Metáfora do cristal

A metáfora do cristal constitui alusão às várias facetas que o cristal apresenta. Por meio dessa metáfora “o pesquisador conta a mesma história de diferentes pontos de vista” (DE GRANDE, 2011). Para Oliveira (2013), a metáfora traz consigo, para o processo de produção de investigação, “aspectos relacionados ao sujeito, ao tempo, à historicidade, à subjetividade, às relações de poder e à ética, explicitando o entendimento de que o modelo dominante no campo das Ciências Humanas apresenta-se como multifacetado e resultante de multicausalidades”.

Nessa perspectiva, a sociolinguística interacional, em sua episteme qualitativa, é área interdisciplinar e dialoga, nesta dissertação, com a semiótica social e com a ADC.

 Figura 3 – Metáfora do Cristal

Metáfora do cristal

Fonte: elaborada pelo autor.

 Propus, neste capítulo, várias abordagens metodológicas a fim de contemplar a complexidade do objeto de estudo desta dissertação, com o objetivo de articular os objetivos gerais e específicos às questões de pesquisa. Justifico, por meio dessas várias abordagens, o caráter construtivista desta pesquisa.

Devido ao fato de, nesta dissertação, as interações serem o “ponto de partida” para compreensão do discurso de cidadania no Metrô-DF, a triangulação[1] norteia esta investigação, a fim de justificar o dialogismo entre as interações e os discursos, língua e sociedade. Este percurso científico apresenta-se, portanto, como um caminho possível, dentre outros que poderiam ter sido escolhidos.

 [1] Refere-se, segundo, Mathison (1988, p. 13) à utilização de “múltiplos métodos, fontes de dados e outros pesquisadores para ampliar a validade das descobertas da pesquisa”.

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 3: Metodologia sobre trilhos: o percurso científico

3.10 Metáfora do Cristal

Link para download e consulta de referências: https://criteriorevisao.com.br/processos-interacionais-e-discursivos/

Gramática do design visual

Gramática do design visual

Nas últimas décadas, foi possível observar o crescimento da utilização de textos multimodais nos meios de comunicação. Os textos multimodais são aqueles que articulam diferentes códigos semióticos para potencializar a significação. Com isso são produzidos diversos níveis de sentido e possibilidade de leituras. Dessa forma, o elemento verbal se torna mais um dos elementos de representação, e não o seu pilar.

A GDV, proposta por Kress e van Leeuwen (1996, 2000), apresenta análise de como as relações sociais são representadas nas imagens. A GDV parte do entendimento de que existe correspondência entre as estruturas linguísticas e as estruturas visuais, uma vez que essas expressam experiências particulares e constituem formas de interação social. Segundo Kress e van Leeuwen (1996), as imagens possuem duas representações básicas: “uma representação narrativa (descreve os participantes em uma ação) e outra conceitual (estática e que descreve os participantes como eles são em termos de classe, estrutura ou significado)” (PETERMANN, 2005, p. 1).

Link para download e consulta de referências: https://criteriorevisao.com.br/processos-interacionais-e-discursivos/

Trecho de dissertação de mestrado de Anderson Hander.

Para citar: Xavier, Anderson Hander Brito. Viajar e punir: processos interacionais e discursivos para (des)construção de cidadania(s) na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal. Dissertação. Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas. Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Capítulo 3: Metodologia sobre trilhos: o percurso científico

3.8 Gramática do design visual (doravante GDV)

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#Gramática do design visual (GDV)

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