Você sabe o que é comensalidade?

Você sabe o que é comensalidade?

Acho a maneira que os tailandeses lidam com a comida muito interessante. Eu já estive em vários países por este mundo, mas nunca me senti tão pleno em relação à alimentação como na Tailândia. E os países ao redor não me trouxeram a mesma sensação.

Dificilmente, no Brasil ou na grande maioria dos países do mundo, é possível passar meses comendo fora de casa todos os dias, fazendo, literalmente, todas as refeições fora, sem, simplesmente, ter de lavar louças, ir ao mercado ou cozinhar.

E não me refiro, apenas, aos milhares de mercados de comida de rua que eles cultuam, que, inclusive, são comuns em outros países, incluindo os da América do Sul, com destaque para o Brasil.

Eu me refiro a uma estrutura INTEIRA, a um modus operandi de existência criativa (sem aniquilar a nossa pulsilanimidade), em que comer constitui uma forma de participação coletiva e ao mesmo tempo particular. E isso se estende, de maneira bem planejada e prática, para estabelecimentos comerciais, de shoppings a supermercados, seja por meio de Foodcurts ou dos eateries tão comuns no mercado Lotus.

Há shoppings em que mais de 3 andares são destinados, apenas, à alimentação. E este não é o caso de uma simples praça de alimentação, mas de uma área chamada Foodcurt, como um restaurante comunitário, em que diversos pequenos estabelecimentos atuam (alguns gourmetizados). Mas eu demorei alguns anos para entender, porque é bem complexo para quem é ocidental.

E, se você não estiver satisfeito, há uma infinidade de 7/11 (e até restaurantes), e delivery, funcionando 24 horas por dia em todas as cidades, mesmo no interior do país. Isso me traz uma sensação de imensidão tão profunda em relação à alimentação que tampouco cabe neste texto. É uma das principais razões de eu sempre voltar à Tailândia (para comer a comida deliciosa deles, e para reviver essa experiência que não é possível em outro lugar).

E não trato, apenas, de uma questão financeira, mas de haver um esforço e capricho genuínos para o preparo da comida e dos próprios ambientes onde esta circula, de maneira extremamente criativa, em qualquer dia da semana, durante todo o ano, independentemente de ser uma data comemorativa.

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Além do Blá-Blá-Blá – Liderança como Exercício de Lucidez

Por Leonardo Chaves Rodrigues

Link para aquisição do material.

Obs: atuei, com muito orgulho, no processo de revisão, diagramação e publicação desta obra. E eu verdadeiramente recomendo a todos a leitura.

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O que significam blá-blá-blá, opinião e crítica para você? Em Além do Blá-Blá-Blá, esses três elementos assumem importantes papeis, emprestando suas características às reflexões sobre Liderança que o livro oferece. Metaforicamente, eu os visualizo no formato de uma pirâmide: a larga e volumosa base representa-se por uma infinidade de blá-blá-blás; na parte intermediária, há muitas opiniões; no topo, menos denso, poucas críticas. Como parte das interações humanas, eles estão presentes na vida em sociedade e, por conseguinte, nas corporações.

Imagem do perfilFalatórios excessivos e desnecessários, veiculação de fofocas e de notícias falsas, verdades tidas como absolutas, além de mal-entendidos de naturezas diversas são marcas típicas dos blá-blá-blás. Com os inúmeros e instantâneos engajamentos da Era da Informação, eles parecem interferir nas opiniões de colaboradores, levando líderes a se depararem com falhos e limitados assessoramentos em suas instituições. A crítica surge, então, como um instrumento essencial, capaz de aprimorar pessoas e organizações. É definida como a “arte de apreciar méritos e deméritos de um desempenho, visando ao seu aprimoramento futuro”. Assim,

Para que a crítica se desenvolva é necessário despertar consciências. O verdadeiro líder deseja o crescimento e a evolução de seus liderados, além de ambientes laborais mais produtivos, colaborativos e saudáveis. Tal evolução poderá ser buscada, segundo o autor, com simples ações, baseadas em premissas que acompanham a sigla HTIC – História, Tarefas, Ideias e Ciência. Se até a Ciência, por exemplo, é capaz de rever seus conceitos, como podem os inúmeros blá-blá-blás originarem tantas verdades absolutas? Assim,

Finalmente, considerando que Liderança e comunicação caminham juntas, a lucidez do líder será determinante para conduzir colaboradores e organizações a uma real mudança de consciência e de patamar, algo que vai Além do Blá-Blá-Blá. Assim,