Atribuições do Revisor de Textos

Atribuições do Revisor de Textos

O que esse profissional faz? Quais os limites da profissão? Aliás, é profissão? Quais são as atribuições de um Revisor de Textos? Neste post, respondo a todos esses questionamentos.

Revisão de Textos é uma profissão, embora não seja muito conhecida e prestigiada. É realizada, geralmente, por profissional formado em Letras ou em Jornalismo. Segue uma lista de atribuições do Revisor de Textos, relativas ao que ele, geralmente, faz em sua rotina de trabalho.


  • Revisar os originais (ou provas, ou fotolitos) aprovados para edição por: editoras; gráficas; agências de publicidade; autores. “Especializandos”, Mestrandos e Doutorandos;
  • revisar traduções (a depender), cotejando com o original;
  • revisar textos eletrônicos para a Internet;
  • revisar livros já publicados visando a uma outra edição ou ampliação;
  • revisar quantas vezes forem necessárias para o aperfeiçoamento do gênero discursivo;
  • identificar impropriedades dos gêneros discursivos nos níveis micro e macroestrutural;
  • tornar o gênero discursivo mais claro, sem redundâncias, mais conciso;
  • adequar o gênero à situação sociocomunicativa;
  • observar as armadilhas discursivas e ideológicas a que o produtor está exposto;
  • ver o gênero como um produto sempre motivado formado por muitos modos semióticos, que vão além da fala ou da escrita;
  • não transgredir a natureza do gênero tendo o(s) contexto(s) em que ocorre como elemento condicionante de seu sentido e de seu uso;
  • identificar impropriedades dos gêneros discursivos nos níveis micro e macroestrutural;
  • tornar o gênero discursivo mais claro, sem redundâncias, mais conciso;
  • adequar o gênero à situação sociocomunicativa;
  • observar as armadilhas discursivas e ideológicas a que o produtor está exposto;
  • ver o gênero como um produto sempre motivado formado por muitos modos semióticos, que vão além da fala ou da escrita;
  • não transgredir a natureza do gênero tendo o(s) contexto(s) em que ocorre como elemento condicionante de seu sentido e de seu uso.
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Revisão de Texto em Natal

Conheça a minha trajetória

Prezado cliente, seja bem-vindo(a) ao meu site! Meu nome é Anderson Hander, muito prazer! Atuo, há mais de 10 anos, no ramo de Revisão de Textos. Sou mestre na área de texto pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Revisão de Textos pelo UNIceub. Tenho mais de 12 certificados de capacitação técnica emitidos pelo governo e por instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas). Certamente, você tem interesse em saber mais sobre a minha formação. Portanto, acesse o meu currículo neste link e o meu portfólio.

Saiba mais sobre Revisão de Textos

Em primeiro lugar, antes de contratar o serviço de qualquer profissional, seja ele Revisor de Textos ou não, informe-se sobre o ramo de atuação deste. Ás vezes, Revisores de Textos, por exemplo, não esclarecem como trabalham aos seus clientes ou estes não buscam por conhecer exatamente o serviço que estão contratando. Esta é uma questão importantíssima, afinal, implica busca por um bom profissional, bem como interações mais engajadas entre Revisor e autor. Portanto, para esclarecer melhor a minha oferta de serviço, compartilho com vocês, clientes, alguns posts em que dialogo sobre o meu ofício.

  1. O que é Revisão de Textos?
  2. Mitos sobre Revisão de Textos
  3. Página, um conceito esvaziado de sentido
  4. O dia a dia de um Revisor de Textos
  5. Erro de Revisão de Textos
  6. Mentiras sobre Revisão de Textos
  7. O que faz um Revisor de Textos
  8. Etapas durante a Revisão de Textos
  9. Qualidades de um Revisor de Textos
  10. Anderson Hander Revisor de Textos 

Valores e serviços

1 – Formatação (conforme a ABNT ou manual desejado): 4,00 reais a lauda. 2 – Revisão ortográfica e gramatical: 5,00 reais a lauda. 3 –  Revisão ortográfica e gramatical  + formatação (ABNT ou manual desejado): 7,00 reais a lauda.  4 –  Revisão crítica: 10,00 reais a lauda. 5 – Revisão crítica + formatação (conforme ABNT ou manual desejado): 12,00 reais a lauda.

Contatos

Atendo a todo o Estado do Rio Grande do Norte, à capital, Natal, e, também, a todo o Brasil em horário comercial, durante a semana. Solicite orçamento para Revisão ou Formatação de Textos (conforme APA, ABNT ou manual próprio), agende uma consultoria Linguística ou solicite informações a respeito de meus cursos e e-books. Deixe o seu recado em minha caixa de e-mail comercial ou pessoal.

E-mails: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

Telefone: (61) 99801-6596 (Whatsapp). Skype: criteriorevisaotextual. Instagram: @criteriorevisao

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Revisão de Texto em Belém do Pará

Quem sou eu?

Prezado cliente, seja bem-vindo(a) ao meu site! Meu nome é Anderson Hander, muito prazer! Sou Revisor de Textos há mais de 10 anos. Tenho registro no CNPQ e mais de 12 certificados de capacitação técnica emitidos pelo governo e por instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas). Certamente, você tem interesse em saber mais sobre a minha formação. Portanto, acesse o meu currículo e o meu portfólio.

Aprenda mais sobre Revisão de Textos

Primeiramente, antes de contratar o serviço de qualquer Revisor de Textos, informe-se sobre esse ramo de atuação. Ás vezes, Revisores de Textos não esclarecem como trabalham aos seus clientes ou estes não buscam por conhecer exatamente o serviço que estão contratando. Esta é uma questão importantíssima, afinal, implica a busca por um bom profissional, bem como interações mais engajadas entre Revisor e autor.  Portanto, para esclarecer melhor a minha oferta de serviço, compartilho com vocês, clientes, alguns posts em que dialogo sobre o meu ofício.

  1. O que é Revisão de Textos?
  2. Mitos sobre Revisão de Textos
  3. Página, um conceito esvaziado de sentido
  4. O dia a dia de um Revisor de Textos
  5. Erro de Revisão de Textos
  6. Mentiras sobre Revisão de Textos
  7. O que faz um Revisor de Textos
  8. Etapas durante a Revisão de Textos
  9. Qualidades de um Revisor de Textos
  10. Anderson Hander Revisor de Textos 

Quanto custa?

1 – Formatação (conforme a ABNT ou manual desejado): 4,00 reais a lauda. 2 – Revisão ortográfica e gramatical: 5,00 reais a lauda. 3 –  Revisão ortográfica e gramatical  + formatação (ABNT ou manual desejado): 7,00 reais a lauda.  4 –  Revisão crítica: 10,00 reais a lauda. 5 – Revisão crítica + formatação (conforme ABNT ou manual desejado): 12,00 reais a lauda.

Contatos

Atendo a todo o Brasil em horário comercial, durante a semana. Solicite orçamento para Revisão ou Formatação de Textos (conforme APA, ABNT ou manual próprio), agende uma consultoria Linguística ou solicite informações a respeito de meus cursos e e-books. Deixe o seu recado em meu e-mail comercial ou pessoal.

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Legislação sobre Revisão de Textos

O ofício de Revisão de Textos precisa ganhar mais reconhecimento. Infelizmente, não há leis eficazes que tratam do assunto. A profissão não é regulamentada, tampouco há um consenso sobre suas práticas e sobre o que é Revisão de Texto. Quanto à questão de funcionarismo público, há todo um “ranso” nessa área relativo ao jornalismo. Inclusive, durante muito tempo, concursos públicos de Revisores solicitaram formação em jornalismo. Isso tem mudado (ainda bem). Uma das obras sobre Revisão de Texto, no Brasil, com maior prestígio, foi redigida por um historiador. Para mim, isso revela o fato de os linguistas não terem muita voz no Brasil, tampouco os Professores. O campo de estudo do Revisor de textos se assenta, principalmente, na Linguística, ciência que estuda a Língua. No entanto, as pessoas pensam que ter domínio sobre regras da gramática normativa é suficiente para que alguém seja Revisor de Texto. Os mal entendidos sobre essa profissão, na verdade, estão relacionados a uma categoria maior de outros mal entendidos a respeito de questões linguísticas no Brasil, oriundos, infelizmente, de uma educação de péssima qualidade no ensino básico e médio.

 Acredito que hoje há certa banalização desse ramo de atuação. Inclusive, dizem-se “revisores” pessoas sem formação alguma ou, simplesmente, qualquer um que possui uma graduação. Sites bem posicionados no Google dizem que “qualquer um” pode ser Revisor de Textos. Discordo, completamente, desses dizeres. Também há uma cultura de Revisão de Textos atrelada ao ofício de jornalismo ou à prática de ensino. Professores são Professores, Revisores são Revisores e jornalistas são jornalistas. Professores não são jornalistas, jornalistas não são revisores, tampouco Professores, Professores não são jornalistas e, muitos deles, também, não são Revisores (Professores, sem formação na área de Revisão, apenas, corrigem redações escolares).

Ocorre que o profissional de jornalismo é o profissional que tem mais prestígio no ramo de publicação e, quando se fala em Revisão de Texto, esse profissional é exaltado ao extremo, um lugar que, cientificamente falando, ele não deve ocupar, pois o curso de jornalismo não oferece estudos linguísticos, tampouco suporte para o ramo de Revisão de Texto. Mal entendidos a parte, eu acredito que seja FUNDAMENTAL a formação em Letras para que alguém seja Revisor de Textos. Jornalistas não estudam disciplinas como morfologia, sintaxe, tampouco estudam linguística, a ciência que estuda a Língua. O objeto de estudo do jornalista NÃO É A LÍNGUA. Se eu acredito que nem a formação em Letras é suficiente para o ofício de Revisão, imagine o que penso daqueles Revisores de outras áreas? Revisar não é aplicar normas da gramática normativa.

O artigo que compartilho com vocês neste post foi redigido por uma grande referência na área de Revisão de Textos, o Prof. Dr. Harrison Rocha. Ele é Revisor de Textos, Professor Universitário e foi aprovado em cargo de concurso público na área de Revisão de Textos em Brasília. Tive acesso a esse material, quando fiz curso de especialização em Revisão de Texto no UNIceub. O material traz várias reflexões sobre o ofício de Revisão de Textos.


Legislação sobre Revisão e suas controvérsias[1]

 Harrison da Rocha[2]

 Ao falar de legislação, ressalto que esta não será tratada de maneira muito aprofundada. Desse modo, será feita uma incursão, localizando pontos, a meu ver, relevantes para se compreender a regulamentação da profissão de revisor no Brasil.

O Decreto-Lei n° 7.858, de 13 de agosto de 1945, de Governo Getúlio Vargas – suponho ser a primeira legislação – dispõe sobre a remuneração de revisores jornalistas, estabelece tabela de pagamento regional de remuneração mínima a ser paga, independentemente de ser atividade exercida em empresas jornalísticas, gráfica e outras empresas de caráter privado. Já no art. 2º, item b, “funções permanentes”, cita os cargos de revisor e de conferente, mas não especifica a atividade de cada uma dessas funções. Determina, por último, a jornada de trabalho máxima de 6 horas para a atividade de Revisão de Texto e de copidescagem.

Sobre essa norma legal, é oportuno lembrar que, embora não tenha sido derrogada ou revogada, ela parece ter caído em desuso, inclusive porque a legislação que vem sendo utilizada é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Decreto n° 5.452, de 1º de maio de 1943, que determina 5 horas diárias para o profissional de Revisão.

Apesar de haver as duas normas, muitas empresas, desconhecendo ou descumprindo a lei, não adotam a jornada de trabalho determinada em legislação, e exigem 8 horas diárias, 40 semanais. De outra parte, o não cumprimento desse decreto, como veremos, implica multa e causas trabalhistas. Esse desrespeito à legislação por parte das empresas, determinando para o revisor 8 horas diárias de trabalho, tem como base jurisprudências não assentes, consideradas por alguns juristas como idiossincrasias sobre a interpretação jurídica, tal como se pode observar na discussão a seguir.

Conforme o art. 303 da CLT, “a duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite, de modo que o excedente a esse montante é considerado hora extra”. Mas há controvérsias sobre a jornada de trabalho, as quais residem no fato de que o Decreto n° 83.284, de 13 de março de 1979, juntamente com artigo 302 da CLT, classifica o que é empresa jornalística. Assim aquela carga de trabalho em órgão que não seja de atividade jornalística gera diferentes interpretações. A aplicação legalista não entenderia 5 horas diárias; mas outra visão jurídica entende que o que importa é a atividade ser igual, não o local onde se exerce a atividade.

A divergência nos tribunais ocorre porque, de fato, o artigo 302 da CLT[3], interpretado literalmente, delimita os dispositivos da seção relativa ao trabalho do jornalista aos que “prestem serviços em empresas jornalísticas”. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo-SP já rejeitou a possibilidade de hora extra excedente da quinta hora diária para o jornalista, enquadrando este profissional na hipótese geral, isto é, somente seria hora extra a excedente da oitava diária. A decisão abaixo demonstra esse posicionamento:

JORNALISTA. Conceituação e regime jurídico. Acórdão: 02970439420 Turma: 03 Data Julg.: 02/09/1997 Data Pub.: 16/09/1997. Processo: 02960287929 Relator: SERGIO PINTO MARTINS Jornalista. Jornada de trabalho. O artigo 302 da CLT é textual no sentido de que só são aplicados os artigos da Seção a quem trabalha em empresas jornalísticas e não a outras empresas que não sejam jornalísticas, como é o caso da reclamada, que tem por atividade o desenvolvimento habitacional. O reclamante, apesar de jornalista, não se beneficia da jornada de 5 horas. Sua jornada é anormal de 8 horas diárias e 44 semanais (ACÓRDÃO TRT n. 02970439420, 1997)[4]. (grifos meus).

Entretanto, mais recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), órgão máximo na área trabalhista, vem se posicionando diferentemente, conforme se pode verificar da decisão abaixo, proferida em 22 de agosto de 2008:

JORNALISTA. JORNADA REDUZIDA. EMPRESA NÃO JORNALÍSTICA. A jurisprudência desta Corte tem se posicionado que o jornalista, mesmo trabalhando em empresa não jornalística, tem direito à jornada reduzida prevista no art. 303 da CLT, tendo em vista que o que norteia as obrigações é a atividade desenvolvida pelo profissional, sendo irrelevante o ramo da empresa. Logo, não há violação aos arts. 302 e 303 da CLT. Incidência da Súmula nº 333 do TST. Por fim, em relação ao argumento de que a reclamante não poderia ser considerada jornalista, o Regional registra expressamente que não houve recurso da sentença de primeiro grau que reconhece a condição profissional de jornalista da reclamante, de modo que tal provimento transitou em julgado. Incidência da Súmula nº 296, I, do TST. Recurso de Revista não conhecido[5]. (grifos meus).

Cito outra jurisprudência do mesmo Tribunal:

PROCESSO Nº TST-RR-104700-57.2007.5.17.0010 – FASE ATUAL: ED. (…) ACO RDAM os Ministros da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, em acolher os Embargos de Declaração do Sindicato-autor para, evidenciada omissão no acórdão embargado, imprimir efeito modificativo ao julgado e não conhecer do Recurso de Revista da Reclamada no tema – Jornalista. Horas extras. Observância da jornada contratual. Previsão em norma coletiva –; passar ao exame das demais matérias do Recurso de Revista da Reclamada para conhecer do Recurso apenas quanto ao tema – Preliminar de nulidade do acórdão regional por julgamento extra petita –, por violação do artigo 460 do CPC, e, no mérito, dar-lhe provimento para excluir da condenação os reflexos de horas extras sobre a multa de 40% do FGTS (…)[6]. (grifos meus).

Para corroborar a tese da carga de 5 horas para o revisor de texto, citarei a seguir matéria sobre multa aplicada pela Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego a empresas que não cumprem a legislação dessa jornada de trabalho[7]. Esse poder de polícia é dado pela CLT que prevê a aplicação de multas quanto ao não cumprimento dos preceitos da CLT (Título VII – Do processo de multas administrativas, Capítulo I – Da fiscalização, da autuação e da imposição de multas).

Em interpretação ao artigo 626 da CLT encontra-se a seguinte matéria:

Art. 626. Incumbe às autoridades competentes do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, ou àquelas que exerçam funções delegadas, a fiscalização do fiel cumprimento das normas de proteção ao trabalho. Parágrafo único. Os fiscais dos Institutos de Seguro Social e das entidades paraestatais em geral dependentes do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio serão competentes para a fiscalização a que se refere o presente artigo, na forma das instruções que forem expedidas pelo Ministro do Trabalho, Indústria e Comercio. Curitiba, 15/08/2007 – Em 2006 e 2007, a Delegacia Regional do Trabalho no Paraná (DRT/PR) constatou 844 empresas que deixaram de cumprir o Art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mais de 850 autuações foram aplicadas pelos auditores fiscais do trabalho, que encontraram trabalhadores laborando mais tempo que o previsto em lei. Entre as profissões com carga horária diferenciada estão os bancários, telefonistas e atendentes de telemarketing, operadores cinematográficos, trabalhadores em minas e subsolo, frigoríficos, jornalistas, professores e químicos. “Algumas profissões têm sua legislação ou Convenção Coletiva de Trabalho que estipula a carga horária a ser trabalhada”, afirma o chefe do Setor de Fiscalização do Trabalho (Sefit), José Léo Lazarus. Segundo ele, a jornada de trabalho reduzida ajuda a evitar acidentes de trabalho e protege a saúde do trabalhador de atividades laborais perigosas, insalubres ou que exigem capacidade de atenção. Um exemplo, cita Lazarus, é a atividade de telemarketing. “Caso esses trabalhadores atuem mais de seis horas diárias, podem desenvolver doenças nas cordas vocais e lesões nas articulações das mãos, pois utilizam o telefone e digitam a todo o momento”, explica. Além desses problemas, fadiga, depressão, distúrbios do sono, problemas respiratórios e principalmente o estresse elevado também podem acometer esses trabalhadores caso extrapolem a jornada prevista em lei. “Algumas atividades são consideradas de grande responsabilidade e tensão e exigem que a pessoa esteja atenta, descansada e concentrada para exercê-la com êxito”, esclarece. Os estabelecimentos que estejam descumprindo com a carga horária prevista na CLT ou em Convenção Coletiva estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 2.736,15 a R$ 4.025,32, dependendo do porte da empresa. Os valores podem dobrar nos casos de reincidência.

A matéria enumera algumas das atividades com carga horária diferenciada (apresento resumidamente o quadro 1):

Quadro 1 – Carga horária de atividade (resumido)

 

(……)

 
 

Jornalistas, Revisores,

Fotógrafos, Ilustradores

A duração normal desses profissionais não deve exceder de 5 horas, tanto de dia como à noite. Esse período pode ser prorrogado para 7 horas, mediante acordo escrito e aumento de salário.
 

(……)

 
Professores O professor não pode, em um mesmo estabelecimento de ensino, ministrar por dia mais de 4 aulas consecutivas, nem mais que 6 intercaladas.

           Fonte: http://www.bemparana.com.br.

Uma vez que o Decreto-Lei n° 972, de 17 de outubro de 1969, recebeu nova redação introduzida pela Lei n° 6.612, de 17 de outubro 1969, no que resultou o Decreto n° 83.284, de 13 de março de 1979, este é o que está em vigor, além da CLT e de jurisprudências.

Toda a legislação que inclui a atividade de Revisão de Texto privilegia a profissão de jornalista. Isso é reforçado pelo Decreto n° 83.284/79[8]  em seu artigo 4º que diz:

(omissis)

III – o diploma de curso de nível superior de Jornalismo ou de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, fornecido por estabelecimento de ensino reconhecido na forma da lei, para as funções relacionadas nos itens I a VII do artigo 11.

(omissis)

Em seu artigo 2º, reza que a profissão de jornalista compreende, privativamente, o exercício habitual e remunerado de quaisquer das seguintes atividades:

(omissis)

VIII – revisão de originais de matérias jornalísticas, com vistas à correção redacional e à adequação de linguagem;

(omissis)

A legislação restringe o cargo de revisor à revisão de matérias jornalísticas, isso fica patente no artigo 11: “As funções desempenhadas pelos jornalistas, como empregados, serão assim classificadas”:

(omissis)

VII – Revisor: aquele que tem o encargo de rever as provas tipográficas de matéria

jornalística;

(omissis)

Mas abre uma suposta brecha. Ao mesmo tempo em que “dá com uma mão tira com outra”. No artigo 12, quando afirma que são cargos privativos de jornalistas as funções de editor, secretário, subsecretário, chefe de reportagem e chefe de Revisão, infere-se que o profissional de Letras (ou qualquer outra área) pode revisar, mas sob a supervisão de um jornalista. Voltamos à “estaca zero”.

No Decreto citado no parágrafo anterior, o artigo 3º considera empresa jornalística, para os efeitos do Decreto, “aquela que tenha como atividades a edição de jornal e revista, ou a distribuição de noticiário, com funcionamento efetivo, idoneidade financeira e registro legal”. E continua no parágrafo primeiro: “Equipara-se à empresa jornalística a seção ou serviço de empresa de radiodifusão, televisão ou divulgação cinematográfica, ou de agências de publicidade ou de notícias, onde sejam exercidas as atividades previstas no artigo 2º.” Gráfica e editoração eletrônica, onde trabalhava, não são necessariamente empresas jornalísticas.

Assim não se pode invocar uma legislação que não ampare serviços gráficos e editoração como empresa jornalística para proibir os profissionais de Letras/Linguística atuarem na atividade de Revisão. De outra parte, uma vez que estes profissionais estejam exercendo a atividade de revisor, teriam o direito à jornada de 5 horas diárias e 25 semanais. Além disso, muitos gêneros que circulam na Editoração Eletrônica não têm natureza jornalística:

Art. 3º Considera-se empresa jornalística, para os efeitos deste decreto, aquela que tenha como atividade a edição de jornal ou revista, ou a distribuição de noticiário, com funcionamento efetivo, idoneidade financeira e registro legal. Paragrafo 1º: Equipara-se à empresa jornalística a seção ou serviço de empresa de radiodifusão, televisão ou divulgação cinematográfica, ou de agências de publicidade ou de notícias, onde sejam exercidas as atividades previstas no art. 2º (DECRETO n° 83.284, 1979). (Grifos meus).

O artigo 2º elenca como atividades privativas de jornalista, segundo o parágrafo 1º:

Art. 2º A profissão de Jornalista compreende, privativamente, o exercício habitual e remunerado de qualquer das seguintes atividades:

I – redação, condensação, titulação, interpretação, correção ou coordenação de matéria a ser divulgada, contenha ou não comentário;

II – comentário ou crônica, por meio de quaisquer veículos de comunicação;

III – entrevista, inquérito ou reportagem, escrita ou falada;

IV – planejamento, organização, direção e eventual execução de serviços técnicos de Jornalismo, como os de arquivo, ilustração ou distribuição gráfica de matéria a ser divulgada;

V – planejamento, organização e administração técnica dos serviços de que tratao item I;

VI – ensino de técnicas de Jornalismo;

VII – coleta de notícias ou informações e seu preparo para divulgação;

VI – revisão de originais de matéria jornalística, com vistas à correção redacional e à adequação da linguagem;

IX – organização e conservação de arquivo jornalístico e pesquisa dos respectivos dados para elaboração de notícias;

X – execução da distribuição gráfica de texto, fotografia ou ilustração de caráter jornalístico, para fins de divulgação;

XI – execução de desenhos artísticos ou técnicos de caráter jornalístico, para fins de divulgação. (Grifos meus).

Vale ressaltar, no caput do artigo 2º, o emprego do advérbio “privativamente” que vem entre vírgulas e deslocado da ordem direta, em posição tópica, é realçado discursivamente por esses fatores. Uma única palavra resume toda a discussão que se apresenta nesta Seção – exclusividade da legislação a um grupo; expurgo e fragmentação do outro (THOMPSON, 1995). Nesse caso, na função representativa, a forma material (léxico) da linguagem tem sempre um efeito mediador que leva a distorções propositais, segundo Pedro (1999). Sobre essa questão, retomando as palavras de Fairclough (2001a), observa-se que o discurso funciona como prática ideológica que constitui, naturaliza, mantém e transforma os significados do mundo de posições diversas nas relações de poder.

Ainda para Pedro, a ADC trata de explicar os significados das formas e das funções da linguagem, levando em consideração o co-texto (contexto imediato, no nosso caso, a legislação), o contexto de situação (meu ambiente de trabalho) e o contexto cultural (as condições sociais e ideológicas que produziram o discurso), pois opera com uma abordagem de discurso em que o contexto é fundamental.

Para ela, ao se falar em categorias de análise, é necessário considerar que, em sua função representativa, a forma linguística é sempre moldada pelos efeitos de poder. Na sua função de construção, a linguagem projeta relações e estruturas sociais, de acordo com os desejos dos participantes, em regra dos mais poderosos. Por isso, não se pode, teoricamente, ignorar a forma na ADC, como veremos a seguir no quadro 2.

Quadro 2 – Categorias analíticas da ADC (resumidas 1)

 

ANÁLISE TEXTUAL

ELEMENTO DE ANÁLISE TÓPICOS OBJETIVOS
Vocabulário Significado das palavras Enfatizar as palavras-chave que apresentam significado cultural, as palavras com significado variável e mutável, o significado potencial de uma palavra, enfim, como elas funcionam como um modo de hegemonia e um foco de luta.

    Fonte: Fairclough (2001a).

Conforme Fairclough (2001a), o significado das palavras e a lexicalização de significados são questões que são variáveis socialmente contestadas, e facetas de processos sociais e culturais mais amplos (…) e o sucesso em obter aceitação para significados particulares de palavras, e para uma estruturação particular do seu significado potencial é, sem dúvida, interpretável como uma forma de adquirir hegemonia.

Compreendendo que o sujeito, ator ideológico, é constituído por processos discursivos e ao mesmo tempo constitui os processos discursivos (FAIRCLOUGH, 1989, 2001a; KRESS, 1996), pode-se dizer que este advérbio enfático perde força quando a própria lei entra em contradição. O artigo em tela elenca, nos incisos de I a XI, as funções privativas de jornalismo. Mas no artigo 12 afirma que serão privativas de jornalistas as funções pertinentes às atividades previstas no artigo 2º, tais como Editor, Secretário, Subsecretário, Chefe de Reportagem e Chefe de Revisão. Disso infere-se que a atividade de Revisão não é privativa de jornalista, como já havia discutido antes.

Estranhamente, sem haver uma legislação específica de revisor para a área de Letras, a CBO, estabelecida pelo MTE, propõe como um dos requisitos, para a atividade de Revisão de Texto diploma de graduação de nível superior em Comunicação Social ou Letras. Na CBO, a Revisão situa-se na classificação E,            Código 2611-40, como veremos abaixo no quadro 3.

Quadro 3 – Classificação da atividade de Revisão

 

Revisor Código
Amplitude anterior: 30/34 Amplitude atual: 33/37
Função anterior: Revisor
Requisitos:

a) Diploma de Graduação de Nível Superior em Comunicação Social ou Letras;

b) Registro de Radialista Profissional;

c) Experiência de 06 (seis) meses na função, com prática de serviço comprovada por meio da Carteira de Trabalho e Previdência Social

(CTPS), atestado, certidão ou declaração – OPCIONAL.

Norma Regulamentadora: Decreto Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista. Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979, que dá nova regulamentação ao Decreto Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre a profissão de Jornalista, em decorrência das alterações introduzidas pela Lei nº 6.612, de 7 de dezembro de 1978.

 

DESCRIÇÃO DA FUNÇÃO
Revisar textos a fim de assegurar-lhe clareza, concisão e harmonia. Prestar assessoria, orientação e supervisão a outros profissionais sobre assuntos de sua especialização. Planejar, desenvolver e acompanhar treinamentos, palestras e eventos.

Fonte: CBO/MTE.

Este documento do MTE deve ter considerado a área de Letras à atividade de Revisão não por uma questão legal, mas por uma questão de direito costumeiro, uma vez que sua função é retratar a realidade das profissões do mercado de trabalho brasileiro. Acompanhando o dinamismo das ocupações[9], a CBO tem por filosofia sua atualização constante de forma a expor, com a maior fidelidade possível, as diversas atividades profissionais existentes em todo o País, sem diferenciação entre as profissões regulamentadas e as de livre exercício profissional.

Segundo ainda o mesmo site, os trabalhadores sentem-se amparados e valorizados ao terem acesso a um documento, elaborado pelo Governo que identifica e reconhece seu ofício. As inclusões das ocupações na CBO têm gerado, tanto para categorias profissionais quanto para os trabalhadores, uma maior visibilidade, um sentimento de valorização e de inclusão social. Eis por que afirmei antes que a atividade de Revisão de Texto exercida por profissionais de Letras é uma atividade consuetudinária, mas não legal, isto é, não determinada por lei.

Por último, o Parecer do Supremo Tribunal Federal (STF), do Ministro Gilmar Mendes, provocado pelo Recurso RE 511961/SP – impetrado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (SERTESP), julgado em 17 de junho de 2009 e publicado em 13 de novembro de 2009, deu, em princípio, o “tiro de misericórdia” em toda a legislação vigente sobre a necessidade diploma de Jornalismo para exercer a atividade. Isso fortaleceu legalmente, em tese, o profissional de Letras para atuar na Revisão.

O Ministro assim resumiu seu parecer:

(…) por isso, não obstante o acerto de todas essas considerações, que explicitam uma análise de proporcionalidade, o certo é que, mais do que isso, a questão aqui verificada é de patente inconstitucionalidade, por violação direta ao art. 5º, inciso XIII, da Constituição. Não se trata apenas de verificar a adequação de uma condição restritiva para o exercício da profissão, mas de constatar que, num âmbito de livre expressão, o estabelecimento de qualificações profissionais é terminantemente proibido pela ordem constitucional, e a lei que assim proceder afronta diretamente o art. 5º, inciso XIII, da Constituição. Portanto, em se tratando de jornalismo, atividade umbilicalmente ligada às liberdades de expressão e de informação, o Estado não está legitimado a estabelecer condicionamentos e restrições quanto ao acesso à profissão e respectivo exercício profissional (…). Qualquer controle desse tipo, que interfira na liberdade profissional no momento do próprio acesso à atividade jornalística, configura, ao fim e ao cabo, controle prévio que, em verdade, caracteriza censura prévia das liberdades de expressão e de informação, expressamente vedada pelo art. 5º, inciso IX, da Constituição. Dentro dessa lógica, nada impede que as empresas de comunicação adotem como critério de contratação a exigência do diploma de curso superior em jornalismo8. (Grifos meus).

O parecer do STF acima, afirmando a desnecessidade de curso de nível superior para exercer as atividades vinculadas, por lei, ao curso de Jornalismo, é mera formalidade, uma vez que o mesmo documento, no final, sugere que “nada impede que as empresas de comunicação adotem como critério de contratação a exigência do diploma de curso superior em jornalismo”. E aí voltamos, mais uma vez, à “estaca zero”.

[1] ROCHA, Harrison da. Um novo paradigma de revisão de texto: discurso, gênero e multimodalidade. Tese de doutoramento. UnB, 2012.

[2] Possui graduação em Letras pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB); é mestre e doutor em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Especialista em Língua Portuguesa pela mesma universidade; Especialista em Literatura Brasileira Moderna pelo UniCEUB. Coordenador e professor dos cursos de especialização em Língua Portuguesa pelo UniCEUB. Na graduação, é professor de Língua Portuguesa, Revisão de Texto, Linguística e disciplinas com base nesta última área, como Linguística Textual, Letramento, Análise de Discurso Crítica (ADC). Membro da Associacción Latinoamericana de Estudios del Discurso (ALED) e da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN). Atualmente, desenvolve pesquisa nas áreas de ADC, Multimodalidade, Letramento, Revisão de Texto e Língua Portuguesa. Autor de artigos científicos nestas mesmas áreas. Orienta Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) nas disciplinas em que atua na graduação. Como profissional na área de Revisão de Texto, foi Servidor Público no Ministério da Fazenda realizando a atividade de copidesque/revisão de texto em gêneros discursivos jurídicos (acórdãos); possui experiência em revisar livros, monografias de conclusão de curso, dissertações, teses, artigos, ensaios. Foi revisor do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em publicações oficiais e de âmbito geral como folders, cartazes, cartilhas, manuais, revistas, livros, legislação.

[3]  “Art. 302. Os dispositivos da presente Seção se aplicam aos que nas empresas jornalísticas prestem serviços como jornalistas, revisores, fotógrafos, ou na ilustração, com as exceções nela previstas. § 1º Entende-se como jornalista o trabalhador intelectual cuja função se estende desde a busca de informações até a redação de notícias e artigos e a organização, orientação e direção desse trabalho. § 2º Consideram-se empresas jornalísticas, para os fins desta Seção, aquelas que têm a seu cargo a edição de jornais, revistas, boletins e periódicos, ou a distribuição de noticiário, e, ainda, a radiodifusão em suas seções destinadas à transmissão de notícias e comentários” (CLT, 1943, p. 52).

[4] Disponível em: <http://camargodemoraes.com.br>. Acessado em 9 de agosto de 2012, às 23h06.

[5]  Disponível em: <http://jusbrasil.com.br>. Acessado em 9 de agosto de 2012, às 22h05.

[6] Disponível em: <http://aplicacao5.tst.jus.br>. Acessado em 9 de agosto de 2012, às 23h12.

[7] Disponível em: <http://www.bemparana.com.br>. Acessado em 14 de outubro de 2011, às 12h27.

[8] Este Decreto revoga as disposições em contrário, especialmente o Decreto n° 65.912/69, que regulamenta dispositivos do Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, nos termos de seu artigo 15, e Decreto n° 68.629/71, que altera o Decreto nº 65.912, de 19 de dezembro de 1969, que regulamentou o Decreto-Lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, sobre a profissão de jornalista.

[9] Disponível em: <http://www.mte.gov.br>. Acessado em 17 de outubro de 2011, às 14h47.

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Orçamento para Revisão de Texto

O custo de meu serviço é contabilizado, geralmente, por lauda (varia entre 4,00 a 12,00 reais por lauda, dependendo do tipo de serviço: Formatação, Revisão Ortográfica e Gramatical, Revisão Crítica).

Alguns outros profissionais utilizam a contagem de palavras (essa contagem é mais comum no ramo de tradução). Eu considero que uma lauda equivale a 1300 caracteres com espaços (esse número oscila no mercado entre 1200 a 1600 caracteres).

A contagem de laudas é necessária e precisa em virtude de página ser um conceito esvaziado de sentido. Apresento uma tabela de preços especificando o custo de cada um de meus serviços neste link.

O prazo de entrega varia, geralmente, entre 3 a 4 dias úteis para cada 100 laudas encaminhadas. Também acho importante esclarecer no orçamento qual é a proposta do Revisor, bem como o que ele pensa sobre Revisão de Texto para que não haja mal entendidos.

Deixo a seguir exemplo para contextualizar, na prática, como interajo com os meus clientes (o cliente solicitou orçamento e informou que o trabalho dele contém 8000 palavras, conceito diferente do que uso para a contagem de meu serviço).


Orçamento

Prezado cliente, bom dia! 

Primeiramente, informo que trabalho com a contagem de laudas (1 lauda = 1300 caracteres com espaços). No mercado, uma lauda varia entre 1200 a 1600 caracteres com espaços. Tradutores costumam utilizar o conceito de palavra.
Para que você tenha uma ideia do custo, verifiquei, em meus arquivos de trabalho, que 53.000 caracteres com espaços correspondem a cerca de 8000 palavras (eu não sei se é uma abordagem precisa para fazer essa conversão, acredito que não, pois você me disse que o seu trabalho contém cerca de 15 páginas).
A variação entre páginas e laudas, para a minha contagem, não é tão grande (isso depende da maneira que o autor distribuir os caracteres com espaços ao longo do texto).
De qualquer maneira, informe a quantidade de caracteres com espaços (clique, na barra inferior do Word, à direita, em PALAVRAS, para verificar essa informação. Assim, terei certeza sobre a contagem e encaminharei orçamento mais preciso. 53.000 caracteres com espaços equivalem a cerca de 40,76 laudas.

Custo (considerando-se os critérios de avaliação que você encaminhou em anexo no e-mail anterior, a respeito da revista científica para a qual você pretende enviar o seu artigo científico)

Revisão Ortográfica e Gramatical, Revisão Crítica (para reformular períodos mal elaborados e deixar o seu texto mais elegante e acadêmico) e formatação conforme normas da INATEL = 12,00 reais por lauda.
Deixarei o seu texto mais formal e elegante; de acordo, portanto, com as normas formais de uso da Língua Portuguesa do Brasil. Além disso, farei a formatação conforme as normas da INATEl.
Ofereço, após a entrega de seu artigo revisado, mais um olhar gratuito. Você pode enviar novamente o seu texto para conferência final, um dia após a entrega. Eu irei retorná-lo revisado novamente em até um dia útil após o envio da segunda versão.
Custo total
40,76 x 12,00 = 489,23 reais

Se achar o custo do serviço elevado, opte pela Revisão Ortográfica e Gramatical e Formatação, cujo custo é de 7,00 reais por lauda, conforme informo em meu site www.criteriorevisao.com.br.
Para esse serviço, eu não reescrevo períodos mal elaborados, o que é conhecido em minha área como copidesque (obviamente, eu preservarei o sentido do texto, não faço alteração de sentido. A reescrita se refere ao nível estilístico do texto e busca trazer maior elegância e uniformização de linguagem acadêmica).
40,76 x 7,00 = 285,32 reais.

Prazo de entrega

Sexta-feira, dia 31 de agosto. 
Prazo de entrega para segunda revisão gratuita
2 dias úteis após o envio.

Formas de pagamento

Pagseguro (parcelamento. Tenho 100% de minhas negociações qualificadas por meio desse site).
Boleto (à vista. Para emissão de boleto, envie cep, cpf, nome e endereço completo. O boleto será gerado com vencimento para um dia após a entrega do trabalho revisado).
Sou bastante perfeccionista e cuidado. Tenha a certeza, portanto, de que farei o possível para que o seu artigo seja aprovado.
Estou à sua disposição.
Saudações.
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São José dos Campos Revisão de Texto

São José dos Campos Revisão de Texto

Você reside em São José dos Campos e busca por serviço de Revisão de Texto? Seja muito bem-vindo ao meu site! Sou Revisor de Texto, Consultor e Linguista. Sou Mestre em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística – PPGL – UnB (Universidade de Brasília), linha de pesquisa: discurso, representações sociais e texto – Especialista em Revisão de Textos pelo Cesape – (ICPD Instituto Ceub de Pesquisa e Desenvolvimento – Centro de Especialização, Aperfeiçoamento, Extensão e Pós–Graduação) – Graduado em Letras – UnB.
Revisei, nos últimos anos, mais de 50 mil laudas (relativas a vários gêneros textuais, especialmente gêneros acadêmicos), possuo vários atestes de capacitação técnica emitidos pelo governo, prestei serviço para instituições como Organização das Nações Unidas, Fundação Cultural Palmares. Estive envolvido em projetos de publicação de livros como Escritor Fantasma e, também, no processo de diagramação destes. Prestei Consultoria para elaboração de trabalhos acadêmicos na área de humanas, também ofereço cursos de redação. Auxilio muitos estudantes a se prepararem para aprovação em processo seletivo de Mestrado. Apaixonado por outras culturas, já residi em mais de 10 e visitei mais de 30 países. Busco ajudar as pessoas e transformar o mundo em um lugar melhor.
Meu lema: “viva a vida que você imaginou”. Henry Thoreau

Por que você deve contratar o meu serviço?

1. Trabalho há mais de dez anos nesta área.
2. Sou perito em minha própria área, iniciei a minha carreira como Revisor de Textos no Supremo Tribunal Federal (STF) e também fui convidado para atuar em dois projetos como Revisor de Textos de inventários de um escritório da ONU (Organização das Nações Unidas) no Brasil. Também revisei um livro sobre a história da cidade de São José dos Campos.
3. Sou bastante atencioso e perfeccionista.
4. Faz mais sentido contratar diretamente prestadores de serviço, freelancers a contratar o serviço de uma empresa que explora profissionais e promove a desigualdade social. Eu sou pessoa jurídica, mas trabalho SOZINHO em minha empresa e cada centavo que eu recebo é oriundo de meu próprio esforço.

Preços e serviços

  • Revisão simples: R$ 5,00 a lauda (1.300 caracteres com espaços).
  • Formatação de acordo com as normas da ABNT: R$ 4,00 a lauda.
  • Revisão comentada: R$ 10,00 a lauda.
  • Revisão crítica: R$ 10,00 a lauda.
  • Revisão e formatação: R$ 7,00 a lauda.

Obs: possuo CNPJ, atestado de capacitação técnica, emitimos nota fiscal e, também, temos registro no CNPq.


Contatos

https://www.facebook.com/profile.php?id=100006847726138

Telefones: (61) 91236091 (Whatsapp) (entre em contato no horário comercial)

E-mail: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

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Algumas definições sobre Revisão de Texto

Algumas definições sobre Revisão de Texto

Há vários mal entendidos acerca do ofício de Revisão de Texto. Trago, neste post, algumas definições acadêmicas de pesquisadores na área para levá-los à reflexão e à desconstrução dessa profissão tão importante. Por favor, vamos desconstruir essa ideia de Revisão de Texto ligada, especificamente, ao ramo de editoração. Também, acredito que seja de extrema relevância desconstruir a imagem de um Revisor, bem como de suas técnicas ligados ao universo escolar, como se houvesse extrema conexão entre corrigir redações de estudantes de escola e revisar textos de gêneros diversos de clientes (este seria tópico para longas discussões que deixarei para outro post). Revisar textos e corrigir redações são práticas diferenciadas, que podem ser realizadas, sim, pelo mesmo profissional, mas não necessariamente. Quero dizer que a formação para a docência em Língua Portuguesa não autoriza (apesar de não haver  questão legal envolvida) ou mesmo prepara um Revisor de Textos, pode, no entanto, dar uma base a este. Além disso, corrigir redação é uma prática diferente de revisar um texto (não no sentido do objeto do Revisor, o texto, mas de sua prática em si e de sua finalidade). Por outro lado, a formação para o ofício de Revisão de Texto não autoriza a prática de docência ou mesmo prepara um Professor. Portanto, Revisores de Texto precisam de FORMAÇÃO para exercer essa profissão, e eu diria mais, eu acredito que seja quase obrigatória a formação em Letras, especialmente em virtude de esse curso ACADÊMICO ser estruturado com base na CIÊNCIA que estuda a Língua, a Linguística, cujo objeto de estudo é a língua, e uma de suas ramificações é a Linguística Textual.

Ser Professor é diferente de ser Revisor de Texto. A prática de correção de redação é diferente da prática de Revisão de Texto. Corrigir redações escolares não consiste em ofício de Revisão de Textos. Essa confusão ocorre, especialmente, em virtude de muitos pensarem que o papel do Revisor de Textos é, somente, corrigir erros gramaticais. Na verdade, este não é tampouco o papel de um Professor. Quero dizer, com essa separação de áreas, que essas práticas profissionais, especialmente por serem diferenciadas, exigem FORMAÇÃO DIFERENCIADA e não devem ser banalizadas com o discurso de que QUALQUER UM PODE ENSINAR ou QUALQUER UM PODE REVISAR.

Revisar é apor vista a alguma coisa; é ler o texto a fim de consertar-lhe possíveis “erros”, sejam eles relativos à estrutura (redação, digitação, tipografia etc.) ou ainda relativos ao aspecto linguístico de adequação do modo como o conteúdo é apresentado/exposto. (ROCHA, 2012, p. 36).

[…] a revisão de textos constitui uma atividade relacionada com as questões de linguagem, presentes em várias instâncias da vida humana, como trabalhos escolares e acadêmicos, jornalísticos e publicitários, jurídicos e legislativos, em âmbito público, e ainda nas relações familiares, nas conversas entre amigos, nas conversas ao telefone, entre outras, em âmbito privado. (OLIVEIRA, 2010, p. 17).

Numa revisão, subentende-se, foram delegados poderes ao seu agente (o revisor), para aprimorar o texto do autor. Aquele é, assim, extensão do autor. Ao mesmo tempo o revisor é leitor – o comum, o exigente, o ingênuo. Cabe-lhe então desenvolver uma forma de leitura em que atue como decisor linguístico, mas na condição de público alvo ao mesmo tempo, desenvolvendo ainda a habilidade de verificar não só forma como conteúdo. (COELHO NETO, 2008).

Revisar é muito mais do que isso. Não é só o domínio de regras, é também saber perceber alguns aspectos textuais, como a obediência à estrutura frasal ou as repetições desnecessárias, além do domínio semântico. Possuir o conhecimento que vai além das questões de forma também é preciso. Porém, o principal da profissão é justamente a riqueza e a possibilidade de fazer pesquisas. É por meio dela que se consegue analisar a linguagem, percebendo-se se ela está adequada ao objetivo e à mensagem do autor, assim como por meio dela é possível verificar o seu sentido. (CAVALCANTE 2011, p. 55).

i) revisão gráfica: trata das questões relacionadas com a apresentação e com a composição visual e material do texto; ii) revisão normalizadora: ajusta o texto às normas bibliográficas e editoriais; e iii) revisão temática: verifica a propriedade e a consciência das formulações de um texto em função de um determinado sistema de conhecimento determinado. (COELHO e ANTUNES, 2010, p. 207).

Referências

ROCHA, Harrison da. Um novo paradigma de revisão de texto: discurso, gênero e
multimodalidade. Brasília, 2012.

OLIVEIRA, Risoleide Rosa Freire de. Revisão de textos: da prática à teoria. Natal,
RN: Edufrn, 2010.

COELHO NETO, Aristides. Além da Revisão: critérios para revisão textual. 2. ed.
São Paulo: SENAC, 2008.

CAVALCANTE, Marina Pereira. Os desafios da produção textual e a importância do
revisor na análise de textos. Brasília, 2011.

COELHO, Sueli Maria; ANTUNES, Leandra Batista. 2010. Revisão textual: para além
da revisão linguística. Scripta, Belo Horizonte, v.14, n 26, p. 205-224, 1º sem. 2010.

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Revisão de Texto

Revisão de Texto consiste, grosso modo, no processo de conferência e ajuste de normas  de textos, mas não se limita, apenas, a esse processo. É comum que Revisores busquem, por exemplo, uniformizar a linguagem de textos de autores (+ ou – formal) levando em consideração o gênero textual, o público-alvo ao qual o texto se destina e contexto de circulação deste. O processo é variável, mas pode ocorrer em nível lexical, morfológico, sintático, pragmático e estilístico. Isso significa que o Revisor pode alterar uma palavra, uma sentença, uma oração, um parágrafo, uniformizar o estilo do texto do autor e até desconstruí-lo por meio de crítica. São poucos os revisores que trabalham com essa concepção mais crítica. A grande maioria deles pensa o ofício de revisão de maneira limitada, realizando, apenas, alterações gramaticais e ortográficas. Outras, inclusive, não fazem a menor distinção entre Revisão de Texto, formatação e diagramação. Há também um outro grupo que se julga bom leitor e conhecedor, simplesmente, de normas relativas à gramática normativa, e acredita ser competente para, sem formação, ou formação em qualquer área do conhecimento, revisar.

Até chegar a sua versão final, deve ser submetido a diversas fases de revisão. Após a primeira revisão, que deveria ser realizada pelo autor, o Revisor revisa o trabalho para que os eventuais problemas e/ou inadequações sejam reduzidos. A “última fase” do processo de Revisão de Texto consiste na conferência por parte do autor das interferências do Revisor, para verificar se suas intenções e ideias foram corretamente interpretadas.

O processo de Revisão de Textos pode ser dividido nas seguintes etapas, aplicáveis segundo o tipo de texto em questão:

Revisão primária

A primeira revisão aponta incoerências, repetições, uso inadequado da língua e falta de normalização. Vale-se, normalmente, de mecanismos eletrônicos de verificação da ortografia e sintaxe. Nesse etapa, também, pode ocorrer o processo de Formatação e organização básica do texto (Formatação de Texto e Revisão de Texto são serviços diferenciados, embora possam ser realizados por um Revisor de Textos), para que, futuramente, se for o caso, seja diagramado para publicação.

Revisão secundária

Verifica a uniformidade e constância temporal e pessoal das formas verbais, vícios de eufonia, linguagem oral ou desconhecimento etimológico, clareza, ordenação sintática e hierarquização das idéias. Verificação dos aspectos linguísticos, conferindo os diferentes aspectos:

– erros de digitação, ortografia, pontuação e concordância não detectáveis pelos revisores eletrônicos;

– uniformidade e constância temporal e pessoal;

– vícios decorrentes da linguagem oral ou desconhecimento etimológico;

– vícios de eufonia (cacófatos e outros);

– ordenação sintática e hierarquização das ideias;

– Revisão de provas gráficas;

– Revisão do texto já diagramado em formato de página, checando não só erros de português como inconsistências de tipologia, espaços a mais ou a menos, numerações e problemas de paginação.

Vale ressaltar que todos esses processos podem ser personalizados. O procedimento explicado neste post se refere, basicamente, ao processo que ocorre em editoras. Na verdade, o tipo de Revisão e a maneira que esta ocorrerá dependerá das estratégias de Revisão de Texto do Revisor, de sua oferta de serviço (eu, por exemplo, ofereço um serviço intitulado Revisão Crítica) e do próprio autor.

Revisão acadêmica

Busca, grosso modo, pela uniformização de normas gramaticais de textos acadêmicos de maneira a trazer linguagem formal (mas há certa oscilação de uma área para outra. No caso da área do Direito, os pesquisadores têm uma linguagem mais específica, que, inclusive, é somente utilizada (e eu até diria limitada) por (a) eles. Algumas áreas, especialmente áreas de humanas, aceitam uma linguagem menos “carregada” e eu diria “acessível”, em que é permitido, inclusive, o uso de primeira pessoa do singular (eu).

Revisão técnica

Requer a interferência crítica de um especialista em relação ao conteúdo do texto, buscando desconstruí-lo e invalidá-lo, para que ele tenha (ou não) validade, representando um importante recurso para os autores.

Revisão final

– Refere-se à última leitura do texto antes da entrega. Verifica erros e imprecisões remanescentes.

A fim de organizar a rotina de trabalho, favorecendo o treinamento dos profissionais em formação e garantindo a padronização em equipes de trabalho, sugere-se a utilização de uma lista de checagem. Nenhuma lista de checagem é completa ou perfeita, elas se sobrepõem e se complementam.

Checagem objetiva

Primeira etapa: busca corrigir os erros de textos em versão eletrônica, eliminando as inadequações recorrentes deste tipo de redação e edição pelo autor.

Segunda etapa: objetiva sanar as inadequações mais comuns, que ocorrem em abundância em quase todos os textos, devem ser procurados de forma sistemática ao longo do trabalho. Como o abuso de pronomes e artigos indefinidos, uso inadequado de comparativos, entre outros.

Checagem subjetiva

Compreende aspectos que somente a leitura atenta do texto inteiro pode proporcionar.

Há vários outros tipos e técnicas de Revisão de Texto. Cada Revisor trabalho de uma maneira.

A seguir, algumas reflexões que podem ser utilizadas como guia de checagem.

– O texto é amigável, incluindo apenas o que o leitor precisa saber?

– O texto apresenta uma tese ou um propósito?

– Os parágrafos se relacionam com a tese ou propósito?

– Os detalhes de cada parágrafo se relacionam com a ideia central?

– Alguns detalhes devem ser movidos para outro parágrafo?

– Há uma frase de conclusão para o parágrafo?

– Há transição entre os parágrafos?

– O verbo concorda sempre com o sujeito?

– A escolha e posição dos pronomes está correta?

– As estruturas de coordenação e subordinação sintática estão corretas?

– Há orações muito longas que devem ser separadas?

– Há sequências de frases muito curtas?

– Há palavras faltando?

– Há palavras repetidas?

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