Anteprojeto de mestrado

Anteprojeto de mestrado

Para começar, primeiramente, utilize os tópicos que são estabelecidos no edital em relação às seções do seu pré-projeto (se houver). Geralmente, os pré-projetos apresentam capa com título, introdução, justificativa, referencial teórico, metodologia, cronograma e referências. Cuidado para não confundir as seções de uma dissertação com as seções de um pré-projeto. Alguns editais solicitam inserção de objetivos (geral e específico) em pré-projeto, outros não.

Abra um documento de texto em seu computador, intitule-o, salve-o em uma pasta e inicie a redação deste intitulando cada uma das seções, distribuindo-as ao longo do texto. Você pode, inclusive, buscar algum modelo na internet, mas tenha olhar crítico para analisar as seções que estes sugerem. Lembre-se, também, de consultar o seu edital. Se o edital, ainda, não tiver sido publicado, você pode desenvolver o pré-projeto anteriormente, sim, mas, após a publicação do edital, terá de reformular o seu projeto e adequá-lo às exigências do novo edital.

Introdução

Pode parecer um pouco óbvio desenvolver um texto introdutório. Às vezes, tenho essa sensação, quando explico aos meus clientes e seguidores como redigir uma introdução Apresente o tema e o recorte de sua pesquisa na introdução. Comece pelo tema genérico e, em outros parágrafos, apresente o tema recortado. Você até pode trazer, embora não seja muito comum, alguma citação em sua introdução. Se não houver uma seção específica para justificativa do pré-projeto, acredito que seja importante apresentar ao menos um parágrafo com a justificativa do pré-projeto. Articule o seu recorte temático à sua ciência. Senão houver uma seção específica sobre o problema de pesquisa (um trabalho acadêmico pode ser construído com base em um problema de pesquisa, questionamentos de pesquisa, ou…) […]

Gostou deste material? Então, leia mais em meu GUIA PARA ELABORAÇÃO DE PRÉ-PROJETO DE MESTRADO.

Pré-projeto de mestrado

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Ilha Solteira ‒ Revisão de Texto

Ilha Solteira ‒ Revisão de Texto

Você está escrevendo o seu trabalho de conclusão de curso, dissertação de mestrado, tese de doutorado ou precisa revisar um livro antes de publicá-lo? Necessita de revisão para empresa/ONG por preços acessíveis e trabalho de qualidade? Entre em contato conosco. Somos um grupo de revisores da UnB (Universidade de Brasília), da graduação e da pós-graduação. Trabalhamos com revisão de texto há cinco anos. Revisamos monografias, teses, dissertações, livros, anúncios publicitários, redações de vestibulares (atuamos em 2013 no processo de correção de redações do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)) e também prestamos serviços de revisão para órgãos públicos.

Obs: possuímos CNPJ, atestado de capacitação técnica, emitimos nota fiscal e, também, temos registro no CNPq.

Atenção: nós não elaboramos trabalhos acadêmicos. Isso é uma atividade ILEGAL.

Valores e serviços 

1 – Formatação (conforme a ABNT, APA, Vancouver ou manual desejado): 4,00 reais a lauda. Inclui checagem a respeito de formatação das Normas da ABNT ou manual desejado*;

2 – Revisão Ortográfica e Gramatical: 5,00 reais a lauda. Inclui revisão ortográfica conforme o Novo Acordo Ortográfico, observação de aspectos de concordância/regência nominal e verbal, crase, pontuação e outros aspectos gramaticais relativos à linguagem do gênero textual proposto;

3 –  Revisão Ortográfica e Gramatical  + formatação (ABNT ou manual desejado): 7,00 reais a lauda.  Inclui revisão 2 + formatação (ABNT/outros);

4 – Revisão Crítica: 10,00 reais a lauda. Inclui revisão 2 (Revisão Ortográfica e Gramatical), além de sugestões estilísticas, *reescrita/sugestão de reescrita de parágrafos mal elaborados, adequação vocabular, progressão textual e aspectos de coesão e coerência. Essa revisão também inclui sugestões e dicas em relação ao gênero textual proposto.

5 – revisão crítica + formatação (conforme ABNT ou manual desejado): 12,00 reais a lauda.  Inclui revisão 4 e contempla algumas questões relativas à padronização de seu texto que não são estabelecidas, por exemplo, pelas normas da ABNT (ou pela maioria dos manuais universitários) e por manuais gramaticais ou ortográficos, como é o caso de uniformização de siglas, uniformização de pontuação ao final de enumeração, uniformização de iniciais minúsculas ou maiúsculas, uniformização de extensão de parágrafos, enfim, questões relacionadas à lógica organizacional do próprio texto e de seus elementos.

Obs: 1 lauda = 1.300 caracteres.

* Em virtude do conteúdo do texto, alguns períodos terão de ser reescritos pelo próprio autor.

* Eu não padronizo o trabalho para o aluno, o trabalho precisa ser enviado organizado.

Em arquivo Word, as alterações serão marcadas por meio da ferramenta REVISÃO. Em alguns casos, haverá sugestões em caixas de comentários do documento, que precisam de mediadas pelo escritor. Após a finalização de nosso serviço, basta ACEITAR ou RECUSAR as alterações realizadas(em caso de dúvidas, nós iremos auxiliá-lo(a), nesse processo).

Esse processo é importante para que você visualize as alterações feitas em seu texto para compará-las, se desejar, com o seu texto original.

Em arquivo Pdf, há apenas sugestões de reescrita em caixas de comentário.

Se você desejar personalizar essa etapa, envie-nos a sua sugestão e as marcações da revisão serão adequadas às suas necessidades. Caso seja solicitado, também oferecemos pacotes de revisão personalizados. Envie-nos um e-mail para solicitar um orçamento.

ATENÇÃO: NÃO oferecemos “revisões infinitas”. Cada revisão custa um valor. Consideramos revisão de texto como um processo e não como um resultado absoluto, quantitativo e positivista. Não compartilho do pensamento de alguns que consideram-me como um MESSIAS de seus textos mal escritos, um Zaratustra vernáculo cimarrón que faz “milagres textuais”. O texto, antes de qualquer revisão, é produto da subjetividade humana e a linguagem de cada texto depende do gênero textual proposto.

Formas de pagamento

À vista ou em até 12 vezes no cartão de crédito (visa/mastercard).

Prazos de entrega 

Os nossos prazos são variáveis, mas, em média, para cada 100 laudas, solicitamos prazo mínimo de 4 dias.

ATENÇÃO, se você necessita de prazos inferiores aos que informamos, cobramos adicional de 1,50 por lauda sobre o serviço, se pudermos atendê-lo(a).

Contatos

Facebook: https://web.facebook.com/criteriorevisao/ (curta a nossa página no Facebook!)

Telefone: (61) 99801-6596 (Whatsapp)

Skype: criteriorevisaotextual

E-mail: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

Instagram: @criteriorevisao (siga-nos!)

Aguardamos o seu contato.

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Superpopulação: o caminho para o colapso da humanidade

Superpopulação: o caminho para o colapso da humanidade

Recentemente, li  matéria do site Globo.com a respeito de  campanha, no sul do país, que buscou conscientizar a população sobre a importância do planejamento familiar. O slogan da polêmica propaganda da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, dizia: “só tenha os filhos que puder criar” . Eu me inspirei nessa propagando para redigir este texto.


Link para leitura do texto do site Globo.com:https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/campanha-com-o-slogan-so-tenha-os-filhos-que-puder-criar-gera-polemica-em-quarai.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1


Gente demais significa problema demais!  Ainda mais em um estado onde essa gente não é inteiramente cidadã (como Machado de Assis já dizia: “Ao vencedor, as batatas”, não há batata para todo mundo). E os argumentos não terminam por aí. Temos recursos limitados (não só no Brasil) e este é, também, um problema ambiental em nível nacional e internacional.

Vejam o que o consumo massificado (por exemplo o turismo) tem feito com algumas cidades pelo mundo, alguns lugares estão irreconhecíveis, especialmente com a sujeira! Esta é, por exemplo, uma característica que agrava os problemas de uma cidade. Além disso, o dito ser humano já é espécie um tanto quanto indesejável, imaginem uma superpopulação, como as projeções da própria ONU apontam, em relação à qualidade de vida?

No Brasil, somos ensinados pelos grandes movimentos sociais a pensar a superpopulação como sinônimo de diversidade, ou ela se revela em processo de favelização, e nós intitulamos as nossas favelas como “comunidades” para mascarar a nossa impotência e fragilidade diante desse tema. Os próprios ditos países-modelos de desenvolvimento têm, em sua maioria,  população não tão elevada, e, mesmo assim, têm problemas (ambientais, conflitos em relação à identidade, desemprego, vejam o caso do Leste Europeu).

Há, também, todo um mal estar gerado por esse excesso, o que torna a vida nas cidades grandes cada vez mais insuportável. Viver em comunidade é  bom, mas não em uma comunidade tão grande, que nos quantifica e banaliza a nossa existência. A civilização, especialmente a nossa, brasileira, chegará ao colapso nos próximos anos, e uma das razões, acredito, é a superpopulação.

 

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Formulação de problema de pesquisa

O problema é formulado, geralmente, em formato de questionamento. Algumas áreas, inclusive, utilizam o termo “questionamento(s)” de pesquisa e isso já seria o seu “problema”.

Conceba o problema como uma questão científica não resolvida e que pode ser levada para discussão. O problema de pesquisa não necessariamente precisa ser um “problema” a ser “resolvido”.

Às vezes, você, como pesquisador(a), também não conseguirá trazer uma solução para o “problema”, mas o seu trabalho, já apontando o “problema”, pode ser bastante significativo para uma solução futura por parte da comunidade científica de sua área.

Para Kerlinger (1980, p.35) o problema consiste em “uma questão que mostra uma situação necessitada de discussão, investigação, decisão ou solução”.

Para formular o seu problema, você deve pensar o seguinte em relação ao seu objeto de estudo/recorte temático:

• Qual é o meu objeto de estudo? Quais as características deste?

• Quais suas causas? Quais suas consequências (se houver?)?
Pense, também, o seguinte para formular o seu problema:

• O problema é relevante em termos sociais e científicos?

• Mesmo que seja relevante, o problema é viável de ser investigado em termos financeiros e em relação ao período de pesquisa durante o mestrado?

Lembre-se de que você deve formular “problemas” específicos, para que consiga realizar a sua pesquisa. Você, como pesquisador, não dará conta de toda a realidade a sua volta, então, é preciso recortar o seu tema e, mesmo após o recorte, formular o problema, o que seria o enfoque mais aprofundado da sua pesquisa.

Lembre-se, também, de que o recorte temático deve estar relacionado, necessariamente, aos objetivos gerais e específicos, bem como à justificativa e a metodologia do trabalho.

Continua a leitura desse texto, caso tenha gostado. Adquira o meu e-book neste link: GUIA PRÁTICO PARA ELABORAÇÃO DE PRÉ-PROJETO DE MESTRADO.

Pré-projeto de mestrado

# Problema de pesquisa

 

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Problemas formais de textos acadêmicos

Estou desenvolvendo  e-book sobre linguagem de textos acadêmicos. Por acaso, fazendo algumas pesquisas, encontrei o texto a seguir na internet, que compartilho com vocês neste post.

O material foi encontrado por meio de consulta ao banco de dados do site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Vale a pena a leitura!


ALGUNS PROBLEMAS FORMAIS NA REDAÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS

Para redigir é preciso: 1) ter algo a dizer; 2) ao escrever, submeter os pensamentos a ordem que faça sentido. Em termos gerais, os aspectos a considerar seriam:

1. há certas ideias ou fatos que se quer comunicar;

2. tais ideias deverão ser plasmadas em palavras e expressões;

3. as palavras e expressões deverão ser englobadas em frases e parágrafos gramaticalmente adequados e claros;

4. palavras, frases e parágrafos devem fluir de um/a para o/a outro/a, espelhando, em sua ordem de aparecimento no texto, um pensamento ordenado […]

Os defeitos de redação podem aparecer em qualquer dos pontos acima. O redator pode não ter claro o que pretende comunicar  ou, ainda, pode não ter nada a dizer. Nesse último caso, naturalmente, não deveria redigir coisa alguma […]. 

A transição de um parágrafo ao seguinte talvez seja abrupta ou pouco lógica, ou a ordem de apresentação dos dados e argumentos quiçá não seja a melhor.

As frases e parágrafos podem violar as regras gramaticais estabelecidas − que não cabe a ninguém inventar enquanto escreve − ou ser pouco claras, seja por essa mesma, seja por outra razão.

A transição de um parágrafo ao seguinte talvez seja abrupta ou pouco lógica, ou a ordem de apresentação dos dados e argumentos quiçá não seja a melhor.

O ordenamento desejável pode ser obtido mediante a confecção de um plano antes de começar a redigir: um plano assim segue algumas regras gerais que não são de aprendizagem muito difícil. Por fim, a redação possivelmente não se adéque ao tipo de público a que se destina, por estar plasmada.

Ache e elimine as palavras inúteis. 

Por exemplo, num registro coloquial da língua ao se tratar de um texto que deveria usar o registro erudito, formal, do mesmo idioma. Nada impede o redator de esforçar-se no sentido de uma adequação do registro de seu texto ao público específico a que se dirige.

Resolver equações e redigir textos são coisas que funcionam segundo regras bem diferentes em cada caso. Em especial, a redação só tem normas flexíveis, todas elas conhecedoras, em alguns casos, de exceções legítimas.[…]

Um dos conselhos mais úteis − talvez o mais útil de todos − que se podem dar a quem procura treinar uma boa redação é o seguinte: ache e elimine as palavras inúteis. 

Quase sempre, a releitura atenta de um texto permite encontrar palavras ociosas, com muita frequência adjetivos ou frases limitativas, detalhes inúteis ou excessivos […]. Em todos esses casos, riscar o que sobra é uma excelente ideia. 

Prefira o termo concreto ao abstrato.

Outros conselhos são os seguintes, sempre como regras gerais, pois todos admitem exceções:

1) prefira palavras curtas, simples e familiares; evite palavras longas e jargão;

2) prefira o termo concreto ao abstrato;

3) prefira o ativo ao passivo;

4) prefira a palavra única a uma locução equivalente composta de várias palavras;

5) prefira o vocabulário português consagrado a neologismos, anglicismos, galicismos,
etc., bem como o vocabulário erudito ao coloquial ou chulo.

A expressão “na eventualidade de” pode, quase sempre, ser substituída com proveito por um simples “se” ou “caso”. Aquela locução é indireta, “eventualidade” é termo longo, “se” é muito mais inteligível de forma imediata, por ser termo usual e familiar da língua.

Em português existe, na atualidade, o péssimo hábito de preferir o abstrato ao concreto. Assim, em lugar de “busca do lucro”, fala-se em “busca da lucratividade”, o que, além de pomposo, é jargão e anglicismo.

Aliás, os anglicismos vicejam como erva daninha. Um dos mais praticados hoje, originado num ambiente de economistas, é a expressão “demanda por” (do inglês demand for), em lugar do correto “demanda (ou procura) de”.

Há, também, certa tendência a preferir o passivo ao ativo, como em “não fui comunicado”, expressão absurda gramaticalmente que se usa em vez de “não se me comunicou”, “não me comunicaram tal coisa”, ou, num passivo correto, “isto não me foi comunicado”.

O passivo poderá preferir-se quando se desejar que a ênfase recaia numa ação genérica, sem sujeito definido, como em “alugam-se quartos” (com o sentido de “quartos são alugados”, não se querendo dizer por quem).

Prefira quase sempre a ordem natural das palavras na frase (sujeito, predicado, complemento), evitando as inversões causadoras de ambiguidade.

Para a construção de frases e parágrafos, os conselhos principais podem ser os seguintes:

1) Cada parágrafo deve conter uma única afirmação ou noção central, situada na cláusula gramaticalmente principal do parágrafo; se ele contiver duas ou mais afirmações ou ideias importantes, divida-o em dois ou mais parágrafos.

2) Prefira quase sempre a ordem natural das palavras na frase (sujeito, predicado, complemento), evitando as inversões causadoras de ambiguidade.

[…]

4) As primeiras e as últimas palavras de um parágrafo atraem mais a atenção do que as demais: assim, o que se quer enfatizar no parágrafo deve vir no início ou no final, e não no meio dele.

5) Quase sempre é preferível a forma mais breve à mais longa de armar frases e parágrafos; entretanto, a busca da brevidade não deve prejudicar a clareza. Como se pode ver, muitas das regras se referem à eliminação da ambiguidade.

Os pronomes substitutivos e o “que” podem facilmente causar ambiguidade.

Por exemplo, uma frase como “Os alunos devem apresentar-se no terreno de ginástica
só de tênis” é ambígua devido a uma construção ruim, que pode dar a entender que tais alunos devam aparecer nus (“só de tênis”). […]

Os pronomes substitutivos e o “que” podem facilmente causar ambiguidade. Por exemplo: “Eu vi os anúncios dos tênis Nike, de que não gostei”. Ou ainda: “Eu vi os anúncios dos tênis Nike, mas não gostei deles”. Em ambos os casos: a pessoa não gostou dos anúncios, ou dos tênis?

O mesmo quanto a cláusulas do seguinte tipo: “Eu vi Ana sentada numa pedra com o tornozelo torcido” pode parecer involuntariamente cômico, ao sugerir uma pedra cujo tornozelo esteja torcido. […]

Se tratarmos agora do uso dos elementos gramaticais de conexão, os principais são:

1) partículas de conexão, como “e”, “mas”, “embora”, etc.;

2) advérbios e locuções de sentido adverbial, como “evidentemente”, “por exemplo”, “já que é assim”, “como veremos”, etc.;

3) pronomes e artigos (por exemplo, quando uma frase começa com “Ele” ou com “O homem em questão”, por exemplo, uma conexão está sendo estabelecida necessariamente com algo dito antes);

A conexão (eventualmente também separação ou oposição) entre partes integrantes do discurso depende dos elementos acima e do bom uso da pontuação. 

Quanto aos elementos gramaticais de conexão, é preciso, primeiramente, aprender o que cada um deles de fato quer dizer, as gradações semânticas e lógicas que impliquem seu emprego. 

Quando se ouve ou lê “Soou um tiro. A ave caiu”, quem ouvir ou ler inferirá sem dificuldade, por si mesmo a, que a ave caiu porque foi atingida pelo tiro […].

Se, por um lado, é verdade que um texto acadêmico não planejado tende a ser mal organizado e pouco lógico em suas articulações, bem como na ordem de apresentação dos dados e argumentos, também é verdade que, enquanto se redige, novas possibilidades costumam apresentar-se.

A releitura do texto produzido, para correção e polimento, é essencial.

Extraído de:  CARDOSO, C. F. Metodologia da pesquisa. Minicurso do Centro de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade – out.- nov. 2004. 

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Itálicos e outros estilos em textos acadêmicos

Não se deve utilizar, em textos acadêmicos, marcação de negrito, itálico, subscrito como “enfeite”. O emprego dessas marcações, em textos científicos, são restritos, mesmo que vigorem em outros textos.

Itálico. Marcação utilizada para vocábulos em língua estrangeira ou para diferenciar a hierarquia entre títulos e subtítulos. Também é comum esse uso para destacar, na seção de referências do trabalho, títulos de algumas obras, nomes de periódicos…

Negrito. Marcação que diferencia títulos, são utilizados juntamente a outros destaques para marcar hierarquização de títulos no sumário (exemplo, para diferenciar títulos com a hierarquia numérica 1,2,3 de subtítulos, por exemplo, 1.1,  2.1 e 3.1).

Sublinhado. Eu sugiro que você evite o uso desse destaque em textos acadêmicos, ele é desnecessário.

Letra maiúscula. Evite grafar todos os vocábulos de títulos com inicial maiúscula. Alguns vocábulos podem ser destacados no texto em letra maiúscula, sim, mas é preciso muita cautela para fazer essa marcação, pois ela precisa de alguma motivação coerente com a área de estudo. Por exemplo, o vocábulo “Professor”, em textos acadêmicos da área de educação, pode ser marcado em letra maiúscula.

Não faz sentido, por outro lado, marcar o termo “Agrônomo”, em letra maiúscula, em texto da área de Linguística. Considero, também, relevante marcar nomes de teorias em letra maiúscula em textos acadêmicos, bem como as iniciais de vocábulos que se refiram a siglas.

Evite carregar o texto com esses destaques, eles são desnecessários, na grande maioria das vezes. Prefira uso uniforme desses termos, eles não devem ser utilizados aleatoriamente, sem rigor algum, o que torna o texto poluído visualmente e não se articula à organização de um texto acadêmico.

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Escolha de tema de pré-projeto de pesquisa

Penso que a escolha do tema seja um processo muito genérico e anterior à organização do pré-projeto de mestrado.

Você pode pensar em um tema que se articule ou não à sua área de estudo, mas, posteriormente, também, deverá vinculá-lo e estabelecer uma lógica entre ele e a sua ciência, bem como entre ele e a linha de pesquisa da instituição.

Lembre-se de que os orientadores devem seguir um certo ritmo em relação ao desenvolvimento de pesquisa. Eles não podem orientar trabalhos que fujam ao programa de pesquisa deles. Cuidado para não confundir tema com linha de pesquisa.

Vários temas podem ser revelados e pesquisados com base no olhar de várias ciências/pesquisadores. Não existe um tema que seja limitado ou específico à determinada área. Mas é importante que haja uma cerca ligação e lógica entre o tema e a sua ciência…

(Continue a leitura. Adquira o meu e-book: GUIA PRÁTICO PARA ELABORAÇÃO DE PRÉ-PROJETO DE MESTRADO)

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Dissertação de mestrado e Tese de doutorado

Dissertação de mestrado e Tese de doutorado

O Conselho Federal de Educação (CFE) traz, de maneira clara, a diferença entre dissertação e tese:

Parecer 977/65 Art. 2º:

§ 1º O preparo de uma dissertação será exigido para obtenção do grau de “MESTRE”; § 2º A elaboração de uma tese constitui exigência para obtenção do grau de “DOUTORADO”.

Art. 9º

A dissertação do mestrado deverá evidenciar conhecimento da literatura existente e a capacidade de investigação do candidato, podendo ser baseada em trabalho  experimental, projeto especial ou contribuição técnica.

Art. 10
A tese de doutorado deverá ser elaborada com base em investigação ORIGINAL devendo  representar trabalho de REAL contribuição para o tema escolhido.

Parecer 77/69

Art. 13
V – Do candidato ao Mestrado exige-se dissertação ou outro tipo de trabalho a critério do departamento; para o grau de Doutor requer-se defesa de tese que represente trabalho de pesquisa importando em real contribuição para o conhecimento do tema.

Disponível em: <http://site.ufvjm.edu.br/ppgcf/files/2014/05/Normas-para-reda%C3%A7%C3%A3o-de-disserta%C3%A7%C3%B5es-e-teses-consepe-res-11-anexo.pdf>. Acesso em 15 de setembro de 2018.

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