Exercícios sobre crase

  • Lista de exercícios crase
    01. Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:
    a) Um rapazito de paletó entrou na rua e foi perguntar à Machona pela Nhá Rita. (Aluísio Azevedo)
    b) José Cândido não tinha nem a cor nem o título convenientes à sua filha. (R. Braga)
    c) Mas o peru se adiantava até à beira da mata. (G. Rosa)
    d) Todos, às vezes, precisam ficar bêbados, e por isso bebem. (R. Braga)
    e) (…) evitei acompanhar Dr. Siqueira em suas visitas vespertinas à nossa bem amada. (J. Amado)
    RESPOSTA: D
    02. Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?
    I. E entre o sono e o medo,ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual____ que ouvira
    em
    Limoeiro. (J. Lins do Rego)
    II. Habituara-se ______ boa vida, tendo de um tudo, regalada. (J. Amado)
    III.Depoisdomeutelegrama(lembram:otelegramaemquerecuseiduzentosmil-réis___(pirata),a
    “Gazeta”
    entrou a difamar-me. (G. Ramos)
    IV. Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer _____.
    (Millôr Fernandes)
    a) àquele, aquela, aquele, aquilo
    b) àquele, àquela, aquele, aquilo
    c) àquele, àquela, aquele, àquilo
  • d) àquele, àquela, àquele, aquilo
    e) aquele, àquela, aquele, aquilo
    RESPOSTA: D
    03. (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório.
    a) a / a / à
    b) a / à / à
    c) à / a / a
    d) à / à / à
    e) à / à / a
    RESPOSTA: C
    04. (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:
    a) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo.
    b) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César.
    c) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós.
    d) Já não agrada ir à Brasília. A gasolina…
    e) nenhuma das alternativas está errada.
    RESPOSTA: C
  • 05. (ESAN) Das frases abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:
    a) Devemos aliar a teoria à prática.
    b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.
    c) Puseram-se à discutir em voz alta.
    d) Dia à dia, a empresa foi crescendo.
    e) Ele parecia entregue à tristes cogitações.
    RESPOSTA: A
    06. (ABC – MED.) Nas alternativas que seguem, há três frases, que podem estar corretas ou não. Leia-as
    atentamente e
    marque a resposta certa:
    I. O seu egoísmo só era comparável à sua feiúra.
    II. Não pôde entregar-se às suas ilusões.
    III. Quem se vir em apuros, deve recorrer à justiça.
    a) Apenas a frase I está correta.
    b) Apenas a frase II está correta.
    c) Apenas as frases I e II estão corretas.
    d) Apenas as frases II e III estão corretas.
    e) As três frases estão corretas.
  • RESPOSTA: E
    07. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período: ____ noite estava clara e
    os
    namorados foram _____ praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ____ terra.
    a) Á / à / à
    b) A / à / à
    c) A / a / à
    d) À / a / à
    e) A / à / a
    RESPOSTA: E
    08. (ITA) Analisando as sentenças:
    I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
    II. Não fale tal coisa as outras.
    III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
    IV. Não ligo aquilo que me disse.
    Podemos deduzir que:
  • a) Apenas a sentença III não tem crase.
    b) As sentenças III e IV não têm crase.
    c) Todas as sentenças têm crase.
    d) Nenhuma sentença tem crase.
    e) Apenas a sentença IV não tem crase.
    RESPOSTA: A
    09. (ABC – MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:
    a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
    b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
    c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
    d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
    e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.
    RESPOSTA: D
    10. (FUVEST) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte:
    “Maria pediu ____ psicóloga que ____ ajudasse ____ resolver o problema que ___ muito ____ afligia.”
    a) preposição (a)
    b) pronome pessoal feminino (a)

Uso indevido do pretérito mais que perfeito

Tenho recebido muitos textos (acadêmicos, literários, jurídicos), para revisão, em que os autores utilizam, indevidamente, o tempo verbal pretérito mais que perfeito em vez do pretérito perfeito. E esse uso, inclusive, nem chega a ser justificável com o argumento de que é uma variação linguística informal, tampouco chega a ser um registro da fala cotidiana ou da fala formal (tenho lembranças em relação ao uso do pretérito mais que perfeito, somente, em textos literários).

Talvez em virtude de algumas falácias que surgiram sobre o fato de escrever bem ser sinônimo de seguir, à risca, os escritos literários brasileiros de outras épocas, as pessoas tenham formulado essa “hipercorreção” ao redigirem períodos como este:

O direito de propriedade fora estabelecido como a base do sistema da livre iniciativa (art. 170), uma garantia individual (art. 5º, XXII), mas que deverá cumprir com sua função social (art. 5º, XXIII).

O uso da forma verbal “fora”, nesse caso, está indevido (a forma adequada seria “foi”). Deve-se utilizar o pretérito mais que perfeito em relação a uma outra ação que já ocorreu:

No dia seguinte, antes de me recitar nada, explicou-me o capitão que só por motivos graves abraçara a profissão marítima…” (Machado de Assis).

As pessoas pensam que o pretérito mais que perfeito “soa mais bonito”, mais poético e trazem a justificativa, para usá-lo, equivocadamente, de que estão seguindo os clássicos, que dominam o uso correto da Língua Portuguesa (vale lembrar que a norma de prestígio vigente na época desses autores é um pouco diferente das NORMAS de prestígios vigentes hoje, embora vários gramáticos insistam em trazer exemplos, que poucos entendem, de autores clássicos para justificar algumas regras do Português Contemporâneo).