Revisão de Textos Acadêmicos: orçamento

Sou Revisor de Texto, formado na área, desde 2006. Revisei, nos últimos anos, mais de 50 mil laudas relativas a gêneros textuais diversos, especialmente gêneros acadêmicos. Revisei textos da área de engenharia (mecatrônica, elétrica, civil), medicina, Medicina veterinária, química, física, biologia, economia, arquivologia, biblioteconomia, letras, direito, ciências sociais, comunicação social, arquitetura, biomedicina, enfermagem, psicologia, artes, educação…

Solicite orçamento ao meu e-mail: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

Será um prazer atendê-lo(a)! A seguir compartilho orçamento que enviei a uma cliente para compartilhar como trabalho.

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Bom dia, prezada cliente! O seu trabalho contém 38,10 laudas.

Custo
Revisão Ortográfica e gramatical
38,10 x 5,00 = 190,50
Revisão Ortográfica e Gramatical, e Formatação
38,10 x 7,00 = 266,70 reais
Revisão Crítica
38,10 x 10,00 = 381,00 reais
Você pode verificar a descrição de meus serviços em meu site, na aba Revisão de Texto: www.criteriorevisao.com.br
Se você tiver tempo e interesse, eu a convido para um diálogo sobre a minha área, para que conheça um pouco mais sobre o meu serviço:
Aguardo confirmação para agendar o serviço. 
Estou à disposição.
Saudações.
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Dicas preciosas para Revisão de Textos

Dicas preciosas para Revisão de Textos

Todo texto precisa ser revisado, seja ele redigido por um filósofo, por um escritor ou por um blogueiro, doutor, mestre, graduado, de qualquer área do conhecimento. O primeiro passo para uma boa revisão se refere a uma certa consciência do Revisor a respeito dele mesmo e do mundo que o cerca. Esse processo exige (auto)conhecimento, estudo e preparação. Todo Revisor deve ter formação. Além disso, é preciso fazer um movimento de aproximação e afastamento do texto a ser revisado durante vários momentos. Também sugiro que a Revisão seja divida em etapas e que não sejam revisadas mais de 30 laudas por dia de um texto. Isso garantirá a qualidade da Revisão. É preciso que o Revisor esteja tranquilo, concentrado.

A tecnologia poderá ajudar

Há várias ferramentas que podem ajudar em relação ao processo de Revisão de Texto. Entre elas, destaco o Word, da Microsoft, o Libre Office Writter, o Flip 9, bem como o site da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O Microsoft Word é usado por grande parte das pessoas. mas ainda há algumas lacunas nesse editor de texto em relação à função Revisão. É comum que esse revisor deixe que alguns vocábulos, escritos inadequadamente, não sejam marcados/identificados. É preciso configurar bem o recurso de Revisão do Word para que ele funcione, bem como atualizá-lo constantemente.

O Libre Office Writer é bastante eficiente, mas a maioria das pessoas não o utilizam. Além disso, há certa incompatibilidade entre os recursos de Revisão do Libre Office e do Word. Vale ressaltar que o corretor ortográfico e gramatical do Writer é excelente (é preciso, também, atualizá-lo).

O Flip 9 é ferramenta simples, porém eficiente. É gratuito, mas há limitações em relação a algumas funções. A versão paga é mais completa e precisa. Vale a pena conferir.

Gosto bastante do VOLP, da Academia Brasileira de Letras, para consulta de vocábulos:
http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario

Se houver alguma dúvida em relação a alguma construção do texto, é possível fazer questionamentos, diretamente, aos membros da ABL.

ABL responde

http://www.academia.org.br/nossa-lingua/abl-responde

Atenção à ortografia e a regras gramaticais

O critério mais importante, e eu diria mais esperado pelos clientes, a respeito de serviço de Revisão de Texto, se refere à ortografia e gramática. Essa é a base da Revisão. Portanto, a maior preocupação de um Revisor deve ser a respeito dessas questões. Sugiro, para auxiliar o processo, o uso de checklists ao final do serviço, bem como uso de softwares como o corretor ortográfico do Libre Office.

Atenção ao gênero textual proposto bem como ao público-alvo

O Revisor não deve se preocupar, apenas, com as regras formais de uso da Língua Portuguesa. E, sim, há outras regras em uso na Língua diferentes daquelas propostas pela gramática normativa. E elas não constituem “erro”. É preciso muito cuidado para compreender o que quero dizer nesta seção. Algumas regências são consideradas erradas ou informais demais para alguns gramáticos, mas elas fazem parte da língua falada, mais cotidiana. Textos de blogue, mais simples, geralmente, trazem essa linguagem, bem como diálogos em livros, em que o autor pretende representar a realidade como ela é, ou que determinada característica de um personagem seja marcada por uma linguagem bastante informal. Muito cuidado para não usar regras onde estas são inadequadas. Isso descaracteriza o texto. E é um erro grave de revisores. Dicas preciosas para Revisão de Textos

Coesão e coerência

Grosso modo, a coesão e coerência são responsáveis pela “lógica” do texto. A coerência está para o sentido, para a argumentação em si, para a organização das ideias. É preciso que o Revisor esteja atento para identificar incoerências em textos. Por exemplo, se o autor apresenta determinado personagem como vegetariano, ele deverá, necessariamente, manter essa característica ao longo da obra. A não ser que, por alguma razão apresentada ao leitor, ele coma carne. Não faz sentido, em um capítulo, dizer que um personagem é vegetariano e, em outro capítulo, repentinamente, dizer o contrário. Isso constitui uma incoerência, o que está para as nossas contradições como ser humano. Elas não devem ser levadas para o texto, inconsequentemente, a não ser que sejam utilizadas como algum recurso literário.A coesão está relacionada aos conectivos do texto, para que haja fluidez e, também, progressão textual. É preciso conferir o uso adequado de conectivos para que referências ao longo do texto sejam retomadas pelo leitor.

Quem deve revisar o texto

Revisores devem revisar textos. Devemos desconsiderar o senso comum que diz que se deve enviar o seu texto para a leitura de qualquer um. Se houver preocupação em relação à crítica geral do texto, a maioria dos leitores poderá ajudar, mas, em termos técnicos, é importante contratar serviço especializado de um Revisor de Textos, com formação na área. Dicas preciosas para Revisão de Textos

Questões de estilo

Altere estilo, apenas, se isso tiver sido negociado com o autor do texto. Alguns autores não gostam dessa intervenção. Eu ofereço um tipo de Revisão em que faço alterações de estilo. Na verdade, é preciso analisar, anteriormente, o texto a ser revisado para que não haja mal entendido. Um texto pode não ter muitos problemas ortográficos e gramaticais, mas estar completamente inadequado à linguagem de determinado gênero. Ás vezes, os autores nem sabem disso. Há muitos mitos em relação à Língua Portuguesa e especialmente em relação ao universo de Revisão de Textos.

Evite clichês

Eles são tão comuns na fala do brasileiro, mas empobrecem o texto. Sugiro, salvo exceção, que sejam evitados. Muitas vezes, eles são apresentados no texto de maneira a gerar variação de linguagem. É bastante comum que escritores apresentem, em um texto formal, por exemplo, termo  informal ou relacionado à linguagem falada no texto. Há oscilação no texto entre linguagem formal e informal. O revisor precisa se ater a essas questões e buscar uniformizar essas ocorrências de acordo com o gênero textual.

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Coerência textual

“Um texto é, pois, um todo organizado de sentido. Dizer que ele é um todo organizado de sentido implica afirmar que o texto é um conjunto formado de partes solidárias, ou seja, que o sentido de uma depende das outras.

Que é que faz que um conjunto de frases forme um texto e não um amontoado desorganizado? São vários os fatores. Citemos por enquanto dois.

O primeiro é a coerência, isto é, a harmonia de sentido de modo que não haja nada ilógico, nada contraditório, nada desconexo, que nenhuma parte não se solidarize com as demais. A base da coerência é a continuidade de sentido, ou seja, a ausência de discrepâncias. Em princípio, seria incoerente um texto que dissesse Pedro está muito doente. O quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos. Essa incoerência seria dada pelo fato de que não se percebe a relação de sentido entre as duas frases que compõem o texto. Um outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes.

Assim, em “Não chove há vários meses”, os pastos não poderiam, portanto, estar verdes, o termo portanto estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. Esse segundo fator é menos importante que o primeiro, pois, mesmo sem esses elementos de conexão, um conjunto de frases pode ser coerente e, por conseguinte, um todo organizado de sentido.

A segunda característica de um texto é que ele é delimitado por dois brancos. Se o texto é um todo organizado de sentido, ele pode ser verbal (um conto, por exemplo), visual (um quadro), verbal e visual (um filme) etc. Mas, em todos esses casos, será delimitado por dois espaços de não sentido, dois brancos, um antes de começar o texto e outro depois. É o espaço em branco no papel antes do início e depois do fim do texto; é o tempo de espera para que o filme comece e o que está depois da palavra Fim; é o momento antes que o maestro levante a batuta e o momento depois que ele a abaixa, etc”.

SAVIOLI, Francisco Platão & Fiorin, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006

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Orçamento: Revisão de Texto Florianópolis

Presto serviço para todo o estado de Santa Catarina. Sou Revisor de Texto desde 2006. Graduado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Revisão de Texto pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB) e mestre em Sociolinguística Interacional, também, pela UnB. Tenho mestrado na área de texto e especialização em Revisão de Texto.

Já prestei serviço para as seguintes cidades do estado de Santa Catarina: Florianópolis, Itajaí, Joinville, Blumenau, São José.

Reviso TCCs, artigos, dissertações, teses, livros, pré-projeto de mestrado…

Para mais informações sobre o custo de meus serviços, envie-me um e-mail informando a quantidade de caracteres com espaços de seu trabalho (veja essa informação na barra inferior do Word, clique em Palavras. Em seguida, abrirá uma caixa de comentário com as especificações dos caracteres).

A seguir, compartilho com vocês exemplo de orçamento enviado a um cliente, para esclarecer um pouco mais sobre o meu serviço.

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Prezado cliente, boa tarde!

Custo
Revisão Crítica + Formatação (Conforma ABNT ou manual desejado) = 23 x 12,00 = 276,00 reais
Qual seria o manual?
Formas de pagamento
Pagseguro (parcelamento em até 24 vezes)
Boleto (à vista. Para emissão de boleto, envie cep, cpf, nome e endereço completo. O boleto será gerado com vencimento para um dia após a entrega do trabalho revisado).
Prazo de entrega
Segunda-feira, às 14 horas.
Para mais informações:
Estou à disposição.
Saudações.
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Professores são Revisores de Texto(s)?

Gosto de pensar que Professores, primeiramente, são Professores. “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Obviamente, muitas vezes, esses profissionais são levados a corrigir redações de alunos de escolas, especialmente Professores de Redação, sem, inclusive, serem pagos para isso.

Eu sempre trabalhei como Professor de Redação ou de Gramática (Língua Portuguesa), durante vários anos (geralmente, as escolas brasileiras segmentam a área de Língua Portuguesa em três: (1) Redação; (2) Língua Portuguesa (Gramática e Interpretação de Texto) e (3) Literatura. O item 3, geralmente, surge no Ensino Médio). E posso dizer que iniciei a minha prática como Revisor em sala de aula. No entanto, nunca pensei que essa prática me definisse como Revisor de Texto, especialmente porque existem vários tipos de revisores: alguns mais generalistas, alguns trabalham, apenas, com textos literários, publicitários, textos acadêmicos. E o olhar do Revisor, para cada gênero textual, jamais será o mesmo.

Em alguns casos, como Revisão de Teses de Doutorado e Dissertação de Mestrado, eu acredito que o Revisor precisa, minimamente, de um curso de mestrado, pois algumas peculiaridades do texto acadêmico somente podem ser observadas por aqueles que foram/são pesquisadores.

Portanto, eu defendo a formação na área de Revisão de Texto(s), pois Revisar não significa corrigir, simplesmente, textos de alunos. Esta pode ser uma área de Revisão de Texto, sim. Mas, mesmo ela, exige formação. Afinal, o que é Revisão de Textos? Quais parâmetros o professor utilizará para Revisar os textos de seus alunos? Especialmente diante do excesso de trabalho? E, definitivamente, o curso de Letras, (Língua Portuguesa) Licenciatura, não traz essa formação. Na verdade, a respeito do universo escolar, é mais comum o termo “correção de redação”.

Se as escolas, por exemplo, fizessem uma separação entre o Professor de redação e os ditos corretores de textos, como já observei algumas escolas fazerem (por meio de anúncio em jornal, e eles se referiam, especificamente, ao ofício de Revisão de Textos), talvez, o termo Revisor de Textos escolares pudesse ser mais próspero e significativo, pois haveria maior prestígio e segmentação desse profissional, que não se confundiria, na correria do dia a dia, com o Professor, que, além de preencher diários, corrigir provas, trabalhos, etc., tem de corrigir textos, geralmente em seu tempo livre, em casa, sem ser pago para isso.

Eu não me lembro de ter cursado, na graduação (licenciatura em Letras), nenhuma disciplina relativa a esse ramo de atuação. Na verdade, ouvi, na graduação, muita crítica sobre Revisão de Texto e sobre o Revisor, especialmente de linguistas. O próprio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) traz o termo “corretor/correção de redação” ao professor. Eu atuei e tive formação, há alguns anos, para revisar os textos do ENEM, e os próprios organizadores do processo, definitivamente, não se referem a esse ramo como Revisão de Texto, mas como correção de redação. Inclusive, eu deixo uma crítica neste texto, à época, ao sistema de correção do ENEM (que é falho), diante de um pagamento quase insignificante por redação para o Professor.

Quando comecei a cursar disciplinas do curso de Tradução, na Universidade de Brasília (UnB), comecei a escutar melhores dizeres sobre o Revisor de Textos. E me senti mais à vontade. No meio acadêmico, na área de linguística, esse profissional não parece ter muito espaço, é, na verdade, bastante criticado. Na verdade, será difícil retirar essa imagem negativa que muitos projetam no Revisor de Texto(s). Ele, ainda, infelizmente, é visto como “o bode expiatório de todas as culpas”. É o que merece pena de morte. Afinal, a culpa de nossos próprios erros nunca é de nós mesmos, mas sempre do outro.

Para piorar a situação, essa profissão não é regulamentada, o que gera vários mal entendidos sobre Revisão de Texto(s). A verdade é que existem vários tipos de Revisores, assim como existem vários tipos de médicos, vários tipos de advogados, cada um para uma área específica. Deve-se procurar, portanto, o profissional específico para cada gênero textual. Não se deve entregar um texto a qualquer um, a qualquer professor, a qualquer “REVIZOR”. Eu, por exemplo, sou Revisor desde 2006, e sou especialista em textos acadêmicos.

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Revisão de Texto: janeiro de 2019

Destacado

Trabalhos revisados em janeiro de 2019

Rodolfo de Oliveira Feitoza (graduado em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (UCB). A atividade de inteligência da polícia militar do Distrito Federal: combate e prevenção às ações terroristas. Educação Física. 2019. Serviço: Revisão Ortográfica e Gramatical. Revisão de Artigo científico.

Anthonio Games (graduado em Relações Internacionais pela UNITER em 2018, Pós-Graduado em Inteligência Policial – AVM). INASIS Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência – 2017. Revisão Ortográfica e Gramatical. Revisão de artigo científico. Portanto.

Anthonio Games. Biografia musical. Revisão Ortográfica e Gramatical. Revisão de biografia musical.

Sonia Rodrigues Martins. Universidade de Brasília (UnB). Programa de Pós-graduação de mestrado profissional em ensino de física. Mestrado nacional profissional em ensino de física. Sociedade brasileira de física. Introdução a tópicos de mecânica quântica no ensino médio. 2019. Revisão Ortográfica e Gramatical, Revisão Crítica e Formatação conforme ABNT. Revisão de Dissertação de mestrado. Portanto.

Alessandra Rezende Dutra de Andrade. Universidade de Brasília (UnB). Instituto de Psicologia. programa de Pós-graduação em processos de desenvolvimento humano e saúde. O acompanhamento não medicamentoso da criança diagnosticada com transtorno de déficit de atenção e Hiperatividade (TDAH). Revisão Ortográfica e Gramatical. Revisão de dissertação de mestrado.

Luiz Otávio Braga Paulon (Mestre em Direito Ambiental pela Escola Superior Dom Helder Câmara; especialista em Ciências Penais pela Faculdade Milton Campos – Nova Lima/MG; Delegado de Polícia da 2ª Delegacia de Crimes Ambientais de Belo Horizonte/MG; Professor de Direito Penal e Processo Penal do Instituto Belo Horizonte de Ensino Superior-IBHES; http://lattes.cnpq.br/5551904813260221. A (im)possibilidade jurídica da proteção dos animais não humanos como sujeitos de direito. Revisão Ortográfica e Gramatical, e Revisão Crítica. Revisão de artigo científico.

Gerenciamento de infraestruturas tecnológicas: uma abordagem aplicada à ciência de dados. Abdalla de Sá Lima. MBA em Ciência de Dados. Revisão Ortográfica e Gramatical. Revisão de artigo científico.

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Reescrita de Textos

Reescrita de Textos

Partindo da concepção de que a Revisão é um processo recursivo (Hayes & Flower, 1980; Collins & Gentner, 1980; Hinckel, 1991; Serafini, 1992; White & Arndt, 1995), mostrando a ideia do texto em progressão, observa-se a reescrita como oriunda dessa configuração; isto é, a reescrita nasce a partir de revisões efetuadas no texto. Segundo Gehrke (1993), a Reescrita de Textos é vista como um processo presente na revisão, como um produto que dá continuação a esse processo. Na verdade, é um produto que dá origem a um novo tipo de processo, permitindo uma nova fase na construção do texto.
De acordo com Gehrke (Op. cit.), a reescrita, muitas vezes, se confunde com a revisão, por estar presente no processo desta. Nesse momento, o autor está produzindo, ao mesmo tempo, a leitura de seu próprio texto, ou seja, está analisando, refletindo e recriando sobre sua construção 1.
Além de aprimorar a leitura, a reescrita auxilia a desenvolver e melhorar a escrita, segundo Chenoweth (1987), ajudando o aluno-escritor a esclarecer melhor seus objetivos e razões para a produção de textos. Nessa perspectiva, esse autor considera que reescrever seja um processo de descoberta da escrita pelo próprio autor, que passa a enfocá-la como forma de trabalho, auxiliando o desenvolvimento do processo de escrever do aluno.
Os estudos de Seguy & Tauveron (1991), sobre o discurso avaliativo de alunos, tendo seus próprios textos e o texto de um colega como análise, demonstram que as observações que levam à reescrita são, na sua maioria, relacionadas a aspectos formais, a correções gramaticais. Em levantamento sobre os comentários dos alunos, esses estudiosos evidenciaram que os termos utilizados para designar as operações de reescritura eram: “trocar, corrigir, apagar, organizar, retificar, modificar, continuar, juntar, ampliar, ordenar, desenvolver, melhorar, aumentar e precisar” (p. 134). Nota-se que esses termos refletem a visão de revisão e reescrita dos alunos envolvidos na pesquisa, sendo que a maioria diz respeito a reestruturações formais, a correções ortográficas.

MENEGASSI, Renilson José. Da revisão a reescrita: operações linguísticas sugeridas e atendidas na construção do texto. Mimesis, Bauru, v. 22, n. 1, p. 49-68, 2001.

Disponível em: http://caringtext.com.br/files/da-revisao-a-reescrita-operacoes-linguisticas-sugeridas-e-atendidas-na-construcao-do-texto.pdf

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Discurso direto e indireto

“Discurso direto e indireto

Outro expediente linguístico para mostrar diferentes vozes bem demarcadas no texto são o discurso direto e o indireto. Num texto, as personagens falam, conversam entre si, expõem suas ideias. Quando o narrador conta o que elas disseram, insere na narrativa uma fala que não é de sua autoria, cita o discurso alheio. O discurso direto e o indireto são procedimentos de reprodução do discurso das personagens.

Observe o texto que segue, extraído do romance Ana em Veneza, de João Silvério Trevisan:

Estavam agora diante de uma bandeja de queijos variados.

— Ah, o Brasil, essa imensa ilha… — dizia o conde Basuccello, entretido em cortar um pedaço de sbrinz dos Alpes.
— De fato — aparteou Nepomuceno — estamos muito isolados na América. A língua mas também…
— Oh, não. Não me refiro a isso, que não deixa de ser verdadeiro — retrucou o conde,
acabando de mastigar. — Falo de uma dessas ilhas utópicas cuja lenda se perde na noite dos tempos. Os senhores talvez não saibam, mas o nome Brasil em geografia já existe desde o período medieval.
— Mas o Brasil só foi descoberto bem depois… Não é mesmo, Herr Nepo? — admirou-se Júlia, entretida com um delicioso queijo stracchino lombardo.
— Sim, mas antes do atual Brasil já existia na Idade Média uma ilha chamada Brasil —
asseverou Basuccello. — Bem existiam muitas ilhas míticas imaginadas pelos povos de então.

Todas representavam o paraíso terrestre, onde não haveria discórdia nem velhice nem doenças ou morte. Eram tão perfeitas que seus habitantes não precisavam sequer trabalhar para comer.

Numa dessas ilhas, imaginem, as frutas caíam do pé pontualmente às nove horas, para poupar os homens do trabalho de colhê-las.

João Silvério Trevisan. Ana em Veneza. 2. ed. São Paulo, Best Seller, (1994). p. 465-6.
Nesse texto, o narrador indica a fala das personagens, dizendo dizia o conde Basuccello, entretido em cortar um pedaço de sbrinz dos Alpes; aparteou Nepomuceno; retrucou o conde, acabando de mastigar; admirou-se Júlia, entretida com um delicioso queijo stracchino lombardo; asseverou Basuccello, e como que passa a palavra a elas, o conde Basuccello, Nepomuceno e Júlia, e deixa-as falar. O discurso direto é o modo de citação do discurso alheio em que o narrador indica o discurso do outro e, depois, reproduz literalmente a fala dele.

As marcas do discurso direto são:

a) a fala das personagens é anunciada por um verbo (no nosso exemplo, dizia, aparteou, retrucou, admirou-se, asseverou) denominado verbo de dizer (outros exemplos são responder, retorquir, replicar, acrescentar, obtemperar etc.), que pode vir antes, no meio ou depois da fala da personagem (no nosso caso, veio depois ou no meio) ou ainda estar subentendido (depois da fala de uma personagem, o simples fato de aparecer outro travessão indica que outra personagem tomou a palavra); portanto
b) a fala das personagens aparece nitidamente separada da fala do narrador por aspas ou por dois-pontos e travessão;
c) os pronomes pessoais e possessivos, os tempos verbais e as palavras que indicam tempo e espaço, como, por exemplo, pronomes demonstrativos e advérbios de lugar e de tempo, são usados tendo como referência tanto o narrador como as personagens: assim tanto o narrador como as personagens dizem eu, denominam a pessoa com quem falam tu, chamam o espaço em que cada um está aqui e em função dele organizam os demais espaços (aí, lá), marcam o tempo em que cada um fala como agora e a partir dele ordenam os outros tempos. Portanto, 

Observe agora o fragmento do conto “O inimigo”, de Rubem Fonseca, que aparece abaixo:

É segunda-feira; estou triste pois no domingo cheguei para Aspásia e recitei para ela em espanhol, “La casada infiel”; depois de ouvir sorridente o que deveria (achava eu) comovê-la até as lágrimas, ela encerrou o assunto dizendo que o meu espanhol era nojento. 

Rubem Fonseca. Contos reunidos. São Paulo, Companhia das Letras, 1994. p. 58.

Nesse caso, o narrador, para citar o que Aspásia lhe disse, usa outro procedimento: não dá a palavra à personagem, mas comunica, com suas palavras, o que ela disse. A fala de Aspásia não chega diretamente ao leitor, mas por via indireta, isto é, por meio das palavras do narrador. Por essa razão, esse expediente chama-se discurso indireto.

As principais marcas do discurso indireto são:

a) o que a personagem disse vem também introduzido por um verbo de dizer;
b) o que a personagem disse constitui uma oração subordinada substantiva objetiva direta do verbo de dizer e, portanto, é separada da fala do narrador por uma partícula introdutória, que pode ser uma conjunção como o que ou o se (Ele disse que não sabe), um advérbio (Não disse onde estará) ou um pronome interrogativo (Pergunto por que ele não veio);
c) como apenas o narrador toma a palavra, apenas ele diz eu; somente a pessoa com quem ele fala é designada por tu; só o lugar onde ele está é chamado aqui e, a partir dele, os demais espaços são organizados; apenas o tempo em que ele fala é marcado como agora e em função dele são ordenados os outros tempos.

Façamos um confronto entre a citação da mesma fala alheia em discurso direto e em discurso indireto:

Pedro disse:
— Eu estarei aqui amanhã.

No discurso direto, a personagem Pedro toma a palavra, depois da introdução feita pelo narrador, dizendo eu; aqui é o lugar em que ela está; amanhã é o dia seguinte ao dia em que ela fala.

Se passarmos essa frase para o discurso indireto ficará assim:
Pedro disse que estaria lá no dia seguinte.

No discurso indireto, eu passa a ele, porque indica não mais quem fala, mas alguém a respeito de quem o narrador diz alguma coisa; estaria é futuro do pretérito, que é um tempo que indica posterioridade em relação a um momento pretérito, indicado por disse, e não posterioridade ao momento presente em que a personagem está falando, como o faz estarei; lá é o espaço em que está a personagem — distinto do aqui em que se acha o narrador; no dia seguinte é o dia posterior ao momento pretérito em que se deu a fala da personagem.

Na passagem do discurso direto para o indireto, deve-se observar o seguinte:

a) as frases que, no discurso direto, têm a forma interrogativa, exclamativa ou imperativa convertem-se, no discurso indireto, em orações declarativas: Portanto
Ela me perguntou:
— Quem está aí?
Ela me perguntou quem estava lá.

b) as interjeições e os vocativos do discurso direto desaparecem no discurso indireto ou seu valor semântico é explicitado, isto é, traduz-se o significado que eles expressam:

O papagaio disse:

— Oh! Lá vem a raposa.

O papagaio disse admirado [explicitação do valor semântico da interjeição oh] que ao longe vinha a raposa.

c) se o discurso citado (fala da personagem) comporta um eu ou um tu que não se encontram entre as pessoas do discurso citante (fala do narrador), eles são convertidos num ele; se os pronomes demonstrativos (este, esse, aquele) e os advérbios de espaço (aqui, aí, lá) do discurso citado não corresponderem aos do discurso citante devem ajustar-se a estes: Portanto 

Pedro me disse lá em Paris:

— Aqui eu estou sentindo-me bem, pois nesta cidade tudo é bonito.
Pedro me disse em Paris que lá ele estava se sentindo bem, pois naquela cidade tudo era bonito.

Eu converte-se em ele, porque Pedro, a personagem que disse eu em discurso direto, não é a pessoa que fala no discurso citante, mas é a pessoa de quem se fala. Aqui e nesta transformamse, respectivamente, em lá e naquela, porque no discurso citado indicam o lugar em que estava Pedro, quando falou, mas, como agora o narrador está falando de outro lugar, Paris é indicado por lá, e o advérbio de espaço e o pronome demonstrativo têm de se ajustar a esse lugar.

d) se as pessoas do discurso citado, isto é, da fala da personagem, têm um correspondente no discurso citante, seu estatuto é o mesmo neste último:

Maria declarou-me:
— Eu te amo.

Maria declarou-me que me amava”.

SAVIOLI, Francisco Platão & Fiorin, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006

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