Linguagem verbal e linguagem não verbal

Linguagem verbal e linguagem não verbal

LINGUAGEM VERBAL E LINGUAGEM NÃO VERBAL

Qual é a diferença?

Primeiramente, é preciso esclarecer que uma língua constitui uma especificidade antrópica de linguagem. Nesse sentido, é possível pensar língua não somente como “combinação” simplória de palavras/frases/orações que geram sentido nas interações cotidianas.  A língua como instrumento de comunicação e de organização do pensamento constitui-se de elementos verbais e não verbais.

A linguagem verbal refere-se à fala e à escrita, está para os aspectos gramaticais, vocabulares, para o nível do texto e da oralidade.

A linguagem não verbal refere-se a elementos como cores, expressões faciais, gestos que também compõem o processo de interação.

Obviamente, não é possível pensar em língua somente nessa “polarização” entre o verbal e o não verbal. Mesmo uma página de um livro que não tenha imagens compõe-se de elementos não verbais, como é o caso dos destaques em negrito, marcações de parágrafos, itálicos, entre outros.

Infelizmente a escola ainda faz essa diferenciação e solicita que alunos resolvam exercícios estruturalistas sobre diferenciação de linguagem verbal e não verbal, como se um texto, mesmo sem imagens, fosse monomodal (grosso modo, limitado, apenas, a aspectos verbais). Por exemplo, se ignorarmos, em relação a este post, a imagem logo “Critério Revisão”, podemos pensá-lo sim em seus aspectos não verbais, mesmo que pareça que ele compõe-se, somente, com base em aspectos verbais, em relação às palavras e ao texto em si, pois a própria marcação de parágrafo, o título em caixa alta são marcações não verbais, que se alinham ao plano visual e organizacional da projeção do texto na página (como ocorre em relação à diagramação de um livro).

Enchendo linguiça na hora de escrever

Enchendo linguiça na hora de escrever

Às vezes recebo textos acadêmicos em que os clientes desenvolvem longos períodos, com vocábulos formais, mas, no final da leitura, não faz o menor sentido, embora não haja problemas gramaticais.

É importante estar atento a essas questões no texto ou, ao menos, encaminhar o seu texto a um revisor para que essas inadequações sejam sinalizadas a fim de que haja maior clareza.

Apresento a seguir um quadro em que qualquer uma das combinações podem ser utilizadas para formar frases, em qualquer ordem, mas elas, simplesmente, não fazem o menor sentido, embora não pareça haver inadequação gramatical.

KURY, Adriano da Gama. Para falar e escrever melhor o Português. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.

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#Enchendo linguiça na hora de escrever

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Uso de aspas (Redação Oficial)

Uso de aspas na redação oficial.

Uso de aspas (Redação Oficial)

As aspas têm os seguintes empregos:

        a) usam-se antes e depois de uma citação textual:

        A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, no parágrafo único de seu artigo 1o afirma: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.

        b) dão destaque a nomes de publicações, obras de arte, intitulativos, apelidos etc.:

        O artigo sobre o processo de desregulamentação foi publicado no “Jornal do Brasil”.

        A Secretaria da Cultura está organizando uma apresentação das “Bachianas”, de Villa Lobos.

        c) destacam termos estrangeiros:

        O processo da “détente” teve início com a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962.

        “Mutatis mutandis”, o novo projeto é idêntico ao anteriormente apresentado.

        d) nas citações de textos legais, as alíneas devem estar entre aspas:

        O tema é tratado na alínea “a” do artigo 146 da Constituição.

        Atualmente, no entanto, tem sido tolerado o uso de itálico como forma de dispensar o uso de aspas, exceto na hipótese de citação textual.

        A pontuação do trecho que figura entre aspas seguirá as regras gramaticais correntes. Caso, por exemplo, o trecho transcrito entre aspas terminar por ponto-final, este deverá figurar antes do sinal de aspas que encerra a transcrição. Exemplo: O art. 2o da Constituição Federal – “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.” – já figurava na Carta anterior.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm