Itálicos e outros estilos em textos acadêmicos

Não se deve utilizar, em textos acadêmicos, marcação de negrito, itálico, subscrito como “enfeite”. O emprego dessas marcações, em textos científicos, são restritos, mesmo que vigorem em outros textos.

Itálico. Marcação utilizada para vocábulos em língua estrangeira ou para diferenciar a hierarquia entre títulos e subtítulos. Também é comum esse uso para destacar, na seção de referências do trabalho, títulos de algumas obras, nomes de periódicos…

Negrito. Marcação que diferencia títulos, são utilizados juntamente a outros destaques para marcar hierarquização de títulos no sumário (exemplo, para diferenciar títulos com a hierarquia numérica 1,2,3 de subtítulos, por exemplo, 1.1,  2.1 e 3.1).

Sublinhado. Eu sugiro que você evite o uso desse destaque em textos acadêmicos, ele é desnecessário.

Letra maiúscula. Evite grafar todos os vocábulos de títulos com inicial maiúscula. Alguns vocábulos podem ser destacados no texto em letra maiúscula, sim, mas é preciso muita cautela para fazer essa marcação, pois ela precisa de alguma motivação coerente com a área de estudo. Por exemplo, o vocábulo “Professor”, em textos acadêmicos da área de educação, pode ser marcado em letra maiúscula.

Não faz sentido, por outro lado, marcar o termo “Agrônomo”, em letra maiúscula, em texto da área de Linguística. Considero, também, relevante marcar nomes de teorias em letra maiúscula em textos acadêmicos, bem como as iniciais de vocábulos que se refiram a siglas.

Evite carregar o texto com esses destaques, eles são desnecessários, na grande maioria das vezes. Prefira uso uniforme desses termos, eles não devem ser utilizados aleatoriamente, sem rigor algum, o que torna o texto poluído visualmente e não se articula à organização de um texto acadêmico.

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Escolha de tema de pré-projeto de pesquisa

Penso que a escolha do tema seja um processo muito genérico e anterior à organização do pré-projeto de mestrado.

Você pode pensar em um tema que se articule ou não à sua área de estudo, mas, posteriormente, também, deverá vinculá-lo e estabelecer uma lógica entre ele e a sua ciência, bem como entre ele e a linha de pesquisa da instituição.

Lembre-se de que os orientadores devem seguir um certo ritmo em relação ao desenvolvimento de pesquisa. Eles não podem orientar trabalhos que fujam ao programa de pesquisa deles. Cuidado para não confundir tema com linha de pesquisa.

Vários temas podem ser revelados e pesquisados com base no olhar de várias ciências/pesquisadores. Não existe um tema que seja limitado ou específico à determinada área. Mas é importante que haja uma cerca ligação e lógica entre o tema e a sua ciência…

(Continue a leitura. Adquira o meu e-book: GUIA PRÁTICO PARA ELABORAÇÃO DE PRÉ-PROJETO DE MESTRADO)

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Dissertação de mestrado e Tese de doutorado

Dissertação de mestrado e Tese de doutorado

O Conselho Federal de Educação (CFE) traz, de maneira clara, a diferença entre dissertação e tese:

Parecer 977/65 Art. 2º:

§ 1º O preparo de uma dissertação será exigido para obtenção do grau de “MESTRE”; § 2º A elaboração de uma tese constitui exigência para obtenção do grau de “DOUTORADO”.

Art. 9º

A dissertação do mestrado deverá evidenciar conhecimento da literatura existente e a capacidade de investigação do candidato, podendo ser baseada em trabalho  experimental, projeto especial ou contribuição técnica.

Art. 10
A tese de doutorado deverá ser elaborada com base em investigação ORIGINAL devendo  representar trabalho de REAL contribuição para o tema escolhido.

Parecer 77/69

Art. 13
V – Do candidato ao Mestrado exige-se dissertação ou outro tipo de trabalho a critério do departamento; para o grau de Doutor requer-se defesa de tese que represente trabalho de pesquisa importando em real contribuição para o conhecimento do tema.

Disponível em: <http://site.ufvjm.edu.br/ppgcf/files/2014/05/Normas-para-reda%C3%A7%C3%A3o-de-disserta%C3%A7%C3%B5es-e-teses-consepe-res-11-anexo.pdf>. Acesso em 15 de setembro de 2018.

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Revisão de Tese de Doutorado

Prof. Me. Anderson Hander, Revisor de Textos

Sou Revisor de Textos há mais de dez anos. Revisei teses e ofereci consultoria para pesquisadores de diversas universidades federais brasileiras. Também participei de diversas defesas de doutorado e desenvolvi pesquisa na universidade, na graduação e pós-graduação. Revisei teses da área de saúde, exatas e humanas em geral. Conheçam o meu portfólio e currículo para mais informações sobre o meu trabalho.

As peculiaridades do gênero textual tese

Teses de doutorado devem ser revisadas por profissionais que tenham formação mínima em nível de mestrado ou de doutorado. Além disso, é preciso que o Revisor de teses tenha experiência com pesquisa e perfil de pesquisador. Há algumas peculiaridades a respeito do gênero acadêmico tese que apenas Revisores pesquisadores, mestres e doutores, podem observar. Por exemplo, na área de Educação, o uso do termo “aluno”, em dissertações e teses, é bastante criticado por pesquisadores. Na saúde, há bastante crítica, também, ao termo “portador”, por exemplo, “portador de necessidades especiais”.

Para o caso de Formatação de Texto, é preciso que o Revisor tenha  conhecimento contextualizado das normas de formatação de trabalhos acadêmicos. Por exemplo, é muito comum que alguns clientes encaminhem trabalhos em que tabelas são, indevidamente, intituladas como quadros ou vice-versa. Tabelas são vazadas nas laterais e contêm informações numéricas. Quadros são fechados nas laterais e até podem apresentar alguns números, mas o enfoque da informação do quadro não é qualitativo, não se refere a porcentagem, por exemplo.

Constantemente, recebo teses para revisão de pesquisadores da UFRJ, UNB, UNICAMP, UFMG, UFG, PUC, e, geralmente, realizo, para cada 200 laudas enviadas, quando o texto não está muito mal escrito, entre 30 a 40 alterações por lauda. Quando o texto tem sérios problemas, essas alterações passam de 100 por página. Esses números revelam o que eu sempre digo a todos os meus clientes: TODO TEXTO PRECISA SER REVISADO, seja ele redigido por um doutor, mestre ou mesmo por um linguista.

A importância do Revisor de Texto

Apesar de ser importante o planejamento do próprio texto do autor, bem como o desenvolvimento deste, Revisão de Texto deve ser realizada por um terceiro. Afinal, os filósofos já diziam que os outros veem melhor. Vale ressaltar que o olhar de qualquer um, ainda mais quando este é o autor de um texto, vicia. Portanto, embora eu acredite que autores devam revisar, também, os seus próprios textos, para garantir maior qualidade e eficácia no processo de Revisão, o texto, necessariamente, deve ser encaminhado a um Revisor de Textos.

É preciso de muito cuidado para buscar um profissional na área de Revisão de Textos. A máxima que todos nós conhecemos: “o barato sai caro”, infelizmente, é verdadeira no caso de ofício de Revisão de Texto. Não confiem a um estudante que não tem formação na área de Letras o seu texto, “fruto” de anos de investigação. Valorize o seu trabalho e o seu próprio texto. Portanto, encaminhe-o a um profissional com formação e experiência na área.

Orçamento para Revisão de Tese de Doutorado

Revisores de Textos e Tradutores utilizam contagem de palavra ou de lauda para realizarem orçamento. No mercado, uma lauda varia entre 1200 a 1800 caracteres com espaços. A minha contagem considera 1300 caracteres. O custo de meus serviços varia entre 4,00 a 12,00 reais por lauda, dependendo do tipo de serviço solicitado. Consulte a tabela de preços atualizada e conheça os tipos de serviços que ofereço.

Contato

Solicite orçamento para um de meus e-mails: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

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Balneário Camboriú ‒ Revisão de Texto

Balneário Camboriú ‒ Revisão de Texto

Você está escrevendo o seu trabalho de conclusão de curso, dissertação de mestrado, tese de doutorado ou precisa revisar um livro antes de publicá-lo? Necessita de revisão para empresa/ONG por preços acessíveis e trabalho de qualidade? Entre em contato conosco. Somos um grupo de revisores da UnB (Universidade de Brasília), da graduação e da pós-graduação. Trabalhamos com revisão de texto há cinco anos. Revisamos monografias, teses, dissertações, livros, anúncios publicitários, redações de vestibulares (atuamos em 2013 no processo de correção de redações do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)) e também prestamos serviços de revisão para órgãos públicos.

Obs: possuímos CNPJ, atestado de capacitação técnica, emitimos nota fiscal e, também, temos registro no CNPq.

Atenção: nós não elaboramos trabalhos acadêmicos. Isso é uma atividade ILEGAL.

Valores e serviços 

1 – Formatação (conforme a ABNT, APA, Vancouver ou manual desejado): 4,00 reais a lauda. Inclui checagem a respeito de formatação das Normas da ABNT ou manual desejado*;

2 – Revisão Ortográfica e Gramatical: 5,00 reais a lauda. Inclui revisão ortográfica conforme o Novo Acordo Ortográfico, observação de aspectos de concordância/regência nominal e verbal, crase, pontuação e outros aspectos gramaticais relativos à linguagem do gênero textual proposto;

3 –  Revisão Ortográfica e Gramatical  + formatação (ABNT ou manual desejado): 7,00 reais a lauda.  Inclui revisão 2 + formatação (ABNT/outros);

4 – Revisão Crítica: 10,00 reais a lauda. Inclui revisão 2 (Revisão Ortográfica e Gramatical), além de sugestões estilísticas, *reescrita/sugestão de reescrita de parágrafos mal elaborados, adequação vocabular, progressão textual e aspectos de coesão e coerência. Essa revisão também inclui sugestões e dicas em relação ao gênero textual proposto.

5 – revisão crítica + formatação (conforme ABNT ou manual desejado): 12,00 reais a lauda.  Inclui revisão 4 e contempla algumas questões relativas à padronização de seu texto que não são estabelecidas, por exemplo, pelas normas da ABNT (ou pela maioria dos manuais universitários) e por manuais gramaticais ou ortográficos, como é o caso de uniformização de siglas, uniformização de pontuação ao final de enumeração, uniformização de iniciais minúsculas ou maiúsculas, uniformização de extensão de parágrafos, enfim, questões relacionadas à lógica organizacional do próprio texto e de seus elementos.

Obs: 1 lauda = 1.300 caracteres

* Em virtude do conteúdo do texto, alguns períodos terão de ser reescritos pelo próprio autor.

* Eu não padronizo o trabalho para o aluno, o trabalho precisa ser enviado organizado.

Em arquivo Word, as alterações serão marcadas por meio da ferramenta REVISÃO. Em alguns casos, haverá sugestões em caixas de comentários do documento, que precisam de mediadas pelo escritor. Após a finalização de nosso serviço, basta ACEITAR ou RECUSAR as alterações realizadas(em caso de dúvidas, nós iremos auxiliá-lo(a), nesse processo).

Esse processo é importante para que você visualize as alterações feitas em seu texto para compará-las, se desejar, com o seu texto original.

Em arquivo Pdf, há apenas sugestões de reescrita em caixas de comentário.

Se você desejar personalizar essa etapa, envie-nos a sua sugestão e as marcações da revisão serão adequadas às suas necessidades. Caso seja solicitado, também oferecemos pacotes de revisão personalizados. Envie-nos um e-mail para solicitar um orçamento.

O seu texto será lido por dois revisores, o que garante maior eficácia à revisão.

ATENÇÃO: NÃO oferecemos “revisões infinitas”. Cada revisão custa um valor. Consideramos revisão de texto como um processo e não como um resultado absoluto, quantitativo e positivista. Não compartilho do pensamento de alguns que consideram-me como um MESSIAS de seus textos mal escritos, um Zaratustra vernáculo cimarrón que faz “milagres textuais”. O texto, antes de qualquer revisão, é produto da subjetividade humana e a linguagem de cada texto depende do gênero textual proposto.

Orçamento

Após abrir o seu documento, clique na última página, pois, às vezes, o word não faz a contagem corretamente dos caracteres.

Para conferir a quantidade de caracteres de seu documento, clique, na barra de documento do Word, em “palavras” (Em caso de documento PDF/outros, envie-nos um e-mail: andersonhander@gmail.com).

Sem título

Em seguida, será aberta a seguinte caixa de diálogo:

Sem título

Divida a quantidade de caracteres com espaços por 1.300 (1 lauda = 1.300 caracteres) e multiplique o valor obtido pelo valor da revisão desejada: esse será o valor final.

Se desejar, envie-nos o seu documento e faremos o seu orçamento.

Formas de pagamento

À vista ou em até 12 vezes no cartão de crédito (visa/mastercard).

Prazos de entrega 

Os nossos prazos são variáveis, mas, em média, para cada 100 laudas, solicitamos prazo mínimo de 4 dias.

ATENÇÃO, se você necessita de prazos inferiores aos que informamos, cobramos adicional de 1,50 por lauda sobre o serviço, se pudermos atendê-lo(a).

Contatos

Facebook: https://web.facebook.com/criteriorevisao/ (curta a nossa página no Facebook!)

Telefone: (61) 99801-6596 (Whatsapp)

Skype: criteriorevisaotextual

E-mail: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

Instagram: @criteriorevisao (siga-nos!)

Aguardamos o seu contato.

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Formatação conforme APA

Formatação conforme APA: diálogos com um cliente

Compartilho com vocês trecho de um e-mail escrito a um cliente, a respeito de alguns esclarecimentos sobre Formatação conforme normas APA (American Psychological Association) para que vocês conheçam meu trabalho.

Prezado cliente, boa tarde!

Envio neste e-mail, para que você possa tirar as suas próprias conclusões, algumas reflexões sobre como organizar alguns gráficos em seu trabalho (já que não há regra absoluta proposta pela APA sobre o assunto). 
A APA não traz especificação por escrito sobre como as figuras, gráficos etc. devem aparecer no trabalho (tampouco, no Brasil, a ABNT (Associação Brasília de Normas Técnicas)). Na verdade, a ABNT sugere consulta a um manual do IBGE para essas questões). 
O manual da APA traz exemplos visuais, mas isso não implica regra necessariamente, inclusive, pois os padrões que ele traz divergem de uma figura para outra (você pode verificar no manual da sexta edição das normas APA). 
Eu sugiro que mantenhamos o título “Gráfico” e que haja nota referenciando o gráfico e a fonte do gráfico, abaixo deste (para Figuras, o manual traz, visualmente, o título acima da Figura e, abaixo, aparece o número da figura em itálico). 
O capítulo 5 do manual trata de figuras e gráficos (pág. 125). Dê uma olhada, por favor, para você tirar as suas próprias conclusões para chegarmos a uma definição de um padrão de uso em seu trabalho).
O pensamento que lhe disse está correto, sobre a APA considerar figura como gráfico. Na pág. 127, por exemplo, o manual traz essa segmentação, veja:
“Figures such as graphs are initially”.
No manual, uma vez ou outra eles trazem o termo “gráfico” ou “aspectos gráficos”, mas não trazem exemplo em que o gráfico se refere, visualmente, ao termo “gráfico”. Na verdade, como lhe enviei por Whatsapp, aparece um gráfico em que o manual intitula de figura (nesse sentido, o gráfico é, para a APA, uma categoria de figura).

Outra questão, o manual é um guia para publicação de artigos acadêmicos, e não de dissertações e de teses. Então, é preciso fazer algumas adaptações.

Sobre a fonte da tabela ou figura/gráfico, se tiver sido feita por você, imagine que você tenha tirado figuras, tabelas de outros materiais?
Nesse caso, é importante apresentar a fonte, para que não haja plágio. Para isso, seria interessante referenciá-la na nota que especifica a tabela/figura/gráfico etc. (ao final das notas).
Se tiverem sido adaptadas, você, também, deve especificar na nota do elemento visual (“adaptada de”).
Se você perceber, visualmente, eles inserem uma quebra entre o número da tabela e o título desta. Ex:
Tabela 1
Título da Tabela
Você não precisa seguir essa lógica à risca, pois o manual não tem nada escrito sobre ela. É, apenas, um padrão visual.
Fica claro, a respeito de seu manual, que as tabelas, figuras/gráficos são referenciadas no texto antes que apareçam.
Ex:
De acordo com a Figura 1, o Brasil…
FIGURA 1 
Podemos manter o seu padrão de organização, mas seria preciso inserir os títulos abaixo do gráfico.
Gráficos estão, para a APA, na mesma categoria de figura, diferentemente de tabelas, em que o título aparece em cima da tabela e não embaixo.
Dê, também, por favor, uma olhadinha na pág. 150 do material, em que eles explicam  o que uma tabela, figura devem ter para ser válida.
Eles tratam de autoria, explicando que na nota deve haver referência à tabela ou figura quando não for elaborada pelo autor.
Na pag. 151, eles explicam, claramente, que gráficos são figuras (ou seja, eles não usam o termo gráfico, propriamente dito).
Aguardo o seu feedback para que chegamos a um consenso sobre a uniformização dos gráficos bem como das fontes no caso de tabelas etc.
Qualquer dúvida, deixe um áudio pelo Zap.
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Resenha da obra Análise Conversacional

Resenha da obra Análise Conversacional, produzida durante o período em que cursei Mestrado em Linguística na Universidade de Brasília (UnB), disciplina: Sociolinguística Interacional, ministrada pela Professora Dra. Cibele Brandão.

ORECCHIONI, Catherine Kerbrat. Análise da conversação. Princípios e Métodos. São Paulo: Parábola Editorial. 2006.

A obra de Catherine Kerbarat-Orecchioni, intitulada Análise da conversação: princípios e métodos, trata da investigação de regras e normas na conversa, em processos interacionais.

Segundo a autora, embora por muito tempo tenha-se acreditado que não há regularidade na fala, a análise conversacional rompe esse paradigma atrelado à valorização da língua escrita e revela que há “ordem”, “padrões” na conversação e ela está relacionada a processos de coesão e de coerência nas negociações de sentido, se assim considerarmos a conversação como texto. Primeiramente.

Assim, a autora afirma que “também se devem priorizar os discursos orais e dialogados, considerandos como a forma primordial de realização da linguagem”. Catherine Kerbrat-Orecchioni é doutora em linguística, professora da Universidade Lunière Lyon-II.

A sua especialização em pragmática trouxe grandes contribuições para esta obra, muito reveladora sobre as interações face a face. Ela também é especialista em Análise de Discurso, o que também é ponto positivo, visto que a ADC ou AD é área interdisciplinar e dialoga com a Análise da Conversação.

A obra é divida em 15 seções: 1. A análise das conversações; 2. As diferentes correntes em análise das interações; 3. O contexto; 4. O material; 5. O sistema de turnos de fala; 6. A organização estrutural das conversações; 7. A relação interpessoal; 8. A polidez: aspectos teóricos; 9. As manifestações linguísticas da polidez; 10 A polidez: balanço; 11. A variação cultural: alguns dados; 12. A variação cultural: outros aspectos; 13. Por uma tipologia dos “estilos comunicativos”; 14. Estudos de duas trocas rituais; 15. Conclusões.

Os títulos do sumário revelam que a obra é de ordem introdutória sobre o tema, o que de fato é verdade. Ela não é um manual para análises, embora traga conceitos que podem ser levados em consideração para fundamentação de critérios de análise. As primeiras páginas tratam de conceitos relacionados à noção de interação nas conversações.

Segundo a autora, necessariamente, “o exercício da fala implica uma interação”, o que significa dizer que há trocas e influências no contato com o outro.

Nesse sentido, a fala é sinônimo de troca, de alternância. No entanto, é necessário que os interagentes estejam engajados e que manifestem esses sinais nas interações para que a comunicação seja efetiva. Primeiramente, assim.

É relevante trazer a essa discussão a reflexão de que o engajamento nas interações está atrelado, muitas vezes, ao compartilhamento, em certo nível, de crenças, valores, costumes, e a aspectos inconscientes que são responsáveis pela concordância.

Isso significa que o engajamento nas interações ocorre e as conversações não surgem ao acaso, elas são motivadas por fatores políticos, sociais, econômicos, religiosos e até de ordem inconsciente. Portanto, assim.

A autora pontua marcações na conversação que permitem revelar as posições sobre o que ela chama de “emissor” e “receptor”. No entanto, a sua concepção de comunicação parece estar atrelada à antiga visão de emissor e receptor, código e mensagem.

Um conceito relevante, abordado nessa seção, é o de sincronização interacional, que nos permite compreender as “influências mútuas” que os interagentes exercem um sobre o outro, o que pode ser relacionado ao próprio processo de negociação de sentido nas interações.

Ainda nessa primeira seção, ela afirma que “Os meios pelos quais os membros de uma sociedade podem interagir são extremamente diversos, e nem sempre são de natureza linguística”. Essa afirmação é muito positiva para refletirmos se toda interação é de ordem linguística, embora a autora não forneça ao leitor exemplos de interações de ordem não linguística. Essa discussão é similar à diferenciação entre texto e discurso e à própria dicotomia linguística relativa à forma versus substância.

Primeiramente, é importante ressaltar que o sentido é negociado nas interações pelos interagentes, assim, são eles os responsáveis pela negociação.

Além disso, o contexto é fundamental à compreensão do que possa ser a “natureza linguística das interações”, visto que esse jogo simbólico entre sentido, interação e sociedade depende do contexto das interações, contexto como espaço físico e também psicológico.

Se pensarmos que o texto (verbal ou não verbal) está para as interações no sentido de não ser possível haver interações sem que haja discurso e às vezes texto, como seria possível compreender uma interação de natureza não linguística ainda mais se consideramos o termo linguístico no sentido de discurso, potencial à materialização de textos, latente nas práticas sociais?

A autora parece compreender a “natureza linguística” no sentido de língua falada ou escrita, somente. Por isso, exemplifica, após essa afirmação, que, em exemplo hipotético em que interagentes estejam em fluxo nas ruas, “cada um deve não falar em seu turno, mas passar na sua vez”.

Há um aspecto nesse processo que talvez a autora não tenha pensado, como o “passar” de cada um” no trânsito. Essa ação, embora não esteja manifestada “linguisticamente”, representa potencialmente caráter linguístico em função de estar carregada de discurso.

O sentido dessa ação pode ser atribuído à própria noção de cidadania, pois, se os carros permanecem parados, eles atrapalham o trâmite na rua e impedem o direito do outro, de passar. Da mesma maneira, embora eles não falem, eles interagem, pois, no caso de ser noite, um automóvel, em seu fluxo de passagem, pode sinalizar, por meio de pisca alerta, ou de luzes traseiras, sentidos, como: “irei virar para a esquerda ou direita, não estarei mais ‘nesse fluxo'”.

Segundo ela, as interações podem ser verbais, não verbais ou ainda mistas. Na seção sobre o contexto, segundo a autora, a situação comunicativa compreende os seguintes elementos: o lugar, o objetivo, os participantes. Sobre esse último, talvez não seja muito relevante em algumas análises a “categorização” dos interagentes, pois eles assumem papéis mútuos na interação, ora de emissor, ora de receptor.

A comunicação oral é multicanal e pluressimiótica. As unidades semióticas podem ser verbais, parafernais e não verbais. Essas unidades são, na verdade, o material: verbal, paraverbal e não verbal. O material verbal, organiza-se a partir de unidades fonológicas, lexicais e morfossintáticas.

O material não verbal distingue-se das anteriores por serem percebidas pelo canal visual: os signos estáticos (características dos participantes que fornecem índices de contextualização), os cenéticos lentos (as distâncias, as atitudes e as posturas) e os cenéticos rápidos (jogos dos olhares, das mímicas e dos gestos), a autora não revela muito sobre esse material, inclusive, porque segundo ela, o enfoque dessa obra está na linguagem verbal e, nesse caso, a conversação é um tipo específico de linguagem verbal. Sobre as distâncias, elas são analisadas pela proxêmica, as outras unidades situam-se na cinésica. Portanto, assim. Portanto.

O material paraverbal, por sua vez, acompanha as unidades linguísticas e são transmitidas pelo canal auditivo: entonações, pausas, intensidade articulatória, elocução, particularidades da pronúncia, características da voz. Assim, nas interações, os sentidos são gerados a partir de sua “materialização” por meio de o que é dito, mas também do não dito, bem como de mímicas, enfim, signos diversos. Portanto.

A autora revela algumas regras de organização das conversas, entre elas o turno, mas elas não são tão rígidas, no entanto. Isso nos revela que as interações são marcadas por momentos de alternância entre as falas dos interagentes. O desenvolvimento da interação, bem como a construção da relação pessoal são mediadas pela alternância.

A autora dedica um capítulo ao estudo das regras de polidez, o que é bastante significativo para a investigação das interações. Nesse sentido, ela, no entanto, trata da polidez em uma perspectiva linguística, ou seja, verbal, o que corrobora inicialmente o seu forte posicionamento sobre o que constitui a “natureza linguística”.

A autora inicia a seção apresentando o modelo de Brown e Levinson. Ela ressalta que esse modelo tomou emprestado o conceito de “face” de E. Goffman. Segundo ela o termo foi utilizado em função da incorporação do “território”.

Nesse modelo de Brown e Levinson, todo ator social possui duas faces, a negativa e a positiva. A face negativa relaciona-se ao conceito de Goffman sobre os “território do eu” (território corporal, espacial ou temporal, bens materiais ou saberes secretos…).

A face positiva, por sua vez, corresponde à percepção dos atores sociais sobre si mesmos, a qual tentam “impor” na interação.

Esses conceitos são muito reveladores e pertinentes, pois nas interações cada um dos interagentes revela um pouco de si, o que insere a conversação no plano das representações. Portanto.

Dependendo do conceito que um interagente tem sobre o outro, a autora estipula quatro categorias para essa relação: atos que ameaçam a face negativa do emissor, atos que ameaçam a face positiva do emissor, atos que ameaçam a face negativa do receptor, atos que ameaçam a face positiva do receptor. Portanto.

Nessa seção, não fica muito clara a diferença entre face negativa e face positiva. As seções dos capítulos do livro seguem, no início, padrão com breve conclusão sobre cada unidade. No entanto, não são todas as seções que seguem essa regularidade.

A obra também trata das conversações a partir da perspectiva cultural dos interagentes. Esse assunto é interessante, pois muitas vezes justifica o fato de haver regularidade nas conversas. Por exemplo, ele.

Por outro lado, quando comparadas a outras conversas, em contextos culturais distintos, essas regras distanciam-se com a finalidade, inclusive, de nos lançar a própria noção de identidade. Nesse sentido, as comunicações interculturais podem gerar mal entendidos para os interagentes. Primeiramente, portanto.

No último capítulo da obra, como é apresentado no índice, há conclusão. No entanto, essa seção não se baseia nos assuntos anteriormente tratados. Esse capítulo  configura-se, na verdade, como uma nova seção sobre negociações interculturais, como foi mencionado no parágrafo anterior. A linguagem utilizada pela autora é, de maneira geral, clara. Talvez a leitura no original seja mais fluida em alguns aspectos. Portanto.

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Verificação de plágio

Verificação de plágio

Prezado cliente, primeiramente, seja bem-vindo ao meu site! Meu nome é Anderson Hander, muito prazer! Sou mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Revisão de Textos pelo Centro Universitário de Brasília (uniCEUB) e graduado em Letras, também, pela Universidade de Brasília (UnB). Revisei, nos últimos anos, mais de 50 mil laudas relativas, especialmente, a gêneros acadêmicos como Artigos Científicos, Trabalhos de Conclusão de Curso, Dissertações de mestrado e Teses de doutorado. Certamente, você tem interesse em saber mais sobre a minha formação. Portanto, acesse o meu  currículo e o meu portfólio.

Se você redigiu o seu trabalho acadêmico (artigo, TCC, dissertação, tese) e não se sente seguro(a) em relação à redação dos parágrafos de seu texto, em virtude de não saber fazer citação direta, indireta*, e acredita que pode, sem intenção, ter plagiado os dizeres de alguns autores ou se tem dificuldade para reproduzir as ideias de autores de sua área devido ao fato de a linguagem destes ser bastante complexa, sugiro que contrate os meus serviços. Eu posso ajudá-lo(a).

*Conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por exemplo.

Durante a redação de textos acadêmicos, não é incomum o fato de pesquisadores e autores inserirem trechos de obras de outros autores ao longo do texto sem perceber, especialmente para os casos de citação direta, em que pesquisadores apresentam ao leitor os dizeres de outros autores. Ás vezes pesquisadores deixam, no processo de redação e organização do texto acadêmico, trechos de outras obras ao longo do trabalho, para, posteriormente, parafraseá-las com as devidas citações. Como textos acadêmicos são extensos e complexos, essas falhas são recorrentes. Portanto, é importantíssimo o olhar de um especialista na área.

Como trabalho e como posso ajudá-lo(a)?

Trabalho com software de busca de vocábulos e trechos de outras obras na internet. Você pode solicitar que eu verifique somente uma ou todas as páginas de seu texto. Eu, também, posso reescrever períodos mal elaborados (sem alterar conteúdo) para deixar, portanto, o seu texto mais acadêmico e harmônico. Isso, além de melhorar o texto,  evita que os softwares de busca por plágio faça alguma acusação. Também posso auxiliá-lo a realizar as devidas citações no texto, diretas e indiretas.

Quanto custa?

1 página: detecção de plágio de uma página: 50,00 reais. Detecção de plágio, Revisão Ortográfica e Gramatical, e Revisão Crítica (inclui reescrita de períodos mal elaborados) de uma página = 100,00 reais.

Entre 8 a 70 páginas: detecção de plágio de uma página: 8,00 reais; detecção de plágio, Revisão Ortográfica e Gramatical, e Revisão Crítica (incluindo reescrita de períodos mal elaborados)  = 18,00 reais por página.

Contatos para orçamento

Atendo a todo o Brasil em horário comercial, durante a semana. Solicite orçamento para Revisão ou Formatação de Textos (conforme APA, ABNT ou manual próprio), agende uma consultoria Linguística ou solicite informações a respeito de meus cursos e e-books. Deixe o seu recado em meu e-mail comercial ou pessoal.

E-mails: andersonhander@gmail.com ou servicos@criteriorevisao.com.br

Telefone: (61) 99801-6596 (Whatsapp). Skype: criteriorevisaotextual. Instagram: @criteriorevisao

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