Sobre Anderson Hander Brito Xavier

Somos uma empresa especializada em revisão, padronização e diagramação de textos. Atuamos no mercado há seis anos, possuímos registro no CNPQ e 11 atestes de capacidade técnica. A nossa equipe é composta por mestres, especialistas e graduados pela Universidade de Brasília (UnB).

Por que as ruivas sofriam no passado?

As pessoas ditas fisicamente diferentes, ao longo da história da humanidade, pagaram por um estigma social muito perverso. A própria mulher em si foi (e ainda é) ícone de preconceito. No passado, por volta do período da idade média, a mulher era cosiderada uma entidade maligna. Se ela fosse ruiva, então…

Mulher ruiva

Samarah Souza

Religiosos difundiram a ideia, com base em interpretações de alguns filósofos gregos, de que  a mulher era um ser inferior e sexualmente perigoso. Mulheres ruivas simbolizaram o estereótipo demoníaco por excelência. Muitas foram acusadas de bruxaria e de feitiçaria e, por isso, foram perseguidas, torturadas e até mortas, pagando o preço da diferença.

Nos anos 1960, por outro lado, as ruivas já floresciam em tons alaranjados, quando a sueca ruiva Ann-Margareth  conquistara o coração de Elvis-Presley.

Mulher ruiva

No final do século XX, por volta da década de 1970, o movimento feminista trouxe uma grande virada sobre a dimensão social da mulher. Essa transformação permitiu que outros ditos diferentes, inaudíveis, começassem a ter voz!

Embora o preconceito contra a mulher exista, especialmente em virtude de dogmas religiosos, a mulher, e mais especificamente a mulher ruiva, conquistou o seu direito e espaço.

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A mulher ruiva hoje, inclusive, é tida, em virtude de suas madeixas alaranhadas, bem como de sua essência exótica, como símbolo sexual. E, com certeza, a ruiva é sinônimo de beleza, e a sua diferença não representa afronta aos perversos olhos da sociedade, mas é colírio.

Sobreviver ao mestrado

Sobrevivi ao mestrado

Para mim, o mestrado foi um processo de grande crescimento, mas, ao mesmo tempo, foi um processo muito doloroso. E o mais difícil não foi, de fato, ser aprovado no exame, mas sobreviver ao processo em si, conciliar estudo e trabalho, ir a conferências, congressos, publicar artigos, cursar disciplinas…

Tive muita dificuldade para encontrar um orientador que tivesse interesse no meu tema e recorte. Depois de entrar em contato com todos os professores do departamento, alguns nem responderam, encontrei uma pesquisadora maravilhosa: Cibele Brandão. Fui muito bem acolhido por ela, que teve toda a paciência para me guiar, transmitir o que ela sabia e ajudar-me a superar as minhas dificuldades.

Durante o mestrado, conheci uma moça do Programa de Pós-Graduação da UnB que foi para a defesa sem orientador(a), pois nenhum professor teve interesse em seu trabalho sobre rap. Isso é um grande problema, pois os pesquisadores, inclusive, por uma orientação da própria Capes, interessam-se somente pelas suas respectivas áreas.

Conciliar estudo, trabalho e pesquisa foi um grande desafio. Eu já estava acostumado a trabalhar e estudar, mas o mestrado exigiu muito mais do que eu estava acostumado. Tive de estudar durante madrugadas, finais de semana, tive de aproveitar todas as minhas possíveis faltas para estudar e agilizar a minha vida.

Um outro grande desafio foi encontrar colaboradores para a minha pesquisa. Cheguei a marcar, em quatro dias, grupos focais, mas sempre alguém “furou” e não compareceu. Essa etapa foi muito desgastante.

Além disso, demorei quase oito meses para conseguir aprovação do Comitê de Ética, pois a instituição a qual pesquisei “me enrolou” bastante para assinar o meu Aceite Institucional e, sem a assinatura desse documento, não poderia continuar com a minha pesquisa e gerar os meus dados.

Um ano depois do mestrado, entrei em crise, e eu estava tão sobrecarregado que decidi, duas vezes, abandonar o mestrado. Cheguei a estourar o limite de faltas em duas disciplinas, o que já teria sido o “passaporte” para a minha reprovação. Por sorte, tomei consciência depois e consegui conversar com os professores.

O mestrado é um processo de grandes mudanças em nossas vidas, e, às vezes, nós estamos resistentes a essas mudanças. Muitos desistem no meio do caminho por acreditarem que não vale a pena tanto esforço, pela falta de valorização ou por outro motivo, mas, confesso, o dia que me tornei mestre, foi um dos momentos mais gratificantes da minha vida.