda funcionam, mas não são todos que as respeitam. Uma tia minha, de idade, morreu atropelada em uma faixa de pedestre. Já tive experiências de não ser respeitado em faixas. As pessoas acreditam que a rua é sempre o espaço de motoristas.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

A burocracia, como sistema de administração pública funciou em vários países, como na Inglaterra, mas no Brasil, o que nos restou foi a sua deturpação. Os brasileiros compreenderam erradamente a teoria da burocracia e, em função de sua natureza cordial, transformaram os espaços públicos em seus próprios espaços. Somos uma terra sem lei. A lei aqui é a lei de Gerson:

13. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

Discordo. Já estamos acostumados com o nosso clima e não sentimos tanto calor.

14. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

Discordo completamente (mas gosto é gosto, né?). A comida brasileira é muito diversificada. Não sei onde esses estrangeiros comeram, mas sem graça a nossa comida não é mesmo (ela está mais para pesada e cheia de temperos do que “sem graça”). A comida goiana, baiana e mineira são extremamente marcantes. Não entendi o “inconveniente”. Sobre os alimentos processados, não vivemos mesmo de comida industrializada, ainda bem, né? Mas se tem gente que prefere manter péssimos hábitos alimentares e comer comida industrializada…

15. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

Discordo e, particularmente, gosto desse nosso caráter “social”. O que me incomoda, antagonicamente, é o fato de as pessoas se interessarem tanto pela vida uns dos outros no Brasil e serem motivadas por sentimentos de posse e vigília sobre o outro excessivos.

16. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

Concordo. Se você é casado no Brasil, o seu parceiro (a) parece não ter cortado o cordão umbilical com a “mamãezinha”. E não é a toa que há tantas piadas no Brasil sobre sogras, porque ninguém as merece. Sogras deveriam saber que criam filhos para o mundo. Elas são manipuladoras, em sua grande maioria, e têm um sentimento de posse exagerado sobre os filhos. E a justificativa irracional é sempre a mesma: “mãe é mãe”.

17. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

Concordo. Internet decente em casa custa no mínimo 100 reais por mês nos grandes centros urbanos.

18. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

Não concordo. De qualquer maneira, utilizem um filtro ou comprem água “natural”.

19. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

Não bebo cerveja de espécie alguma, acho qualquer tipo de cerveja ruim.

20. A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

Concordo. Além disso, eles são, geralmente, muito mal-educados.

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O que é o amor?

O que é o amor?

Há quem acredite que o amor, simplesmente, não existe. Entre eles, inclusive, vários cientistas. Essa, na verdade, é uma longa discussão. Alguns afirmam que o ser humano é tão egoísta que, de fato, não seria possível amar outro pessoa, mas sim o que a outra pessoa proporciona (ou seja, ama-se o que se sente e não o outro). De qualquer maneira, a sociedade tem muito a ganhar com a disseminação da ideia de amor, exista ele ou não. Especialmente se pensarmos no discurso de cidadania relacionado ao “amor ao próximo”.

O que é o amor?

Na verdade, o amor se refere ao lado consciente da percepção de nossas emoções. Nós sentimos várias emoções. Essas emoções podem ser desencadeadas em virtude de questões biológicas ou mesmo sociais.

Na idade clássica, o amor era sinônimo de loucura. Na verdade, ele está muito relacionado, também, a um processo de construção social de cada cultura.

Há ainda aqueles que afirmam que amor só é possível se é recíproco, o que já é uma questão bastante subjetiva, mas faz sentido, afinal, talvez o único amor que seja de “mão única” é o amor próprio, mas, com certeza, deve haver alguma contribuição social nesse processo, afinal, nós só nos constituímos sujeitos na interação com um outro.

Não parece haver, também, uma universalização do amor, mas vários manifestações desse sentimento: amor de mãe, amor próprio, amor ao próximo, amor à vida, amor platônico…

Em todos os casos, eles são sentimentos conscientes de quem diz que ama. O problema dessa definição é que as pessoas podem confundir sensações e outros sentimentos com amor e, nesse sentido, muitos podem se apaixonar pelo “motivo errado”.

Quando cursei uma disciplina do curso de psicologia (psicologia social), lembro-me de estudar um capítulo sobre o amor, que trazia um exemplo muito significativo a respeito dessa minha afirmação (8 anos se passaram e eu ainda me lembro desse exemplo, chegou a cair na prova rsrs).

Caso hipotético: uma garota dirige, à noite, sozinha, por uma estrada. De repente, ela percebe que o pneu de seu carro está furado e o para na pista. A moça fica desesperada naquele momento e começa a sentir várias emoções, o que é natural do ser humano, inclusive, por uma questão biológica. Ela começa a suar, a respirar forte e a ficar mais agitada. Muitas coisas passam pela sua cabeça, tem medo de ser assaltada, abusada na estrada.

De repente, para um outro carro ao seu lado. Sai do carro um homem alto, jovem, bonito e muito gentil. Pergunta a ela o que houve e diz que irá ajudá-la. Naquele momento, o coração da garota para de bater tão aceleradamente, ela respira mais de vagar e fica mais calma. Aquela sensação toda de medo passa, e a imagem daquele galã mistura-se à ideia de um “heroi”.

Posteriormente, ela descobre que aquele homem estuda na mesma universidade que ela. Eles trocam telefones, marcam um jantar e acabam iniciando, meses depois, um namoro. Muitos diriam que esse sentimento foi construído entre os dois, mas imagine que a garota diga para todos que ela o ama desde o primeiro dia em que o viu. Não seria difícil de compreender o porquê dessa afirmação. A garota, na verdade, atribuiu a sensação biológica de seu corpo ao que muitos chamam de amor, naquele primeiro momento de desespero, e interpretou esse sentimento como amor.

Não é por acaso, também, que muitas pessoas fazem coisas horríveis por amor e dizem que “amam”. Elas estão, na verdade, atribuindo alguma emoção a esse sentimento ou alguma sensação próxima a ele. É por isso que as pessoas dizem que amor e ódio estão próximos, pois ambos esses sentimentos são muito intensos e podem se mesclar. Além disso, o susposto “ódio” também pode revelar uma negação (ou tentativa de esconder) o que se sente por vergonha ou por algum outro mecanismo de defesa.

Não é difícil de entender, dessa maneira, o que eu quero dizer com “as pessoas se apaixonam, muitas vezes, pelos motivos errados”. Sabe aquele ditado: “será que é amor ou gás” rsrsrs? Aquele famoso desenho da década de 90: “o fantástico mundo de Bob” já abordava o assunto. De fato, isso faz muito sentido, o que significa que devemos estar conscientes para compreender as nossas emoções. Não quero dizer que elas são falsas, ou que são atribuídas, sempre, a motivos errados. É preciso saber, no entanto, compreender os nossos sentimentos, o que permitirá maior controle e conhecimento de nós mesmos.

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Proposta de redação: conto

PROPOSTA DE REDAÇÃO I

Narrativas visuais

                Não são apenas os textos que podem nos contar uma história, as imagens também. Sejam elas fotografias, anúncios publicitários, cartoons ou histórias em quadrinho. Nesse sentido, a partir de elementos visuais, uma imagem nos revela sentidos, ela pode nos contar uma história, apresentar uma narrativa, podendo transmitir noção de movimento, tempo e espaço.

Observe o anúncio:

proposta de redação: conto

http://descendoatocadocoelho.blogspot.com.br/2013_11_01_archive.html

Considerando-se a narrativa presente no anúncio, escreva um conto.

Atenha-se, durante a elaboração de seu conto, às seguintes orientações:

– Utilize o padrão culto da Língua Portuguesa;

– Escreva um texto de no mínimo 15 e no máximo 20 linhas.

– Escreva um título coerente com a narrativa proposta para o seu conto;

– O texto que não atender à proposta de redação (fuga ao tema ou ao gênero textual proposto) receberá nota zero.

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Por que sonhamos?

Obs: a reflexão proposta nesse post é muito mais filosófica e poética do que de cunho científico, embora fundamente-se em algumas discussões da psicologia.

No conto de Jorge Luís Borges, o personagem principal, Funes, o memorioso, não dorme, pois seus “sonhos são como a vossa vigília”.

Esse personagem tem muito a nos dizer sobre por que sonhamos. Funes não conseguia parar de pensar, tampouco dormir, ou melhor: distrair-se do mundo, ser levado ao esquecimento.

O narrador do conto afirma que:

Imagens de memória latentes podem erigir nos sonhos, livres das molduras da consciência. Mas, se temos memórias latentes, é porque fazemos uso do esquecimento para que seja possível viver o estado do lembrar-se. Só se lembra de algo que estava esquecido.

Como Funes era incapaz de esquecer, ou desligar-se do mundo, pois ele não conseguia parar de pensar, ele não conseguia dormir, já que ele não se esquecia de nada, ou seja, ele não sonhava. Os sonhos, nesse sentido, são como imagens de memórias latentes (ou soltas ao inconsciente).

O inconsciente, grosso modo, constitui uma “caixinha” em que, às vezes, em virtude de mecanismos de defesa sobre os quais nós não temos controle, algumas memórias são depositadas numa tentativa de nos proteger.

Talvez possa haver uma explicação simbólica para cada um dos sonhos de uma pessoa. Freud tentou sugerir isso em algumas de suas obras, mas a significação dos sonhos, muitas vezes, não está relacionada ao nosso presente ou ao que nos é acessível no plano consciente.

Refletir sobre os sonhos pode ser um caminho para autoanálise, mas é preciso de muita precisão para “ver a si mesmo” e conseguir compreender algo a partir da própria experiência, mas como Platão dizia, o outro “vê melhor”.

É nesse sentido que vigora a maior crítica sobre Funes: essa sua capacidade de lembrar-se constantemente de tudo, de saber as horas sem ao menos olhar no relógio representa, na verdade, um problema: o mau de arquivo de nossa sociedade. Ou seja, as pessoas não mais pensam, elas apenas armazenam informações e não sabem mais processá-las, contextualizá-las:

Havia aprendido sem esforço o inglês, o francês, o português, o latim. Suspeito, contudo, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No mundo abarrotado de Funes, não havia senão detalhes, quase imediatos.

Link para leitura do texto de Funes: http://criteriorevisao.com.br/funes-o-memorioso/

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Frotteurismo

[1] Frotteurismo constitui prática em que um dos interagentes toca ou “esfrega-se em uma pessoa sem seu consentimento” (LUCENA; ABDO, 2014, p. 2). “Isso ocorre mais comumente em locais onde há grande concentração de pessoas, como metros, autocarros e outros meios de locomoção públicos” (ABREU, 2005, p. 7).

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

4.4 Análise 3: segurança

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Projeto Mars One

Mars one

Disponível em: http://www.edge.ca/2015/02/23/38185/

 

Você já se imaginou fazendo uma viagem a outro planeta? Agora imagine-se embarcando para Marte, mas sem direito a retorno. Pode parecer absurdo para alguns, mas uma organização holandesa está trabalhando em um sério Projeto chamado Mars One, que visa colonizar Marte nos próximos anos.

Os estudiosos envolvidos nesse projeto, embora não acreditem que Marte é o planeta em melhores condições para a vida humana, compreendem que este já teve condições favoráveis à vida e apontam que é possível tonar Marte um local habitável, sendo necessário aquecê-lo, o que, ironicamente, não seria muito difícil para o ser humano que tem, inclusive, causado efeito contrário, por meio desse aquecimento, ao Planeta azul.

Além disso, alguns cientistas envolvidos no projeto acreditam que a disseminação de sementes (caso elas germinem), bem como a extração de água do próprio Planeta vermelho favoreçam a sobrevivência do ser-humano.

Até 2024, os estudiosos possibilitarão as condições para que os futuros habitantes de Marte partam, sem volta. Por enquanto, não há tecnologia que permita o regresso desses exploradores à Terra. Por isso, os candidatos estão cientes de que essa é uma viagem sem volta. A partir de 2024, serão enviados, em pares, os primeiros habitantes.

Para manutencionar o custeio do projeto, os pesquisadores estão investindo na midiatização do projeto, ou melhor dizendo, uma espécie de “Big brother” global sobre Marte. Eles acreditam que se eventos de nível global como Copa do Mundo e Olimpíadas geram tanto dinheiro, um espetáculo dessa dimensão poderia fomentar o projeto.

Há muitas críticas sobre a missão, inclusive, em relação a questões éticas. Apesar disso, milhares de pessoas se inscreveram, sendo a terceira maior porcentagem de inscritos a de brasileiros.

As candidatas Gerard Mars e Adriana Marais estão otimista em relação à missão:

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Brasília copidesque


Brasília Copidesque

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Introdução ao pensar: sugestão de leitura para pesquisadores iniciantes

Sugestão de leitura: Trecho de “Introdução ao pensar” – Arcângelo R. Buzzi: o ser, o conhecimento e a linguagem.

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Link para download: Introdução ao Pensar.

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