Sobre Anderson Hander Brito Xavier

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O que é o amor?

O que é o amor?

Há quem acredite que o amor, simplesmente, não existe. Entre eles, inclusive, vários cientistas. Essa, na verdade, é uma longa discussão. Alguns afirmam que o ser humano é tão egoísta que, de fato, não seria possível amar outro pessoa, mas sim o que a outra pessoa proporciona (ou seja, ama-se o que se sente e não o outro). De qualquer maneira, a sociedade tem muito a ganhar com a disseminação da ideia de amor, exista ele ou não. Especialmente se pensarmos no discurso de cidadania relacionado ao “amor ao próximo”.

O que é o amor?

Na verdade, o amor se refere ao lado consciente da percepção de nossas emoções. Nós sentimos várias emoções. Essas emoções podem ser desencadeadas em virtude de questões biológicas ou mesmo sociais.

Na idade clássica, o amor era sinônimo de loucura. Na verdade, ele está muito relacionado, também, a um processo de construção social de cada cultura.

Há ainda aqueles que afirmam que amor só é possível se é recíproco, o que já é uma questão bastante subjetiva, mas faz sentido, afinal, talvez o único amor que seja de “mão única” é o amor próprio, mas, com certeza, deve haver alguma contribuição social nesse processo, afinal, nós só nos constituímos sujeitos na interação com um outro.

Não parece haver, também, uma universalização do amor, mas vários manifestações desse sentimento: amor de mãe, amor próprio, amor ao próximo, amor à vida, amor platônico…

Em todos os casos, eles são sentimentos conscientes de quem diz que ama. O problema dessa definição é que as pessoas podem confundir sensações e outros sentimentos com amor e, nesse sentido, muitos podem se apaixonar pelo “motivo errado”.

Quando cursei uma disciplina do curso de psicologia (psicologia social), lembro-me de estudar um capítulo sobre o amor, que trazia um exemplo muito significativo a respeito dessa minha afirmação (8 anos se passaram e eu ainda me lembro desse exemplo, chegou a cair na prova rsrs).

Caso hipotético: uma garota dirige, à noite, sozinha, por uma estrada. De repente, ela percebe que o pneu de seu carro está furado e o para na pista. A moça fica desesperada naquele momento e começa a sentir várias emoções, o que é natural do ser humano, inclusive, por uma questão biológica. Ela começa a suar, a respirar forte e a ficar mais agitada. Muitas coisas passam pela sua cabeça, tem medo de ser assaltada, abusada na estrada.

De repente, para um outro carro ao seu lado. Sai do carro um homem alto, jovem, bonito e muito gentil. Pergunta a ela o que houve e diz que irá ajudá-la. Naquele momento, o coração da garota para de bater tão aceleradamente, ela respira mais de vagar e fica mais calma. Aquela sensação toda de medo passa, e a imagem daquele galã mistura-se à ideia de um “heroi”.

Posteriormente, ela descobre que aquele homem estuda na mesma universidade que ela. Eles trocam telefones, marcam um jantar e acabam iniciando, meses depois, um namoro. Muitos diriam que esse sentimento foi construído entre os dois, mas imagine que a garota diga para todos que ela o ama desde o primeiro dia em que o viu. Não seria difícil de compreender o porquê dessa afirmação. A garota, na verdade, atribuiu a sensação biológica de seu corpo ao que muitos chamam de amor, naquele primeiro momento de desespero, e interpretou esse sentimento como amor.

Não é por acaso, também, que muitas pessoas fazem coisas horríveis por amor e dizem que “amam”. Elas estão, na verdade, atribuindo alguma emoção a esse sentimento ou alguma sensação próxima a ele. É por isso que as pessoas dizem que amor e ódio estão próximos, pois ambos esses sentimentos são muito intensos e podem se mesclar. Além disso, o susposto “ódio” também pode revelar uma negação (ou tentativa de esconder) o que se sente por vergonha ou por algum outro mecanismo de defesa.

Não é difícil de entender, dessa maneira, o que eu quero dizer com “as pessoas se apaixonam, muitas vezes, pelos motivos errados”. Sabe aquele ditado: “será que é amor ou gás” rsrsrs? Aquele famoso desenho da década de 90: “o fantástico mundo de Bob” já abordava o assunto. De fato, isso faz muito sentido, o que significa que devemos estar conscientes para compreender as nossas emoções. Não quero dizer que elas são falsas, ou que são atribuídas, sempre, a motivos errados. É preciso saber, no entanto, compreender os nossos sentimentos, o que permitirá maior controle e conhecimento de nós mesmos.

Dormir com animais de estimação na cama?

Dormir com animais de estimação na cama?

Não é muito incomum encontrar donos de animais de estimação que dormem com os seus gatos, cachorros etc. Já tive muitos animais, tartaruga, cachorro, gato, coelho, periquito… mas nunca fui permitido pela minha mãe manter os animais dentro de casa. Lembro-me, apenas, de ela permitir que uma cachorrinha que nós tivemos dormisse dentro de casa, mas ela era tão bem cuidada e pequena, que não afetava muito a nossa rotina. Quando eu era pequeno, eu não gostava da atitude dela, hoje, adulto, eu concordo com ela, mas sou um pouquinho mais desleixado.

Hoje tenho um gatinho de estimação e, de vez em quando, ele se aventura a dormir na minha cama, especialmente quando eu já estou dormindo. Quando acordo, ele está ao meu lado e já não vale mais a pena tirá-lo (principalmente, quando olho para ele :D). Nunca tive muitos problemas com isso, mas tenho medo de pegar alguma doença. Por isso, não sou daqueles que lambem a boca de cachorro, gato rsrs, servem comida para animais nos pratos que comem, tampouco durmo com eles. E me preocupo bastante com questões de higiene. E, sim, o meu gato entra, MINIMAMENTE, na minha rotina de limpeza, porque eu vivo em uma casa (e ele também), e não na “selva/floresta”.

As pessoas dizem que, por exemplo, os gatos são animais muito limpos, mas, ainda assim, eu prefiro manter uma certa “distância”. Vejo o meu gato fazer as necessidades dele na caixinha, mas, às vezes, ele encosta as patinhas, o que é extremamente natural, nas pedras da caixinha, onde ele urinou e defecou… é um pouco nojento imaginar que ele passa pela caixinha e de lá vai a minha cama rsrs. Então, nunca permiti que o meu gato dormisse comigo por essa razão (mesmo que ele se limpe, se lamba e que ele se mantenha “limpo”).

Em casa, eu cuido do Pequizinho da seguinte maneira: ao menos, a cada vinte dias, ele toma banho. E, ao menos uma vez por semana, limpo as patas dele. Também passo talco para gatos nele, quando ele toma banho, e jogo um pouco, também, onde ele dorme. Sei que gatos não precisam de tantos cuidados, como o ser humano, em relação à limpeza, mas é preciso ter cuidado básicos de higiene, sim. Afinal, a minha casa, que não é uma “selva/floresta”, não é o habitat natural dele, é a minha casa, onde vive um ser humano (acho super nojento a casa de pessoas com cheiro de urina de cachorro e de gato :S, e que não estão nem ai para questões básicas de higiene).

Há um grupo de pessoas que defendem esse discurso de que gato é gato, bla bla bla, “respeite o seu animal”… Eu gosto de meu gato, mas a minha casa não é o habitat natural dele. Eu tento deixá-lo confortável, mas não gosto desse discurso fajuto contemporâneo de que “os gatos precisam se expressar naturalmente como o são em todos os sentidos”. Sou um pouco conservador nesse sentido; animal para mim, mesmo que eu os respeite (eu não os maltrato, cuido deles, saio para passear, eu os alimento, e o custo não é baixo, dou carinho, dou atenção, levo ao veterinário e me importo), é animal, diferentemente de pessoas.

Acho interessante alguns ativistas utilizarem esse discurso para os animais, mas não darem a menor importância, às vezes, para a sua própria raça, a raça humana. Há pessoas que tratam gatos, cachorros etc. como se estes fossem “deuses” ou como se regras não fossem aplicadas a eles, porque são “bonitinhos demais para isso”. Até as pessoas precisam de regras. Interessante é que, quando há alguém na rua passando forme, em condições precárias de existência, não fazem nada e não se importam (é bonitinho levar um gatinho para casa, uma “criatura indefesa”, mas um ser humano, não… Preferem adotar um gato a adotar uma criança ou investir dinheiro para ajudar pessoas que precisam. Muitas dessas pessoas são extremamente antissociais e têm uma sensibilidade com animais, que, para mim, não passa de “faixada”.  [Desabafo].

Já ouvi muitas pessoas dizerem para não misturar a minha higiene pessoal com a dos gatos (e eu o faço, até porque, se fosse misturar a minha higiene com a do Pequizinho, ele tomaria banho duas vezes ao dia, escovaria os dentes 3 vezes ao dia com dois tipos diferentes de escova e pasta de dente, faria uma limpeza nos dentes ao menos uma vez ao ano, passaria perfume, usaria roupas (e eu faria todo um ritual de limpeza para lavá-las rsrs)… Outro dia, contratei uma “babá de gatos” para cuidar do Pequizinho, quando viajei. Ela era uma dessas pessoas que acreditam nesse discurso de que “gato é ser humano”. Quando voltei em casa, a minha casa parecia um chiqueiro, ela chegou a ensinar o Pequizinho a beber água na torneira da pia (eu troquei a torneira da pia depois disso e fiquei semanas ensinando o Pequizinho a beber água novamente na vasilha dele, que eu lavo todos os dias e coloco água fresca).

Eu, também, acredito que seja importante, de vez em quando (uma vez ao mês), uma limpeza profunda com um desinfetante muito forte que é utilizado em clínicas de cirurgia veterinária (tiro o Pequi de perto porque o produto é muito forte, nem eu aguento).

Há uma outra questão a ser levada em consideração a respeito do fato de seres humanos dormirem com animais; para o caso dos gatos, imagine que o seu animal seja criado mais solto, na rua, e que tenha contato com outros animais que vivem na rua (é simplesmente insano dormir com o seu animal, por favor. O seu animal pode lhe transmitir uma série de doenças, ter infecções, especialmente em virtude de comer alimentos em mal estado pela rua). Mesmo que você cuide de seu gato, você estará sujeito(a) a doenças como a toxoplasmose.

 É preciso conhecer os hábitos de seus animais bem como se atentar para onde eles passam a maior parte do dia, o que comem, como é a saúde deles, para decidir dormir ou não com eles. Sou mais conservador nesse sentido, do ponto de vista da higiene, eu acredito que dormir com animais não faz bem para a nossa saúde (talvez faça para a nossa saúde mental).

Memorização na escola

Memorização na escola

A escola contemporânea privilegia, entre os seus vários métodos e mecanismos, em virtude, especialmente da tecnologia, a memória. O privilégio da memorização na escola, com aulas direcionadas ao próprio mercado e a fórmulas para conseguir o sucesso na vida contemporânea são reflexos de nossa própria sociedade. O mal de memória impede que os alunos desenvolvam pensamento crítico, pois há espaço apenas para armazenamento de informação: “as crianças de hoje se apresentam como seres completos e bem definidos. São consumidores, aos quais é preciso estimular, agradar, escutar e compreender. A crise se intensificou, impulsionada pela popularização dos dispositivos móveis de conexão às redes informáticas[1]”.

A tecnologia na escola chegou para ocupar mais espaço na memória dos alunos e também para dispersá-los. As redes atravessam as paredes na escola e o conhecimento, a reflexão e a crítica tomam segundo plano em função das interações virtuais. Professores têm de competir durante suas aulas com aparelhos eletrônicos e com os ídolos dos alunos, que são armazenados em celulares por meio de vídeos e arquivos de música.

[1] Acessado em 15/02/2014. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/70597-escola-troca-formacao-de-cidadao-pela-capacitacao-de-clientes.shtml

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