Etapas para publicação de livro

Etapas para publicação de livro

Etapas para publicação de livro

Um livro, assim como todo texto, constitui um processo árduo que envolve várias etapas.

  1. Redação (escrever o livro)

Esta é a etapa inicial em que o autor refletirá sobre a história, organização dos capítulos, narrativa, tempo da narrativa, entre outros aspectos. Poderá ser elaborado pelo próprio autor ou por um Ghost Writter (em casos que o autor não se sinta à vontade para escrever e precise de um intermediário).

É importante ter em mente que essa etapa nunca é definitiva. Escrever é um processo que envolve forma e conteúdo. Em um primeiro momento, conciliar esses dois mecanismos para redigir o texto é muito complexo. Alguns autores deixam fluir as ideias e depois preocupam-se com forma. As ideias precisam ser bem pensadas, organizadas e articuladas à proposta do livro. Além disso, o autor precisa ter em mente qual será o público-alvo do livro e adequar a linguagem do livro a este.

2. Editoração

Ainda seria possível encaminhar, na etapa de redação da história, o material para análise de um Revisor. Ele pode conferir capítulos, analisar títulos, conferir o tempo verbal utilizado na narrativa e fazer apontamentos/sugestões. Intitulo essa etapa, em relação à oferta de meu serviço, de Revisão Crítica (conheça mais: http://criteriorevisao.com.br/revisao-de-texto/).

3. Revisão de Texto

Nessa etapa, o texto precisa ser revisado por alguém que não o tenha escrito, um terceiro, um novo olhar à obra. Esse olhar poderá ser tanto em relação à forma (questões ortográficas e gramaticais) quanto ao conteúdo, se o autor desejar opiniões, impressões de terceiros. O material será preparado para que seja adequada conforme a linguagem que o livro demanda, bem como deverão ser observadas: estruturação de parágrafos, pontuação, uso de crase, ortografia e questões gramaticais. Também poderão ser observadas questões relacionadas à coesão e à coerência do texto e o autor poderá solicitar, ainda, uma leitura mais crítica e detalhada da obra para refinamento, caso o livro não tenha passado pela etapa anterior que mencionei.

4. Uniformização de caracteres/padronização

Essa etapa não é muito observada por autores e editoras, mas é de fundamental importância que haja um olhar direcionado a padronização de caracteres no livro, o que não constitui o serviço de Revisão de Texto, tampouco de diagramação. Esse serviço é muito específico e exige olhar de profissional especializado. É preciso observar o uso de itálico na obra em determinados vocábulos, uniformizar o uso de siglas, iniciais minúsculas e maiúsculas, travessão, meia-risca, hífen… há uma série de caracteres que precisam ser observados e padronizados conforme o uso destes no material a ser publicado (não intitulo esse serviço de padronização em meu site, mas de Revisão Crítica). A padronização à qual me refiro em meu site (2,00 reais por lauda) refere-se a manuais de trabalhos acadêmicos. Uniformização de caracteres e padronização de livros são serviços oferecidos no caso de Revisão Crítica.

5. Diagramação

Nessa etapa, serão discutidas questões relativas à organização visual do livro e como esta se articula a questões gramaticais (é o chamado Projeto Gráfico). Discutem-se cores, fontes, destaques, marcadores para organizar o livro, layout de página, formato de página, ilustrações, capa e orelha.

Essa etapa também constitui um processo que, geralmente, pode passar de 30 dias, considerando-se, por exemplo, um livro de 200 páginas. Após a finalização dessa etapa, é preciso verificar como o texto ficou e discutir ajustes e detalhes finais.

Após essa etapa, iniciam-se os diálogos com as gráficas e editoras.

6. Definição sobre publicação com editora e direitos autorais

É importante estabelecer se a obra será publicada de maneira independente ou se será financiada, por exemplo, por alguma editora. A diferença é que obras independentes custam mais e, geralmente, não precisam de registro de ISBN, o processo é menos burocrático. Mas muitos clientes preferem, mesmo que a obra seja publicada de maneira independente, que o livro esteja ligado a uma editora, bem como tenha ISBN, parece que isso traz toda a magia da publicação em si.

Se a obra for publicada por uma editora, eles geralmente ficam com uma parcela das vendas da obra e têm determinados direitos, é preciso consultar um advogado a respeito dessa etapa.

Nesse momento, também é importante verificar questões relacionadas a direitos autorais sobre a venda e divulgação da obra para evitar surpresas. É preciso verificar essas etapas para que o livro não contenha trechos plagiados, imagens de terceiros, ou conteúdo de diagramador que não foi mencionado na folha de rosto do livro, foto da capa realizada por fotógrafo…

Sugiro que sejam consultados advogados especializados nessa área para evitar problemas no futuro. Por exemplo, inserir uma imagem qualquer na obra, sem verificar essas questões pode trazer sérios problemas no futuro. A própria questão da arte de diagramação deve ser discutida, pois diagramadores exigem, às vezes, direitos sobre elas.

7. Ficha catalográfica

Se o seu livro for publicado por uma editora, dependendo, eles podem ter algum profissional capacitado para elaborar a Ficha Catalográfica. No caso de publicações independentes, é importante procurar um profissional. Autores até podem conseguir fazer uma ficha catalográfica, mas o processo é muito complexo e exige conhecimentos de um especialista. Além disso, é importante cadastrar o livro no sistema de biblioteca nacional, que inclui o ISBN (editoras podem dar consultoria sobre essas etapas ou profissionais de biblioteconomia ou arquivologia). A Ficha catalográfica seve para que este seja catalogado na Biblioteca Nacional. Além disso, há uma outra etapa importante na publicação, que está relacionada aos direitos sobre o livro, que consiste em enviar uma cópia deste à Biblioteca Nacional e abrir um registro nesta com as publicações do autor.

8. Prova de material impresso

Após todas essas etapas (que podem durar meses e até anos), o livro será encaminhado para uma gráfica. Geralmente, nesse processo, é importante a intervenção do diagramador, que oferece serviço de consultoria gráfica para que o material seja impresso com qualidade e para verificar o processo e qualidade de impressão. Nesse momento, a gráfica envia uma boneca de todo o material impresso para que seja verificado como ficou (o envio da “boneca”, que constitui um exemplar impresso da obra, mas não completamente estrutura, geralmente, é gratuito).

Após essa etapa, é importante conferir o material impresso, divulgá-lo, se for o caso, distribui-lo e aguardar as críticas. Se houver algum problema percebido após a impressão ou inadequação, elas só poderão ser ajustadas em uma outra edição, o que geralmente acontece, especialmente em relação a questões gramaticais. Isso revela o texto como um processo sempre inacabado, construído e não absoluto e definitivo como muitos interpretam.

Orações coordenadas: lista de exercícios

LISTA DE EXERCÍCIOS – ORAÇÕES COORDENADAS

  • Questão 1

O período composto por coordenação é retratado por orações que não mantêm dependência sintática entre elas, isto é, somente são ligadas pelo uso da conjunção.

Assim sendo, demonstre seu conhecimento elaborando uma oração para cada modalidade solicitada:

a- aditiva
b- adversativa
c- alternativa
d- explicativa
e- conclusiva

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  • Questão 2

Verifique o código em evidência, empregando-o corretamente de acordo com os casos expressos pelas orações a seguir:

A – coordenada aditiva
B – coordenada adversativa
C – coordenada alternativa
D – coordenada explicativa
E – coordenada conclusiva

a- Não fomos ao aniversário, porém trouxemos o presente (   ).
b – Ou tentas se qualificar melhor, ou serás demitido (   ).
c – Conseguimos obter um ótimo resultado, pois nos esforçamos bastante (   ).
d- A garota não compareceu à aula porque estava doente (   ).
e – Viajamos muito e chegamos exaustos.
f – Não vejo importância neste tema, portanto encerraremos a reunião.
g – Não gosto de sua atitude, todavia não lhe trato mal.

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  • Questão 3

(Marília) Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva:

a – Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.
b – Os meninos ora brigavam, ora brincavam.
c – Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco.
d – Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.
e – Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.

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  • Questão 4

Analise as orações expostas e procure construir períodos compostos por coordenação utilizando-se de conectivos apropriados. Atenha-se para as alterações que se fizerem necessárias:

a- Não me esforcei muito. Obtive um bom resultado.
b- Precisamos nos apressar. O voo já está quase partindo.
c- Ora tens uma opinião. Ora outra.
d- Não comparecemos à estreia do filme. Estávamos trabalhando.
e- O acidente foi terrível. Não houve vítimas fatais.
f – Mariana estuda. Mariana toca no coral de sua igreja.

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  • Questão 5

Observe o seguinte excerto poético e em seguida atente-se para as questões que a ele se referem:

“As horas passam, os homens caem, a poesia fica” (Emílio Moura)

a – Estamos diante de um período, pois o mesmo é formado por várias orações. Como ele se denomina? E por quê?

b – As orações que o compõem são coordenadas sindéticas ou assindéticas? Justifique.

c – Reescreva os versos introduzindo as conjunções coordenadas que melhor se adequarem à ideia expressa.

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Respostas

  • Resposta Questão 1

a –  Discutimos sobre assuntos pendentes e sugerimos melhorias.
b – Não aprovo suas atitudes, porém não lhe maltrato.
c – Ou aproveitas a oportunidade, ou ficarás sem o emprego.
d – Aquela turma foi a contemplada com o prêmio, pois fizeram por merecê-lo.
e – Não estou disposta para sair, logo, terás que ir sozinho.

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  • Resposta Questão 2

B; C; E; D; A; E; B.

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  • Resposta Questão 3

Alternativa “A”.

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  • Resposta Questão 4

a – Não me esforcei muito, porém…
b – Precisamos nos apresar, pois o voo…
c – Ora tens uma opinião, ora outra.
d – Não comparecemos à estreia do filme, porque…
e – O acidente foi terrível, porém…
f – Mariana estuda e toca…

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  • Resposta Questão 5

a – Denomina-se período composto por coordenação, pois não há relação de dependência sintática entre as orações.
b – Assindéticas, porque não há a presença de conectivos ligando-as.
c – As horas passam, os homens caem e a poesia fica.

 

Conflitos entre orientadores e orientandos?

Orientando e orientador conflitos

Conflitos entre orientadores e orientandos?

Está tendo problemas com o seu orientador(a)? Infelizmente, a academia tornou-se um local de egos e não de pesquisadores. Muitas vezes, alguns orientadores, com o intuito de (des)orientar o estudante de mestrado ou doutorado, acabam impondo aquilo que eles acreditam e gostariam nos trabalhos dos estudantes (desde escolha de títulos a delimitação do recorte temático de pesquisa, bem como seleção de referências), não aceitando nada que fuja à linha de pesquisa deles, o que, às vezes, pode limitar o desenvolvimento dos estudantes de pós-graduação. Já ouvi dizer que isso é uma recomendação da Capes, mas não sei, de fato, se essa informação procede. De qualquer maneira, compreendo que um orientador, ainda mais no Brasil, teria de ser muito desapegado de questões ideológicas para deixar o orientando seguir o seu próprio caminho acadêmico. Alguns deles tornam-se entraves à ciência, pois não formam, de fato, pesquisadores críticos e autônomos (isso é uma longa discussão em relação à docência superior, fica a sugestão de discussão para outro post (também preciso pesquisar, para compreender, de fato, os entraves da docência superior no Brasil hoje).

Por outro lado, muitos orientandos, que ainda não têm autonomia para desenvolverem por si só pesquisas, talvez não tenham, ainda, como estar conscientes de suas próprias escolhas em relação a questões ontológicas e epistemológicas de suas pesquisas. O orientador, nesse sentido, é, de certa forma, responsável também pelo trabalho do orientando. Ás vezes, as imposições do orientador(a) podem ser necessárias para evitar problemas, especialmente com os futuros membros da banca examinadora. É preciso que a relação entre orientador e orientando seja muito engajada, e que os orientandos conheçam muito bem as linhas de pesquisas dos orientadores. Não faz sentido, por exemplo, ser orientado por um Professor de uma vertente de pesquisa que não interessa o orientando.

Ser sincero com o orientador em relação às falhas e manter diálogo fluído para que este também posicione-se dessa maneira são fundamentais para o bom desenvolvimento do próprio estudante e da pesquisa. Se não houver alinhamento entre o orientando e o orientador em relação a determinadas correntes de estudo ou em relação a determinados posicionamentos científicos, ou se o orientando acreditar que o orientador não lhe dá o suporte necessário (como nós sabemos que ocorre) talvez seja o caso de procurar outro orientador (se houver tempo). Se há problemas durante a orientação, é preciso haver diálogo entre orientando e orientador(a). Ás vezes, é melhor que isso aconteça. Se for o caso, um co-orientador pode, também, ser bem-vindo, embora isso possa ferir o ego de muitos orientadores ( optar pelo bom senso nessas horas é fundamental. O diálogo com o orientador é importante, não vale a pena guardar rancores nessas interações. É importante deixar tudo claro e agir de maneira profissional, afinal, essa relação motiva-se de um fundamento objetivo).