Revisão de Texto em Língua Portuguesa do Brasil

Cascavel Revisão de Texto

Revisão de Texto em Língua Portuguesa do Brasil

Procura por serviço de Revisão de texto em Língua Portuguesa do Brasil? Nós traduzimos, adequamos e revisamos o seu texto de Português de Portugal para Português brasileiro, conforme qualquer gênero textual: formais ou informais.

Embora haja grandes laços linguísticos e culturais entre Brasil e Portugal, os brasileiros, hoje, praticamente, falam um novo idioma, o chamado e diferenciado Português do Brasil, com as suas próprias peculiaridades, marcações gramaticais que se articularam aos processos linguísticos que ocorreram, ao longo do processo histórico de formação linguística, política e identitária deste país, com influência de línguas africanas, indígenas e outros idiomas trazidos a esta nação por outros povos.

Além da distância geográfica e de questões políticas e sociais, a Língua Portuguesa do Brasil assume a sua própria identidade. Mesmo que o Novo Acordo Ortográfico exista, ele não se refere a questões morfológicas, fonéticas e de sintaxe que tanto distanciam hoje o Português do Brasil de Portugal. Embora algumas regras gramaticais pautem-se em Português de Portugal, muitas destas caíram em desuso e já não são mais representativas de nossa Língua, seja na linguagem informal ou mesmo formal. Definitivamente, nós não falamos o mesmo idioma, seja em nível lexical, morfológico, semântico, sintático ou pragmático.

Portanto, se você tem um texto, escrito em Português de Portugal, mas que circulará no Brasil, ele deve ser traduzido e revisado por um Revisor conhecedor do Português do Brasil e capacitado para esse serviço. Além disso, esclareço que sou Linguista e que penso Língua em perspectiva científica e não de senso comum.

Também somos capacitados em relação à oferta de serviço de diagramação e de padronização de textos. Oferecemos serviço de padronização conforme as normas da ABNT, CHICAGO, VANCOUVER, APA ou manual solicitado.

FORMAS DE PAGAMENTO

Trabalhamos, nesse caso, com o Paypall.

VALORES E SERVIÇOS

Versão Português de Portugal para Português do Brasil

 

Como é o caso de um serviço diferenciado que dialoga com o serviço de tradução, o custo é maior:

Revisão gramatical e tradução: 20,00 reais por lauda. Inclui adequação quanto ao uso de pontuação, regência verbal e nominal, tradução de expressões e adequação de linguagem conforme contexto e gênero textual proposto.

Revisão gramatical, tradução e formatação: 23,00 reais por lauda, (inclui formatação conforme normas da ABNT ou manual desejado).

*Segue uma lista com expressões que diferenciam os dois idiomas (sem falar em questões de sintaxe):

 

Brasil Portugal English
abridor de latas abre-latas can opener
aeromoça hospedeira flight stewardess
água-viva alforreca jellyfish
AIDS SIDA (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida) AIDS
alho poró alho-porro leek
aquarela aguarela watercolor
aterrissagem aterragem landing
banheiro, toalete, lavabo, sanitário casa de banho, lavabos, sanitários bathroom
bonde eléctrico streetcar (US), tram (UK)
freio, breque travão, freio brake
brócolis brócolos broccoli
café da manhã pequeno almoço breakfast
caminhonete, van, perua (obsolete) camioneta station wagon (US), estate car (UK)
câncer cancro cancer (the disease)
carona boleia ride, hitchhiking
carteira de habilitação, carteira de motorista carta de condução driver’s license (US), driving licence (UK)
carteira de identidade bilhete de identidade ID card
telefone celular (ou simplesmente “celular”) telemóvel cell phone (US), mobile phone (UK)
canadense canadiano Canadian
caqui dióspiro persimmon
Cingapura Singapura Singapore
dublagem dobragem dubbing
durex, fita adesiva fita gomada, fita-cola, fita adesiva Scotch Tape
Band-Aid penso rápido plaster (UK), band-aid (US)
time, equipe equipa, equipe team
favela bairro de lata slum, shanty-town
ferrovia caminho de ferro, ferrovia railway
fila bicha, fila line (US), queue (UK)
fones de ouvido auscultadores, auriculares headphones
gol golo goal (in sports)
grama relva grass (lawn)
Irã Irão Iran
Islã Islão Islam
israelense, israelita israelita Israeli
maiô fato de banho woman’s swimsuit
mamadeira biberão, biberon baby bottle
metrô metro, metropolitano underground, subway (US), tube (UK)
Moscou Moscovo Moscow
ônibus autocarro bus
polonês polaco Polish
rúgbi, rugby râguebi, rugby rugby
secretária eletrônica atendedor de chamadas (telephone) answering machine
tcheco checo Czech
trem comboio train

 

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Memórias de um Professor: o que é critica

Memórias de um Professor: o que é critica

Trecho de e-mail enviado aos meus alunos do Ensino Médio, no período em que ainda lecionava. Saudades!

O que eu quero dizer com “ser crítico”?

Pessoal, quando digo a vocês para serem mais críticos ou que eu exijo um posicionamento textual de vocês mais crítico, não refiro-me ao significado de crítico como o clichê presente em relação a pessoas que “apenas criticam”. Criticar de maneira destrutiva os outros não significa diretamente”ser crítico”.

 O texto não está pronto e apenas no papel, intacto e imutável. Cada um de vocês dialoga com um texto de acordo com outros textos lidos. Cada texto lido pode ser relacionado à realidade de vocês ou de outras pessoas. Um posicionamento consciente diante do mundo em relação a leituras prévias, discursos de outras pessoas e experiências vividas permite, de alguma maneira, a crítica.

Mas aqui ela deixa de ser crítica quando uma pessoa não se posiciona sobre esses textos, sobre o mundo ou sobre si mesmo, quando essa pessoa perde-se em clichês, ou na falta de reflexão, quando ela é vencida pela passividade e é incapaz de refutar outras críticas ou quando ele perde-se na irracionalidade, não há crítica.

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#Memórias de um Professor: o que é critica

O gigolô das palavras

O gigolô das palavras

Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Verissimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover… Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos 1 e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.

Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.  Necrólogos é aquele que realiza elogios sobre alguém falecido. Cáften, gigolô, é aquele que vive da prostituição. Calão é um linguajar grosseiro.

Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos , etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.

Fonte: VERISSIMO, Luis Fernando. O gigolô das palavras. In: ______. Para gostar de ler; Luis Fernando Verissimo: o nariz e outras crônicas. 10a . ed. v. 14. São Paulo: Ática, 2002. p. 77 e 78.