Sobre Anderson Hander Brito Xavier

Somos uma empresa especializada em revisão, padronização e diagramação de textos. Atuamos no mercado há seis anos, possuímos registro no CNPQ e 11 atestes de capacidade técnica. A nossa equipe é composta por mestres, especialistas e graduados pela Universidade de Brasília (UnB).

Por que não costumo Revisar textos de estudantes de graduação?

Sobre o meu valor e atuação

Construí minha carreira Revisando teses e dissertações, e coorientando pesquisadores. Minha experiência profissional não é fruto de improviso, tampouco de um “corre-corre para ganhar uns trocados”. Eu a construí por meio de propósito e buscando agregar valor à vida e aos textos de pesquisadores e intelectuais, que se indentifica(ra)m comigo e acompanha(ra)m a minha trajetória.

Não por acaso, durante dez anos, também atuei como Revisor de uma revista científica Qualis A1, o que, por si só, revela o nível de minha atuação. Considerando essa trajetória, posiciono-me da seguinte maneira: NÃO COSTUMO E NÃO GOSTO DE REVISAR TEXTOS DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO.

Explico… a graduação, no Brasil, constitui-se, ainda, como um espaço de imaturidade intelectual e de desprezo pela Educação. O estudante não domina a linguagem (escrita) formal, não sabe realizar pesquisa (não tem noção algum sobre Metodologia de Pesquisa Científica), e, ainda assim, acredita que o problema de seu texto é simplesmente “gramatical”, como se pensamento e linguagem estivessem desassociados.

Também não se pode ignorar a ausência de poder aquisitivo e, sobretudo, o menosprezo completo pela atuação do Revisor de Textos. O estudante de graduação, formado em uma cultura que insiste em afirmar que a Educação não tem valor (mas que paga caríssimo por produtos digitais na internet, tanto de blogueiras como de coaches), projeta sobre o Revisor tanto a expectativa do milagre quanto o desdém pelo ofício. Exige rigor, mas rejeita qualquer responsabilidade intelectual e quer reestabelecer com aquele o cordão umbilical de quem, mediocremente (ui), o inseriu neste mundo (o mundo não lhe deve nada; e o Revisor, menos ainda, malandrão/malandrona).

Desprezo, reciprocidade e incompatibilidade

Estudantes da graduação, comumente, reproduzem, de maneira fidedigna, as sombras mais perversas de seus genitores (o que é reflexo inconsciente, inclusive, de outras vozes que ainda os atravessam. Ora, “Brazil”, beleza é diferente de juventude. “Menas”!): o improviso elevado a método, a ignorância defendida como autenticidade, a hostilidade ao conhecimento e a recusa sistemática da responsabilidade.

Muitos não superam esses traços mesmo ao longo de uma vida inteira; esperar que jovens recém ingressos no Ensino Superior o façam é desconhecer a profundidade do problema. Não se trata, simplesmente, de idade, mas também de formação — ou da ausência dela. Ao menos no mestrado e doutorado, há mais consciência e tentativa de melhora.

Além disso, textos produzidos por estudantes da graduação são, na maioria das vezes, extremamente ruins. Trata-se de uma escrita que não comporta a minha Revisão, e que exige mais maturidade. E Revisão não é alfabetização tardia, tampouco reparação do malfeito estrutural, produzido ao longo de anos de escolarização fracassada.

Por isso, não costumo revisar textos de estudantes de graduação, pois, em muitos casos, não há valorização nem comprometimento, nem com o próprio texto, tampouco com o meu trabalho. E os alecrinhos se retiram por conta própria, sem que eu tenha de fazer esforço algum (sim, “Brazil”; é intencional).

O meu trabalho é grande demais, rigoroso demais e intelectualmente exigente demais para que o confundam com a tentativa de consertar aquilo que não foi construído. Não cabe a mim assumir a responsabilidade pelo fracasso formativo que antecede o texto. Revisão é trabalho de precisão sobre pensamento já existente; não é milagre, remendo ou indulgência. Contra isso, minha atuação é inegociável.

Quando enviar a Tese para Revisão Ortográfica, Gramatical e Crítica?

A ilusão do “texto pronto”

Pesquisadores lidam com uma dificuldade recorrente: que o texto só deve ser enviado para Revisão quando estiver “pronto”. Essa expectativa, além de ingênua, revela uma compreensão equivocada do processo de escrita. Textos acadêmicos não alcançam um estado dito final de perfeição; eles são lapidados para versões possíveis em um intervalo de tempo. Nesse sentido, a escrita é um processo recursivo, ou seja, o autor (re)escreve parágrafos, altera objetivos, reorganiza capítulos, modifica fontes teóricas e retorna ao ponto inicial, o que constitui um processo natural. Assim,

Por essa razão, o texto pode ser encaminhado para a Revisão durante qualquer etapa do processo de escrita. A maioria dos meus clientes envia antes da qualificação, antes da defesa e após as considerações da banca, em virtude dos momentos de avaliação, em que esta espera uma versão mais lapidada. Como, muitas vezes, o pesquisador se debruça mais sobre conteúdo do que forma, além de não saber escrever em geral ou articular a língua(gem) à ontologia e epistemologia da pesquisa, e de também não ser esta função do orientador, é extremamente natural que haja lacunas a respeito da forma (aspectos ligados à ortografia, gramática, estilo e formatação). Primeiramente,

Antes da qualificação: o processo de “costura” da Tese

A fase da qualificação constitui, para a maioria dos pesquisadores, o primeiro “choque de realidade”. Nessa etapa, o texto, ainda, está “instável”, embora haja cobranças desnecessárias por uma dita versão final (pensamento rígido de muitos orientadores). Para alguns, é justamente nesse momento que a tese deve ser Revisada, a fim de que erros básicos e grosseiros não comprometam o que, precisamente, tem de ser avaliado, ou seja, um excerto da pesquisa apresentada no trabalho.

Antes da defesa: quando o pesquisador acredita que o processo acabou (ah, coitado!)

Após anos de reescrita, o autor costuma achar que “agora vai”. Mas, pequeno gafanhoto, a banca trará as contribuições dela à sua pesquisa, além de tentar invalidá-la, o que, com certeza, ao menos exigirá modificação de alguns parágrafos ou mesmo capítulos. Em Programas de mestrado e Doutorado no Brasil, esse processo ocorre dessa maneira. A Revisão, nessa etapa, serve, justamente, para eliminar inconsistências e entregar um texto minimamente confiável para leitura. Não é uma etapa “para decoração”: é parte essencial do processo (não ouse encaminhar a sua tese para a Banca Examinadora sem enviá-la para um Revisor experiente, pois passará vergonha).

Após a banca: porque ninguém sai ileso de uma avaliação séria

Como mencionei anteriormente, as considerações dos avaliadores quase sempre exigem reescrita profunda, o que, portanto, torna a Revisão novamente necessária. Nesse momento, há um consenso entre revisores experientes: textos complexos e longos exigem, minimamente, duas ou mais revisões.

Não existe “Revisão definitiva” (gratuitamente). Existe Revisão de uma versão específica. O autor altera o texto, e este, por sua vez, precisa ser revisado novamente. Simples. Não seja perverso a fim de atribuir a responsabilidade da autoria ao Revisor. Revisor não é messias, e a função da Revisão em si é complementar ao que foi feito pelo autor.

O Revisor não é milagreiro (e o autor não escreve em condições absolutas)

A fantasia tupiniquim, em terras de João de Deus (Ê Goiás), de que o olhar do Revisor, em um único ciclo, é onisciente, onipresente e onipotente é, além de equivocada, injusta. O Revisor trabalha com o que recebe, no tempo acordado, sobre a versão disponível. E isso basta para desfazer outro mito acadêmico: um texto nunca está finalizado. Portanto, a Revisão também não contempla um processo absoluto (retire essa palavra de seu vocabulário, se você é um cientista).

Se somos humanos, e mudamos; o texto também muda. Por sua vez, a Revisão acompanha a mudança. E não há exceção! Quem é você na fila do mercado hoje? Você não brilha mais do que os outros, alecrinho. Não adianta dissimular ou pensar que é responsabilidade do Revisor atuar, gratuitamente, durante todo o processo de escrita, durante todo o período de doutorado (alô justiça do trabalho, esses malandrões estão muito equivocados). Assim,

Então, afinal, quando enviar?

Quando você quiser. Quando puder. Quando o texto exigir — e ele sempre exige. E quando você puder pagar pelo serviço (lamento informar…), pois o Revisor não está à sua disposição, gratuitamente.

Se quiser seguir o fluxo acadêmico:

  • encaminhe antes da qualificação;

  • antes da defesa;

  • depois da banca;

  • e sempre que perceber que o texto está “fugindo ao seu controle”.

A Revisão não é etapa final. É parte constitutiva do processo de escrita. Quem entende isso avança; quem insiste em esperar o “texto pronto” só prolonga a ansiedade e compromete a qualidade do que produz.

Meu nome é Anderson Hander, e atuo há mais de 16 anos como Revisor de Textos. Sou Mestre em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB), Especialista em Revisão de Texto(s) pelo Centro Universitário de Brasília (CESAPE-UniCEUB) e Graduado em Letras, também, pela UnB. Atuei no Supremo Tribunal Federal (STF), revisando livros de memórias jurisprudenciais dos Ministros. Primeiramente,

Revisei, duas vezes, documentos (inventários) para um escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, e documentos de órgãos públicos e ONGs. Atualmente, reviso para uma revista científica na área do Direito, em Brasília, e cooriento pesquisadores de instituições federais e particulares de todo o Brasil (e, inclusive, estudantes que fazem mestrado no exterior, especialmente em Portugal).

Aguardo o seu contato! Assim,

Dissertações e Teses com mais de meio milhão de caracteres

A “medida” dos textos

Há mais de dez anos revisando Textos Acadêmicos — de instituições de todo o país e de diversas áreas do conhecimento —, observo certo padrão em relação à extensão destes: uma média entre 100 a 120 páginas* no máximo (utilizo, neste texto, o termo “página” popularmente, considerando o formato A4 do Word, fonte Times New Roman, espaçamento de 1,5 entre as linhas).

*O termo “página” não corresponde à “lauda”, termo utilizado no mercado de Revisão. 1 lauda varia entre 1000 a 2000 caracteres com espaços. “Página” é um conceito impreciso e esvaziado de sentido.

Além disso, nos últimos três anos, tenho notado, curiosamente, o fenômeno de hibridização de gêneros, que tem levado a uma redução ainda maior da extensão desses textos — um movimento articulado ao projeto contemporâneo das tecnologias digitais (alô algoritmo), que buscam reduzir o ato de pensar.

Mesmo em Humanas, com mais espaço para argumentação, não é comum encontrar textos que ultrapassem meio milhão de caracteres com espaços (o que corresponde, popularmente, a cerca de 200 e “alguma coisa” páginas). Ás vezes — é raro, mas acontece — recebo textos com mais de um milhão de caracteres com espaços (especialmente em áreas como Direito).

Vale uma comparação simples: meio milhão de caracteres equivale, praticamente, a três dissertações reunidas em um único texto. E, naturalmente, isso exige do autor consciência. Ás vezes o texto está longo mesmo por excessos desnecessários, períodos mal elaborados, trechos repetidos, excesso de subjetividade. Ás vezes isso ocorre, especialmente em áreas de humanas, devido à complexidade do recorte temático…

 Algumas instituições, especialmente particulares, alegam, em relação a essa tendência de encurtamento de textos acadêmicos, concisão, atualização de normas… Algumas, inclusive, impõem limites e definições de número de páginas e querem controlar, rigidamente, o texto do pesquisador. E, definitivamente, não concordo com essa tendência.  Assim,

Menos é sempre mais? A resistência ao pensar

Limitar o tamanho de um texto é, em alguma medida, limitar o gesto de pensar. E um ambiente que se incomoda com textos longos não está propriamente preocupado com o rigor; está preocupado com o esforço de ler — e com aquilo que a leitura provoca. Essa resistência à leitura, travestida de modernização, revela uma resistência mais profunda: resistência ao encontro com a complexidade. Em primeiro lugar,

É claro que teses e dissertações, em geral, já são textos fora do padrão, desconfortáveis para quem busca leveza, impraticáveis para quem se acostumou ao ritmo fragmentado das redes sociais. Exigem tempo; quando ultrapassam meio milhão ou um milhão de caracteres, podem revelar outra escala de pensamento/complexidade.

E, nesse sentido, retorno ao ponto central: menos é sempre mais, sim, mas somente quando esse “menos” constitui uma escolha consciente do autor — e não quando é imposto de fora para dentro. A concisão é um gesto intelectual, não uma norma. Um texto pode ser breve e profundo; pode ser extenso e preciso; pode ser longo e, ainda assim, extremamente lúcido (e mais fácil de “digerir” e “apreciar” do que textos ditos curtos). O que importa não é a metragem, mas a consciência. Primeiramente,

A minha função, nesses casos, como Revisor, não é reduzir o texto a uma versão “aceitável” — embora já tenham me pedido para fazer isso, e eu posso até retirar partes desnecessárias do texto, sim, e reduzi-lo, se for o caso —, mas auxiliar o autor a descobrir a melhor forma possível para aquilo que ele se propôs a construir. Assim,

Talvez, portanto, o ponto mais importante seja: textos longos não deveriam causar gerar espanto na academia (especialmente na “Era da Fragmentação do Discurso”) — afinal, pensar exige espaço. E esses textos pedem atenção. Um texto de um milhão de caracteres, às vezes,  pode ser um projeto afrontoso e atrevido (o que, atualmente, é raro) que merece o devido reconhecimento, mesmo que os preguiçosos utilizem a máxima neoliberal de que “time is money”! Aqui não, “Brazil”! Assim,