Dislexia e produção acadêmica: desafios e estratégias

Neste vídeo, trato da dislexia com base na minha experiência como Linguista e Revisor de Textos Acadêmicos, especialmente em relação ao acompanhamento de pessoas que escrevem dissertações e teses.

A dislexia não tem qualquer relação com falta de inteligência, tampouco deve ser tratada como doença, mas como uma forma diferente de processamento da língua, que impacta diretamente a leitura e a escrita.

Na Pós-graduação, esse impacto é ainda maior, já que as produções acadêmicas exigem operações cognitivas complexas: leitura densa, organização argumentativa, domínio conceitual e precisão linguística.

Para quem tem dislexia, esse processo tende a ser mais lento, cansativo e, muitas vezes, atravessado por frustração, cobranças excessivas e queda da autoestima — especialmente quando forma e conteúdo são confundidos como se fossem a mesma coisa. Portanto,

Ao longo do vídeo, defendo que o primeiro passo é não se patologizar e compreender essa condição como parte da diversidade humana, sem negar suas dificuldades concretas. Também enfatizo a importância do diálogo honesto com o orientador, para tornar a relação menos assimétrica e ajustar expectativas, sem recorrer a um discurso vitimista.

Apresento estratégias práticas de organização da escrita, separação entre conteúdo e forma, uso de esquemas visuais, rotinas de produção e gestão do tempo, além da importância do envio do texto para revisão especializada.

A Revisão, nesse contexto, não é um “atalho”, mas uma mediação legítima que reduz a sobrecarga cognitiva e permite que o pesquisador concentre sua energia no que realmente importa: o desenvolvimento da pesquisa.

A mensagem central é simples, mas fundamental: escrever com dislexia na pós-graduação é possível, desde que haja consciência, estratégia, apoio qualificado e menos preconceito linguístico institucionalizado. Assim,

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Quem pode expulsar o Mestrando/Doutorando do Programa de Pós-graduação?

Geralmente, quem delibera a exclusão/desligamento de um estudante de Pós-graduação é o colegiado do programa. Da mesma maneira, ninguém pode alterar, aleatoriamente, o tema de pesquisa relativo ao projeto aprovado (para isso acontecer, é preciso que haja um pedido de alteração ao colegiado). O orientador não expulsa ninguém sozinho. Ele pode relatar problemas, mas não decide.

A coordenação do programa também não decide. Ela instrui o processo e leva o caso ao colegiado. A decisão formal costuma ser do Colegiado do Programa de Pós-Graduação, com base no regimento interno e nas normas da universidade.

Em alguns casos, a decisão deste ainda precisa ser homologada por instância superior (Câmara de Pós-Graduação, Pró-Reitoria, Conselho de Ensino etc.). Entretanto, há garantias mínimas durante esse processo: direito à ciência formal. direito à manifestação/defesa.

No caso da Beatriz, a instituição afirma que o desligamento seguiu os trâmites devidos. Ela, entretanto, contesta essa narrativa, negando que o procedimento tenha ocorrido de forma regular.

Afirma que foi expulsa do mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF) por causa de perseguição e hostilização no ambiente acadêmico, ligadas à sua linha de pesquisa e posicionamentos públicos sobre raça e gênero, e não por razões acadêmicas.

Alega, também, que sofreu constrangimentos no campus e que sua permanência no programa foi condicionada a comportamentos que ela considerou humilhantes.

Além disso, informa que não recebeu comunicação formal por escrito da decisão e que não houve, de fato, garantia de defesa no processo.

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