Diferença entre dedicatória e agradecimento

Diferença entre dedicatória e agradecimento

Conforme as normas da ABNT [NBR 14724, 4.1.5 e 4.1.6], dedicatória e agradecimento são elementos textuais opcionais em trabalhos acadêmicos. Em artigos, entretando, eles não constituem o corpo de texto.

A dedicatória de um estudo acadêmico fica a critério do(a) autor(a).

Faz muito sentido, no entanto, que os agradecimentos sejam feitos àqueles que, direta ou indiretamente contribuíram para a concretização da pesquisa.

Sugiro que ambos sejam redigidos da seguinte maneira, exemplo:

À minha família, que me apoiou…

Ao professor Dr. X, pelas contribuições dadas à pesquisa proposta nesta dissertação.

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#Diferença entre dedicatória e agradecimento

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Crase pronome possessivo feminino

Crase pronome possessivo feminino

O uso de crase com a maioria dos pronomes é inadequado, mas, no caso de pronomes possessivos femininos, dependendo da regência do verbo/nome, o uso é opcional. Isso deve-se ao fato de o artigo definido “a” poder ser utilizado (ou não) para especificar algum substantivo (Exemplos 1 e 2):

Exemplo 1: a minha irmã é Professora ou minha irmã é Professora (exemplo 2).

Exemplo 3: (agradecimentos de textos acadêmicos):

À minha família, que me apoiou neste caminho de autoconhecimento.

A minha família, que me apoiou neste caminho de autoconhecimento.

Entretanto, lembre-se de que as ocorrências de crase, nesse caso, ao longo de seu texto, devem ser padronizadas, ou seja, o uso é opcional, mas, em futuras ocorrências, no mesmo texto, deve-se seguir a primeira regra de uso.

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#Crase pronome possessivo feminino

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Esta dissertação ou essa dissertação?

Esta dissertação ou essa dissertação?

Embora hoje não haja muito critério em relação à sistematização de regras para o uso de esta/essa, sou muito sistemático em relação a essas distinções em textos formais/acadêmicos.

Deve-se escrever ESTA dissertação e não ESSA dissertação, para o caso do próprio texto ao qual você se refere (a sua própria dissertação/tese).

Nas interações face a face ou naquelas mediadas por textos, os pronomes podem apontar para a própria interação, ou para elementos relativos ao próprio texto. Além disso, também há referência, por meio deles, à temporalidade.

O pronome ESSA faz referência ao que já foi mencionado anteriormente no texto (exemplo 1). O pronome ESTA refere-se ao que será, ainda, anunciado (exemplo 2). Há também uma outra regra de temporalidade que também estabelece distinção para esse uso: próximo ao tempo presente (este), passado remoto ou futuro (esse).

Exemplo 1: Brasília é a Capital Federal. ESSA cidade é linda.

Exemplo 2: ESTA foi a mensagem deixada por André: “não me procure mais”.

Cunha e Cintra (2007), em a Nova Gramática do Português Contemporâneo, citam o seguinte exemplo para distinguir a temporalidade:

ESTA tarde para mim tem uma doçura nova (Riveiro Couto, PR, 83).

Bons tempos, Manuel, ESSES que já lá vão! (A. Nobre, S, 51).