Nomadismo digital

Nomadismo digital

Há mais de 5 meses, eu comecei a viver como nômade, “sozinho” pelo mundo. Tive medo no início, mas me ter como companheiro tem sido muito bom, tenho aprendido muito sobre mim e, também, sobre os outros nessa jornada. Além disso, pessoas maravilhosas têm passado pelo meu caminho, nas mais diversas situações e contextos. Tenho vivenciado muitas coisas (nesse pouco tempo), de uma maneira muito diferente do que costumava vivenciar. Cada vez que me mudo, apesar de lamentar por ter de me despedir do que eu construi, eu me sinto novamente desafiado a desbravar novos lugares e a interagir e a conhecer novas pessoas, novas culturas.

Aprendi, durante os anos em que tenho vivido como nômade, que Lar/casa é o local para onde se vai a fim de se sentir vivo. Não é, simplesmente, o local onde se nasce, tampouco o local onde se cria ‘raízes’ (não somos árvores para ‘termos raízes’ e permanecermos estáticos, sedentários em, APENAS, um lugar. Na verdade, alguns o são, mas isso é outra história), ou o local para sermos tão pequenos quanto o nosso arredor. 

É o local que pode ser construído (com Wi-Fi por favor rsrs) em qualquer país, cidade, lugar, a qualquer hora, por meio de conexões com nós mesmos, uma ou várias pessoas, com as quais nos identificamos (ou não completamente, apesar das diferenças, mas com quem tenhamos algo em comum). Não é o local para fracos, é um local para quem não se vence fácil, principalmente pela convenção da maioria e por nossos próprios medos e limitações. Para mim, não é o local onde viverei ‘para sempre’. (Na verdade, esses conceitos absolutos são bastante limitantes de nosso crescimento e felicidade). É um conceito difícil de internalizar, porque ele somente faz sentido se for vivenciado. 
OBS: sou nômade de coração e de prática.

Em duas semanas, eu me mudo novamente. Ainda não decidi para onde vou: Japão, Tailândia, Croácia, Sérvia, Austrália… o mundo é muito grande e eu estou de braços abertos para o desconhecido. Não tenho data para voltar (e fico me perguntando: voltar para onde?). Não estou em uma “viagem”, tampouco estou limitado a algum lugar, eu me sinto LIBERTO. Todos os dias, quando acordo,tenho dito para mim mesmo: VIVA A VIDA QUE VOCÊ SEMPRE IMAGINOU.

#Nomadismo digital

 

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