Diferença entre dedicatória e agradecimento

Diferença entre dedicatória e agradecimento

Conforme as normas da ABNT [NBR 14724, 4.1.5 e 4.1.6], dedicatória e agradecimento são elementos textuais opcionais em trabalhos acadêmicos. Em artigos, entretando, eles não constituem o corpo de texto.

A dedicatória de um estudo acadêmico fica a critério do(a) autor(a).

Faz muito sentido, no entanto, que os agradecimentos sejam feitos àqueles que, direta ou indiretamente contribuíram para a concretização da pesquisa.

Sugiro que ambos sejam redigidos da seguinte maneira, exemplo:

À minha família, que me apoiou…

Ao professor Dr. X, pelas contribuições dadas à pesquisa proposta nesta dissertação.

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Sobreviver ao mestrado

Sobrevivi ao mestrado

Para mim, o mestrado foi um processo de grande crescimento, mas, ao mesmo tempo, foi um processo muito doloroso. E o mais difícil não foi, de fato, ser aprovado no exame, mas sobreviver ao processo em si, conciliar estudo e trabalho, ir a conferências, congressos, publicar artigos, cursar disciplinas…

Tive muita dificuldade para encontrar um orientador que tivesse interesse no meu tema e recorte. Depois de entrar em contato com todos os professores do departamento, alguns nem responderam, encontrei uma pesquisadora maravilhosa: Cibele Brandão. Fui muito bem acolhido por ela, que teve toda a paciência para me guiar, transmitir o que ela sabia e ajudar-me a superar as minhas dificuldades.

Durante o mestrado, conheci uma moça do Programa de Pós-Graduação da UnB que foi para a defesa sem orientador(a), pois nenhum professor teve interesse em seu trabalho sobre rap. Isso é um grande problema, pois os pesquisadores, inclusive, por uma orientação da própria Capes, interessam-se somente pelas suas respectivas áreas.

Conciliar estudo, trabalho e pesquisa foi um grande desafio. Eu já estava acostumado a trabalhar e estudar, mas o mestrado exigiu muito mais do que eu estava acostumado. Tive de estudar durante madrugadas, finais de semana, tive de aproveitar todas as minhas possíveis faltas para estudar e agilizar a minha vida.

Um outro grande desafio foi encontrar colaboradores para a minha pesquisa. Cheguei a marcar, em quatro dias, grupos focais, mas sempre alguém “furou” e não compareceu. Essa etapa foi muito desgastante.

Além disso, demorei quase oito meses para conseguir aprovação do Comitê de Ética, pois a instituição a qual pesquisei “me enrolou” bastante para assinar o meu Aceite Institucional e, sem a assinatura desse documento, não poderia continuar com a minha pesquisa e gerar os meus dados.

Um ano depois do mestrado, entrei em crise, e eu estava tão sobrecarregado que decidi, duas vezes, abandonar o mestrado. Cheguei a estourar o limite de faltas em duas disciplinas, o que já teria sido o “passaporte” para a minha reprovação. Por sorte, tomei consciência depois e consegui conversar com os professores.

O mestrado é um processo de grandes mudanças em nossas vidas, e, às vezes, nós estamos resistentes a essas mudanças. Muitos desistem no meio do caminho por acreditarem que não vale a pena tanto esforço, pela falta de valorização ou por outro motivo, mas, confesso, o dia que me tornei mestre, foi um dos momentos mais gratificantes da minha vida.

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Discurso de cidadania (metrô-DF)

O Metrô-DF revela conceito de cidadania polissêmico, mas, com base no recorte realizado por meio deste estudo, referentemente aos direitos e obrigações dos usuários, sobretudo, engajado no discurso educacional e nos preceitos modernos de civilidade, em que a higiene e a segurança são os pilares desse discurso. Esses aspectos de cidadania relacionam-se ao contexto o qual o Metrô-DF faz parte, ou seja, o contexto urbano contemporâneo de cidade. As próprias câmeras de videovigilância sobre os usuários, que se justificam no discurso contemporâneo sobre o risco, dispostas nas plataformas de embarque e em outros ambientes de seu espaço público e privado, investidas por uma unidade de monitoramento central, localizada em Águas Claras, refletem esses aspectos. Além disso, esse discurso tem teor civilizatório, a fim de instruir/educar por meio de informes verbais e não verbais os seus usuários.

Em relação à garantia da cidadania, acredito que os sistemas de videovigilância modernos são importantes na medida em que eles se articulam à denúncia de contravenções e crimes. Eles são um mal necessário que recaem sobre os possíveis riscos contemporâneos. No interior dos carros do Metrô-DF, conforme este estudo revelou, não há câmeras de segurança, o que compreendo como deficiência quanto à garantia desse aspecto da cidadania aos usuários.

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

5. Considerações finais

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Frotteurismo

[1] Frotteurismo constitui prática em que um dos interagentes toca ou “esfrega-se em uma pessoa sem seu consentimento” (LUCENA; ABDO, 2014, p. 2). “Isso ocorre mais comumente em locais onde há grande concentração de pessoas, como metros, autocarros e outros meios de locomoção públicos” (ABREU, 2005, p. 7).

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

4.4 Análise 3: segurança

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Análise de cluster

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 4: Identificação de aspectos de cidadania

4.4 Análise 3: segurança (exemplo de análise de cluster)

A Figura 8 (abaixo) anuncia a mensagem por meio de uma lógica organizacional que configura multisemioses. A imagem contém três clusters que geram coerência ao anúncio, seja por meio da mensagem verbal, ou da não verbal. O primeiro deles representa a logomarca da própria instituição, ou seja, evidencia que essa mensagem está vinculada a ela. Além disso, ela ocupa o plano superior da imagem, o plano ideal.

Os padrões de cores assumem papel fundamental na configuração do sentido dessas mensagens. Eles seguem, como já foi mencionado, o padrão de coloração da própria Companhia: laranja e azul. A cor laranja revela a confiança na instituição, o azul, a tranquilidade (ALVES, 2011, p. 72; DA SILVA et al., 2013, p. 11), o que se associa à coloração da câmera na imagem, justificando a metamensagem e predizendo a confiança do usuário na instituição, que lhe garantirá, por meio da vigilância, a sua segurança. A cor branca, por sua vez, não se justifica apenas como elemento contrastante ao azul. Aparece nas linhas do logo da própria empresa, ou seja, está vinculada a ela, o que pode ser compreendido como outra metamensagem ¾ as cores articulam-se à mensagem anunciada pela instituição.

O segundo cluster constitui-se de mensagem verbal, embora o seu sentido também seja dado a partir de aspectos não verbais, como já mencionei: as cores. A oração: “Para a sua segurança” evidencia a finalidade da investidura da cidadania, a partir do aspecto de segurança, do regime de visibilidade desta instituição e justifica a necessidade e a razão das tecnologias de videovigilância.

O cluster 3, que simboliza uma câmera de videovigilâcia, apresenta-se em um contraste à coloração azul em plano inferior, o que o insere na dimensão do real, por isso visa representar e ocupar a posição do objeto real: uma câmera de videovigilância, que se vincula em função das cores ao logo da instituição.

  Figura 8 – Câmeras de segurança

a)

Análise de cluster

(b)

Análise de cluster2

Fonte: Estação 108 Sul. Acervo do autor.

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Panóptico

Panóptico (nota explicativa)

[1] O panóptico constitui uma arquitetura prisional do século XVIII, projetada por meio de uma torre central, em que, ao redor, as celas se dispunham em forma de anel, possibilitando controle total, por meio da vigilância, das autoridades aos presos e, por outro lado, a invisibilidade por parte dos presos àqueles. Essa arquitetura institucionalizada representou, na visão humanista, o local de transformação dos ditos indisciplinados para os civilizados. O termo foi proposto por Bentham (1791). Segundo Foucault (2004, p. 226 – 227), o efeito mais importante do panóptico constituiu: “induzir no detento um estado consciente e permanente de visibilidade que assegura o funcionamento automático do poder. Fazer com que a vigilância seja permanente em seus efeitos, mesmo se é descontínua em sua ação; que a perfeição do poder tenda a tornar inútil a atualidade de seu exercício; que esse aparelho arquitetural seja uma máquina de criar e sustentar uma relação de poder independente daquele que o exerce; enfim, que os detentos se encontrem presos numa situação de poder de que eles mesmos são os portadores. Para isso, é ao mesmo tempo excessivo e muito pouco que o prisioneiro seja observado sem cessar por um vigia: muito pouco, pois o essencial é que ele se saiba vigiado; excessivo, porque ele não tem necessidade de sê-lo efetivamente. Por isso Bentham colocou o princípio de que o poder devia ser visível e inverificável. Visível: sem cessar o detento terá diante dos olhos a alta silhueta da torre central de onde é espionado. Inverificável: o detento nunca deve saber se está sendo observado; mas deve ter certeza de que sempre pode sê-lo.”

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 1: Introdução

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Vigilância e poder disciplinar

A vigilância, assim como as sanções normatizadoras, representa um recurso para o poder disciplinar, que é capaz de atuar em sua função de adestramento. Segundo Foucault (2004, p. 203):

[…] disciplina traz consigo uma maneira específica de punir, e que é apenas um modelo reduzido do tribunal. O que pertence à penalidade disciplinar é a inobservância, tudo o que está inadequado à regra, tudo o que se afasta dela, os desvios. É passível de pena o campo indefinido do não conforme: o soldado comete uma “falta” cada vez que não atinge o nível requerido; a “falta” do aluno é, assim como um delito menor, uma inaptidão a cumprir suas tarefas. O regulamento da infantaria prussiana impunha tratar com “todo o rigor possível” o soldado que não tivesse aprendido a manejar corretamente o fuzil.

 E, para ele, o regime de visibilidade institucionalizado será dissolvido nas várias instituições da sociedade moderna, entre elas, escolas, hospitais (2004, p. 234):

[…] enquanto por um lado os estabelecimentos de disciplina se multiplicam, seus mecanismos têm uma certa tendência a se desinstitucionalizar, a sair das fortalezas fechadas onde funcionavam e a circular em estado “livre”; as disciplinas maciças e compactas se decompõem em processos flexíveis de controle, que se pode transferir e adaptar. Às vezes, são os aparelhos fechados que acrescentam à sua função interna e específica um papel de vigilância externa desenvolvendo uma margem de controles laterais.

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 4: Identificação de aspectos de cidadania

4.4 Análise 3: segurança

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Sociedades disciplinares

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 4: Identificação de aspectos de cidadania

4.4 Análise 3: segurança

As sociedades disciplinares, na visão de Foucault (2004, p. 173), representam marco na transição entre formas de dominação na sociedade. Essa transição ocorreu principalmente quando o poder enfraqueceu-se nos modelos de punição, como os tradicionais da inquisição, e recaiu sobre a investidura na vigilância. O Panóptico é símbolo dessa transição:

 Duas imagens, portanto da disciplina. Num extremo, a disciplina – bloco, a instituição fechada, estabelecida à imagem, e toda voltada para funções negativas: fazer para o mal, romper as comunicações, suspender o tempo. No outro extremo, com o panoptismo, temos a disciplina – mecanismos: um dispositivo funcional que deve melhorar o exercício do poder tornando-o mais rápido, mais leve, mais eficaz, um desenho das coerções subtis para uma sociedade que está por vir. O movimento que vai de um projecto ao outro, de um esquema da disciplina de exceção ao de uma vigilância generalizada, repousa sobre uma transformação histórica: a extensão progressiva dos dispositivos de disciplina ao longo dos séculos XVII e XVIII, sua multiplicação através de todo o corpo social, a formação do que se poderia chamar grosso modo, a sociedade disciplinar.

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Discurso higienista

Segundo Oliveira & Pykosz (2009), o movimento higienista pode ser caracterizado como um projeto relativo à intervenção social na modernidade ocidental:

 O movimento higienista pode ser caracterizado como um dos mais ambiciosos projetos de intervenção social que conheceu a modernidade ocidental. Pretendendo mais que definir novos padrões de saúde, tinha, na educação de novas formas de sensibilidade, uma das suas principais motivações. Cobrindo uma gama muito ampla de saberes e práticas com claro fito de intervenção sobre a vida pública e privada, como movimento conheceu avanços e retrocessos e comportou uma dispersão discursiva que ganhava matizes diferençados nos tempos e lugares onde ressoava. As preocupações com a infância ¾ nascimento, lactação, banhos, asseio corporal, vestuário ¾, com a vida doméstica ¾ saúde e papel social da mulher, limpeza, prevenção de doenças e vícios como o álcool e o jogo ¾ e com o espaço público – urbanização, ordem, combate à propagação de moléstias e epidemias ¾ formam um conjunto nada desprezível sobre o que pode ser caracterizado como moderno e modernizador, ainda que iniciativas voltadas para a saúde individual e social não sejam prerrogativas apenas dos tempos modernos […]

 O projeto higienista, dessa forma, trabalhou sobre dois aspectos: disciplinar, sobre o corpo e sobre a moral. Dessa forma, o discurso de higiene se transformou em um campo de luta política e moral, em que o Estado, junto com o discurso modernista, adentrou um dos últimos redutos do espaço privado: o corpo. O Estado se apoderou do discurso ¾ oriundo da ciência ¾ para determinar acesso/restrição a determinados espaços/públicos, autodeterminando-se como único agente capaz de solucionar problemas de ordem social, naturalizando os discursos das classes dominantes que pretendiam “europeizar” as cidades brasileiras, segregando e excluindo as parcelas mais pobres da população dos centros urbanos e da visibilidade. O Estado, assim, pode atuar disciplinarmente sobre os corpos e impor determinada moral, visto que “a higiene pública é sempre a garantia da paz e felicidade de um povo, todos os males e desgraças vêm, é certo, de seu abandono” (DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 1908, p. 1).

O discurso higienista revelou seu aspecto moral, de forma mais ou menos aparente, nas reformas modernizadoras e urbanísticas da Primeira República no Rio de Janeiro. Não só se combatia o risco de epidemias, como se pretendia eliminar o “feio”, ou seja, tudo aquilo que não estivesse alinhado aos gostos estéticos da classe dominante. De acordo com Patto (1999, p. 179), o discurso higienista (materializado em políticas públicas) está relacionado a um determinado padrão estético/moral e a um projeto de exclusão social.

A ciência, nesse contexto, se alinha ao Estado, oferecendo uma série “de táticas capazes de responder aos anseios das estratégias de Estado […] servindo [os cientistas] de mediadores e intérpretes dos interesses do Estado pela saúde” (PAULA, 2004, p. 61). Esse alinhamento não é neutro, como afirma Costa (1999, p. 20).

O discurso sobre higiene também se articula ao de segurança. Nesse sentido, a higiene é utilizada para impedir determinados comportamentos considerados como potencialmente perigosos, ou fatores de risco ou de contaminação física.

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 4: Identificação de aspectos de cidadania

4.3 Análise 2: higiene

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Metáfora do cristal

A metáfora do cristal constitui alusão às várias facetas que o cristal apresenta. Por meio dessa metáfora “o pesquisador conta a mesma história de diferentes pontos de vista” (DE GRANDE, 2011). Para Oliveira (2013), a metáfora traz consigo, para o processo de produção de investigação, “aspectos relacionados ao sujeito, ao tempo, à historicidade, à subjetividade, às relações de poder e à ética, explicitando o entendimento de que o modelo dominante no campo das Ciências Humanas apresenta-se como multifacetado e resultante de multicausalidades”.

Nessa perspectiva, a sociolinguística interacional, em sua episteme qualitativa, é área interdisciplinar e dialoga, nesta dissertação, com a semiótica social e com a ADC.

 Figura 3 – Metáfora do Cristal

Metáfora do cristal

Fonte: elaborada pelo autor.

 Propus, neste capítulo, várias abordagens metodológicas a fim de contemplar a complexidade do objeto de estudo desta dissertação, com o objetivo de articular os objetivos gerais e específicos às questões de pesquisa. Justifico, por meio dessas várias abordagens, o caráter construtivista desta pesquisa.

Devido ao fato de, nesta dissertação, as interações serem o “ponto de partida” para compreensão do discurso de cidadania no Metrô-DF, a triangulação[1] norteia esta investigação, a fim de justificar o dialogismo entre as interações e os discursos, língua e sociedade. Este percurso científico apresenta-se, portanto, como um caminho possível, dentre outros que poderiam ter sido escolhidos.

 [1] Refere-se, segundo, Mathison (1988, p. 13) à utilização de “múltiplos métodos, fontes de dados e outros pesquisadores para ampliar a validade das descobertas da pesquisa”.

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 3: Metodologia sobre trilhos: o percurso científico

3.10 Metáfora do Cristal

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